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Escola sem Partido

Valério Garcia - 14/12/2018

*Colaboração:Texto da Professora Telda Assis

Sou professora e falar em Escola com Partido, lhes digo eu estudei numa escola destas. Comecei minha jornada escolar durante a LDB 5692/71 e terminei a Educação Básica na LDB 7044/82, ambas durante o Regime Militar, onde na capa dos cadernos tinha a Bandeira do Brasil e na contra capa o poema de Olavo Bilac “ A Pátria”. Portanto todos da minha geração viveram isso, não discutíamos nada, nem sequer sabíamos o que se passava ao redor do mundo. Claro, momento histórico era outro, a sociedade era organizada de forma autoritária e conservadora. Não era importante sabermos além do que estava nos livros. Mas para nós, naquela época, irmos para escola já era a grande novidade, éramos até privilegiados, pois eram poucos que chegavam aos bancos escolares. Como éramos poucos, tínhamos uma escola de excelência, pois quem não se enquadrava era “expulso”. Mas com todas as contradições saímos bons leitores, bons escritores e até mesmo bons ouvintes e “doutrinados” a receber ordens e cumprí-las sem questionar... 
Pós regime militar, com a Constituição Cidadã em 1988 e com a nova LDB 9394/96, tivemos um grande salto na democracia, as escolas passaram a incluir todos. Mudou-se os conceitos: autoridade/democracia, exclusão/inclusão, doutrinação/liberdade, saber erudito/saber popular.  
Como dizia Renato Russo: “O futuro não é mais como antigamente”  não podemos pensar hoje numa escola sem voz, sem liberdade, sem divergências, sem questionamentos, sem cidadania, sem reflexão, sem política, sem economia, sem artes, sem apropriação da cultura, ou seja, uma escola sem educação!
Seria um retrocesso gigantesco, a escola não ensina apenas conhecimento, mas também valores, formas de agir, ser e estar no mundo.
Refletindo sobre o Projeto de Lei do Programa Escola sem Partido, ela se baseia na acusação de que há uma doutrinação moral e ideológica de esquerda nas escolas brasileiras. Diante disso, os professores devem ser vigiados e controlados no exercício de sua profissão, por meio de imposição de limites à liberdade de Cátedra- um dos pilares fundamentais do magistério. Portanto como diria Cortella, os professores “doutrinadores de esquerda” foram muito incompetentes pois, não teríamos tantas vozes autoritárias e conservadoras no momento atual, inclusive pedindo a volta da ditadura militar, sendo doutrinados por trinta anos. 
Escola tem que ser plural, para ser plural tem que ler e discutir todas as vertentes políticas e pedagógicas, bem como conhecer a literatura, a cultura e demais conhecimentos que lhes darão condições de fazer suas escolhas. Todo conhecimento descontextualizado do mundo é incapaz de refletir a diversidade existente na sociedade brasileira.