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Escola sem partido: método ou conteúdo

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 14/12/2018

O tema escola sem partido, é fruto de um novo pseudodebate instalado no País, pois a polêmica na comunidade acadêmica é antiga, eis que não é de hoje a intenção de uma redução de matérias vinculadas às ciências humanas, e uma maior ênfase em conhecimentos técnicos e profissionalizantes, o que aliás sempre teve defensores no campo conservador da academia, apesar de minoritário, tem apoio importante em setores ainda mais conservadores da sociedade, esta, por sua vez,  cada dia mais expressiva.
Muitos dos profissionais da educação se manifestam contrários a proposta, o que inclusive deverá fazer o Congresso Nacional recuar, pois é evidente o equívoco cometido, pois além de não ter feito nenhuma discussão com a comunidade estudantil, os fundamentos teóricos adotados para o remendo proposto não encontra amparo no mundo da vida, pois, como muito bem foi explicitado por vários educadores, em um mundo que cada dia somos incitados para especialidade, o ambiente escolar deve ofertar a possibilidade de visão holística do mundo, não podendo a análise política ser olvidada.
Assim, a redução na carga horária de ciências humanas como sociologia e filosofia, história, demonstra o total despreparo dos formuladores de tal proposta, pois antes de sermos bons médicos, engenheiros, advogados, ou qualquer outro ofício, devemos ter uma formação humanística sólida, que possibilite o exercício ético da atividade profissional escolhida. 
A escola antes de oferecer formação profissional, o que é muito importante, deve formar pessoas humanas melhores, que tenham capacidade de compreender seu papel na sociedade. Não concordo muito com a tese de que educação se traz de casa, pois é condenar os infortunados sem lar consolidado a desventura eterna. É na escola que devemos ter a oportunidade de reverter mazelas que a vida não oportunizou para muitos, e não é possível cumprir tal missão sem a compreensão do todo.
Por fim, considero que qualquer reforma educacional deve ser pensada a partir do método que estimule o estudante almejar a buscar o conhecimento, e que a formação proveja o indivíduo de elementos que lhe dê capacidade de julgamento sobre todos os atos de sua vida, inclusive sobre sua vida profissional.