Edição do dia 15/11/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Inicia mais um Enart
GERAL - A 34ª edição do evento reúne em Santa Cruz do Sul os apaixonados pela cultura gaúcha
ACI: Gabriel Borba é aclamado presidente
GERAL - Ele estará à frente da entidade junto com o vice, César Cechinato, para o biênio 2020-2021
Copa Lisaruth 20 anos tem segunda rodada
ESPORTES
Cestinha Sesi/Unisc disputa o 2º turno das semifinais
ESPORTES
O Avenida ainda não confirmou a sua participação na Divisão de Acesso
ESPORTES
Dia de confirmar classificação
ESPORTES
Regional 2019: Fim de semana tem clássico em Vale do Sol
ESPORTES
Solled Energia ganha o principal prêmio brasileiro do setor
EMPRESARIAL
Secult abre novo prazo para cadastro de entes culturais
VARIEDADES
Marista São Luís é destaque e traz prêmios a Santa Cruz Do Sul
ESPORTES - Somente no Maristão, realizado em Porto Alegre, Colégio conquistou sete premiações
Excelsior: Casa do Cliente foi inaugurada
EMPRESARIAL
Por mês, operação do Rapidinho gera 94 mil advertências
GERAL - Valores ficam pendentes no sistema e precisam ser regularizados pelos usuários
Disputa das finais inicia neste sábado
ESPORTES - Campeões serão conhecidos após jogos de ida e volta nas categorias veterano, feminino e livre
Saúde recebe R$ 150 mil da Câmara
SAÚDE
Mostra do Cerest tem trabalho desenvolvido em Novo Cabrais
GERAL
Palestra debate o Direito sucessório do cônjuge e da união estável
GERAL
Persuasão interna é o caminho para a alta performance
GERAL
Reforma da Previdência é tema de curso
GERAL

A violência da sociedade contemporânea

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 15/03/2019

Se atribui a Oscar Wilde a frase “a vida imita a arte mais do que a arte imita a vida”. Tal sentença nos faz pensar sobre um tema que atinge de forma muito grave o tecido social, que é a violência urbana em todas as suas formas. Seja no trânsito, no seio familiar ou no mundo do tráfico de drogas. 
Não haverá certamente uma resposta conclusiva, mas que no presente texto, pretende-se abordar alguns elementos indicativos que possam justificar o enorme grau de insensibilidade que relações humanas atingiram no mundo contemporâneo.
Quero crer que em boa parte a cultura do descartável esteja muito ligada com a futilidade como é tratada a vida nas produções do cinema e na televisão, em especial, o cinema americano, que tem uma fissura inexplicável em mostrar sangue frente as telas. 
A saga da violência também não encontra limites nas novelas nacionais, onde o poder e a transgressão estão ligados a capacidade do algoz em impor a suas vítimas tortura e a morte, sempre atrás do escudo hipotético de produções ingenuamente ficcionais.
 Em um momento onde as produções audiovisuais de toda ordem, seja na tv, no cinema ou na internet tomaram definitivamente o lugar da leitura, do esporte individual e em equipe, do aprendizado musical, da vida em comunidade e em família, e da própria religiosidade, pode se indicar que a frieza humana atual sofre reflexos desta carga diária e permanente das produções mórbidas em todos os tipos de telas, e que, acredito seja um elemento a ser considerado importante na produção de indivíduos cada dia mais distantes da dor e sofrimento alheio.
A suposta censura por limite de idade, é algo para inglês ver, pois não há possibilidade técnica para limitar o acesso ao banho de sangue para as crianças e pré-adolescente, aliás grande parte dos jogos de vídeo game tem como principal meta em matar o virtual  “inimigo”, o que aliás já foi um método de dessensibilização dos soldados de exército americano, na guerra do Vietnã.  
Assim,  considero que a frase que deu início ao presente texto é algo que deve ser internalizado por todos os meios de comunicação de massa, em especial, os profissionais que militam no mundo da informação audiovisual, pois sua forma de enxergar o mundo é sem dúvida replicado, sendo sua responsabilidade social enorme, frente ao substituição do método de transmissão da informação que vivemos em nossos dias, e os efeitos colaterais que todos estamos assistindo e sentindo literalmente na pele.