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Um saudosismo perverso

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 29/03/2019

Nesta semana todos os brasileiros que acreditam no Estado Democrático de Direito ficaram estarrecidos com a orientação do presidente Bolsonaro no sentido de determinar festejos pela passagem do golpe de 64. E vamos deixar muito claro, não há esta história do “movimento” como sugeriu vergonhosamente o ministro Tofolli dias atrás. Tal atitude demonstra de forma inequívoca que o maior chefe da nação, mesmo passado meio século do mais violento e sanguinário ataque de órgãos estatais contra cidadãos brasileiros, não tem nenhum apreço pelo regime democrático. 
Quanto a tal forma de perceber o mundo, nenhuma dúvida persistia em relação ao capitão Bolsonaro, pois antes de ser elevado a presidente da nação reverberava aos quatro ventos ser admirador do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Mas agora é diferente, com um mandato auferido pelo voto democrático, é vedado, ou ao menos deveria ser, ao presidente da República, manifestar-se, e, pior, determinar festejos para uma data que fere os sentimentos de todos os brasileiros que tomaram conhecimento dos atos desumanos e cruéis cometidos nos porões da ditadura.
No ano passado o Serviço de Inteligência Americana, após 40 anos, confirmou a suspeita que muitos brasileiros tinham, que houve de fato os assassinatos, torturas e desaparecimento de pessoas durante o regime militar, ordenadas pelos generais Geisel e Figueiredo, então presidentes da República.
É um absurdo, que somente agora os brasileiros tomem conhecimento documental das práticas genocidas do período militar, e o pior, que a Lei da Anistia tenha perdoado todos os crimes cometidos pelos agentes do Estado. E o mais chocante, é que os Estados Unidos tenham arquivos detalhados do período, enquanto aqui no Brasil muitos documentos foram destruídos nos quartéis antes da redemocratização.  
Neste contexto, o que dá certo alento neste momento de total paranoia presidencial, é que instituições como OAB, MPF, Defensoria Pública dentre outras entidades de classe manifestam-se de forma contundente contra atitude desvairada do presidente. O alerta das entidades citadas é no sentido de que o Estado Democrático de Direito foi conquistado a duras penas pela sociedade brasileira, e que tem no texto constitucional sua bússola, não cabendo ao Chefe Supremo da Nação determinar festejos de um período que jamais deveria ter existido.