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Os verdadeiros donos desta Terra

Valério Garcia - 19/04/2019

Hoje pela manhã, na rodoviária de Cachoeira do Sul, presenciei uma cena que me fez parar e refletir um pouco: índios e suas famílias “acampados” na rua. Ali estavam nas mais diferentes faixas etárias: pais, mães, filhos, tios, enfim toda a tribo. Dormiram embaixo da aba de uma lancheria para ficarem mais protegidos da chuva e do frio, ainda ameno. Ao seu redor estavam seus artesanatos, produzidos com colheita de produtos oriundos da natureza onde moram, confeccionados com a habilidade de suas mãos e o carinho passado de geração para geração. Artesanatos relacionados a Páscoa.
Tive a oportunidade de conversar com alguns integrantes da tribo e quando criança morei no interior de Caçapava do Sul, onde me criei vendo estes índios às margens da BR 290 durante toda minha infância. Mantinham seu sustento à base da caça, pesca e venda de produtos artesanais. Eram extremamente discretos no seu dia a dia, desde o nascimento de seus filhos, até o ritual da morte dos seus ancestrais. Nada de alarde ou discursos sobre vida e morte, apenas o respeito de todos para a passagem de alguns. 
Suas plantações eram apenas daquilo necessário para a manutenção da tribo, nada de excesso para comercialização ou extravagância. Também não usavam qualquer tipo de veneno ou agrotóxico, usando técnicas e plantas para contenção de espécies invasoras que poderiam danificar suas lavouras. Chegavam até a plantar mais à beira da lavoura para “alimentar” as pragas que viriam comer o plantio, para que não precisassem matá-las. Tudo em perfeita harmonia, numa alegria discreta percebida mais nas crianças ao redor dos mais velhos, em verdadeiras aulas de ecologia proporcionada pelos anciãos. 
Eis que surgiram os primeiros problemas. Como sempre se fala que a história se repete, aqui não foi diferente. Adivinhe quem? O “homem branco” começou a introduzir a bebida alcoólica entre os índios e o resultado todos conhecem ou imaginam...
Difícil entender essa história de descobrimento do Brasil; descobriram um país habitado! Colonizaram, para não dizer escravizaram um povo livre que vivia e convivia em harmonia, ou seja, excluímos os verdadeiros donos desta terra! Hoje vivem deslocados de seu habitat natural, descaracterizados de corpo e alma, mendigando pelos cantos quinquilharias para sobreviverem. E isto só piora, um exemplo é o governo federal estar leiloando o maior reduto ambiental que temos: nossa Amazônia. Tudo em nome de um pseudoprogresso, esquecendo-se que o preço a ser pago será com a vida do ser humano, é só observarmos as catástrofes que ocorrem mundo afora, principalmente aqui no país que teima em maltratar seus verdadeiros donos. Bom fim de semana. E que a Páscoa sirva para ressuscitarmos alguns de nossos valores que estão morrendo todos os dias.