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Um rentista arrependido?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 05/04/2019

Quem acompanhou o discurso do ministro da Fazenda Paulo Guedes, no decorrer desta semana, teve a impressão de que ele deve estar arrependido de sua vida de investidor do mercado de papéis, eis que, foi homem de sucesso no mercado especulativo. 
Segundo seu discurso, a partir de agora, terminou o paraíso dos rentistas, que vigou até agora no Brasil, segundo suas palavras. As propostas do novo governo, vão privilegiar os empreendedores, ao invés do mercado especulativo do setor financeiro.
Tal argumentação foi recebida com muito otimismo pelo mercado. Mas é evidente, que a grande dúvida que todos brasileiros que se atentaram às promessas do novo ministro, se as mesmas serão exequíveis, ou se, são apenas uma cortina de fumaça para garantir a aprovação de medidas impopulares e atingem exclusivamente os mais pobres. 
Neste sentido, parece que a retirada de R$ 8,00 do salário mínimo de milhões de trabalhadores e aposentados, é emblemática, o que foi aliás a primeira medida do presidente, deixando evidente, que os fatos não condizem com a proposta apresentada pelo rentista arrependido.
Desnecessário dizer que a maior vitória que o País teve na última década foi o ganho real do salário mínimo, pois foi a política mais eficaz de distribuição de renda entre trabalhadores e aposentados, uma vez que todos os aposentados rurais especiais recebem um salário mínimo. Assim, promessa de atingir o andar de cima dos grandes salários, como promete novo governo, é desmentido no primeiro ato do presidente, o que desvela uma das faces do liberalismo, que é a concentração da renda.
Aliás, por falar em liberalismo, a impressão que se tem com o discurso do ministro Paulo Guedes, que tem formação na Escola de Chicago, é de que a teoria liberal irá resolver todos os problemas do País num passe de mágica. Por isto,  é interessante o que diz o atual diretor da Escola de Chicago, Robert Shimer, em entrevista ao Jornal do Comércio, onde fez a seguinte observação sobre a atual linha de pensamento da Departamento de Economia da Escola de Chicago, dizendo o seguinte: “Não acho que as pessoas acreditem que mercados são sempre, e em qualquer lugar, perfeitos, e que não há necessidade de nenhuma interferência do governo em nenhum lugar. Essa é uma visão da Escola de Chicago que não se vê aqui, ao menos em muitas pessoas desse departamento atualmente.”
Ao que se vê, devemos ter a esperança ou sorte, de que a fórmula liberal que se pretende aplicar no País não esteja desatualizada ou vencida.