Edição do dia 12/11/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Mudanças são anunciadas nas secretarias
GERAL
Dia de visitações, experiências e expectativas no Viva Unisc 2019
GERAL
Solenidade marca aniversário do General Gomes Carneiro
GERAL - Na ocasião também foi comemorada a chegada do III Batalhão ao município
Pequenas atitudes
OPINIÃO
Verrugas Estelares
OPINIÃO
Em defesa da vida
OPINIÃO
CDL aponta 800 vagas temporárias
ECONOMIA - Expectativa é de boas oportunidades de emprego para o período
ACI: Eleição ocorre hoje
GERAL
Vigilância Colaborativa: Lançamento do Programa acontece hoje
GERAL
GREVE: Polícia Civil paralisa nesta quarta-feira
POLÍCIA
Campeonato Municipal inicia no próximo dia 22
ESPORTES
AMO/Unimed VTRP: Atletas brilham pelo estado
ESPORTES
Dois times largam com vitória na estreia da Copa Lisaruth
ESPORTES
Estadual sub 19: Santa Cruz vence fora e fica perto da final
ESPORTES
Regional: São José larga na frente nas semifinais
ESPORTES
Universidade aguarda mais de cinco mil estudantes
GERAL
Bate papo: Doações por incentivos fiscais
ECONOMIA
Comdica realiza 4ª Noite Cultural na Unisc
VARIEDADES - O evento que tem entrada franca visa enaltecer projetos sociais realizados por diversas entidades

O que está acontecendo?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 07/12/2018

O questionamento acima certamente está sendo feito por muitos cidadãos do mundo ocidental sobre os rumos da democracia e da própria política, pois as eleições tanto aqui no Brasil, como nos EUA demonstram uma tendência muito clara do avanço de teorias liberais, nacionalistas e preconceituosas.  
O interessante que o movimento de direita, se assim pode ser conceituado, sucede um processo de democratização que teve início na segunda metade do século XX, onde a queda de um grande contingente de ditadores, tanto na Europa como aqui na América Latina.  Não estou aqui sentenciando de que os ditadores estão voltando, mas tenho a impressão que vários eleitos aqui no Brasil não tem nenhuma vergonha de terem sido apoiadores do regime militar, e que de certa forma se orgulham de tal biografia, pois segundo a versão destes, livraram o Brasil do comunismo.
Se é verdade que a onda de descrédito da política e dos políticos fez com que os eleitores votem em salvadores da Pátria, como parece o caso de Donald Trump e Jair Bolsonaro, por outro lado, tem-se a impressão que não há a mesma preocupação sobre a manutenção da democracia e no aprimoramento desta.
Tal comportamento também se replica no mundo, onde propostas nacionalistas ganham força, seja com a retirada do Reino Unido da União Europeia, com a eleição da direita em vários países europeus, aliados a grupos racistas, homofóbicos de extrema direita.
E o interessante que tudo isto ocorre após quase 50 anos de democratização de muitos países, dentre os quais o nosso e vizinhos da América Latina. Com certeza, todos os democratas do mundo devem estar se questionando, qual o motivo de um meio século de democracia ter parido esta nova direita?  Será que Bertoldt Brecht tinha razão quando afirmou que “a cadela do fascismo está sempre no cio”? Não quero acreditar.