Edição do dia 15/01/2019

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O medo atávico do comunismo

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 29/12/2018

O momento histórico vivido em nosso País tem nos dado exemplos de que apatia nem sempre é silenciosa, como em primeiro momento se supõe, pois há na atmosfera um claro sentimento de desilusão de uma grande parcela de cidadãos com o destino da política nacional, mas ao mesmo tempo, tal sentimento é objeto de infindáveis teorias sobre a origem da crise e possíveis saídas da mesma, sendo as redes sociais o espaço onde brotam as mais variadas posições.
Mas o que chama atenção é o fato que mesmo com a queda do muro, o fim da Guerra Fria, e a decadência do comunismo no mundo, ainda está muito presente no debate, a ideia que o Brasil necessita tomar medidas contra o risco do comunismo ser implantado, sendo que na campanha eleitoral deste ano foram muitos os candidatos que vocalizaram esse temor.
Historicamente a luta contra o comunismo em nosso País justificou vários golpes, em especial os patrocinados por Getúlio Vargas e próprio golpe militar de 64. Mas, usar a justificativa do comunismo em nossa época não cabe mais, pois o comunismo não é ameaça para o mundo, pois suas limitações político sociais conduziram vários países ao autoritarismo, não havendo qualquer condição de temperatura e pressão para que avance no mundo. 
Ao contrário, há no mundo um claro indicativo para o autoritarismo neoliberal, sendo o exemplo da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos o mais claro. Aqui em nossas paragens temos um indicativo muito evidente, pois a eleição de Bolsonaro, confirmou tal tendência, sendo que o Presidente eleito disse em várias oportunidades que iria salvar o Brasil do socialismo/comunismo.
Assim, o momento atual indica um evidente reflorescer autoritário de extrema direita, cujas experiências passadas conduzem para a restrição de direitos individuais, traduzidas por prisões arbitrárias e com fundamentação questionável, limitação do direito à informação, onde os órgãos de imprensa não oficiais (do governo) são perseguidos, ataque as minorias, concentração de renda e demais efeitos colaterais que já são conhecidos no mundo.
Mas o interessante é que a adesão ruidosa de setores sociais à lógica do autoritarismo é algo real, e que talvez encontre sua justificação mais elementar na necessidade inconsciente de um protetor contra um inimigo, que por incrível que pareça, novamente é o velho comunismo, o que aliás tem sido o seu maior papel, justificar os golpes de direita. Mesmo com todo este barulho, espero que 2019 seja um ano um pouco mais lúcido.