Edição do dia 15/10/2019

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Não é unanimidade

De Olho na Informação - Júlio Mello - 09/08/2019

O presidente Jair Bolsonaro, PSL, age como se fosse um semideus, uma estrela, uma super popularidade ou que tenha sido eleito pela maioria esmagadora de votos. Popular até pode ser e mais nada. Lembrando que Bolsonaro (PSL) obteve 55,13% dos votos válidos, conquistando 57.796.986 votos. Fernando Haddad (PT) teve 44,87% dos votos, o equivalente a 47.038.963 votos. E o que é pior mais de 33 milhões de pessoas não votaram. Portanto, seria de bom alvitre que o nosso presidente tenha postura. No mínimo isso, postura para ser tratado como uma autoridade de respeito. As suas falas ultimamente não condizem com o seu posto de autoridade máxima de todos os brasileiros. Vou me ater apenas a polêmica com o presidente da OAB do Rio de Janeiro, o Felipe Santa Cruz, em que Bolsonaro diz claramente que sabe onde está enterrado o pai dele. Ora, isso não é coisa que um presidente possa falar para alguém. Infelizmente o nosso presidente não possui nenhum tipo de controle. Tenha postura, meu presidente.

Mourão em Santa Cruz
O vice-presidente, Mourão esteve em Santa Cruz. Veio para participar de um almoço no Hotel Águas Claras. Onde foi recebido por mais de 180 empresários. Falou e falou bastante, disse que o Brasil vai sair desta crise e que a aprovação da Reforma da Previdência é uma das grandes metas. Disse ainda que a Reforma Tributária está na pauta do governo. Independente se a fala dele foi boa ou não. Para Santa Cruz e região foi sem dúvida um grande evento. Não é todo dia que um vice-presidente vem a Santa Cruz.

Criatividade do brasileiro
Está na Folha de São Paulo de ontem. A criatividade do Brasileiro vai além. A reportagem da Folha mostra um homem bem vestido e vendendo água mineral no sinal. Ou seja, de terno e gravata. O homem falou que tira um bom valor por dia e que consegue pagar o seu aluguel de R$350,00 mensais e ainda bota comida na mesa. Vender água, qualquer um podia vender, mas ele inovou, foi vender de terno e gravata. Parabéns a este brasileiro esperto.

Vereador do PTB estava brabo
O vereador Elstor Desbessel, PTB, demonstrou uma insatisfação muito grande com uma possível ameaça de um dos assessores da casa. Segundo ele, quando da votação de um projeto na semana passada, um assessor teria dito ao vento, que se tiver um vereador que votasse contra teria que levar tapa na cara. O que deixou Desbessel indignado, “tem que falar na cara e rede social é muito fácil. Eu votei contra, então eu deveria levar um tapa na cara”.

Executivo sanciona lei que declara Coomcat entidade de utilidade pública 
O vereador Luizinho Ruas, PTB, está comemorando a sanção do prefeito Telmo Kirst à lei de sua autoria que declara de utilidade pública a Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat). O projeto havia sido aprovado há algumas sessões pelo Poder Legislativo e aguardava a sanção do Executivo. Segundo Ruas, este reconhecimento oficial de utilidade pública é uma forma do município e da comunidade santa-cruzense manifestar sua gratidão pelos relevantes e importantes serviços prestados pela Coomcat. “A declaração de utilidade pública abre muitas portas para a entidade, que faz um trabalho essencial dentro da estrutura da nossa cidade. É preciso valorizar isso”, observou. A Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat) foi constituída no ano de 2010, através da luta das catadoras e catadores da Associação Ecológica de Catadores de Materiais Recicláveis (ASECMAR), pelo reconhecimento e valorização do trabalho. A associação contou com o apoio do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), organização que busca contribuir par a construção de sociedades justas e sustentáveis a partir da organização social e produtiva dos catadores e suas famílias. Atualmente, a Coomcat é integrada por 52 associados e atua no Programa Municipal de Coleta Seletiva Solidária, na prestação de serviços de logística reversa solidária e gestão da Usina Municipal de Triagem. Com informações da Assessoria de Imprensa.

Luiz Ruas, PTBLuiz Ruas, PTB Crédito: Divulgação

Hermany não gostou 
O vereador Ari Thessing, PT, foi infeliz ao insinuar que o vereador Edmar Hermany, PP, tenha tido algo com a colocação de fotos dos vereadores em um painel na sede do Sindicato dos Comerciários. Seria a foto de quem votou a favor da taxa de iluminação pública. Naquela época, Thessing era situação e Hermany oposição. O qual não gostou e apontou o dedo para Thessing, que estava na tribuna. Deixando claro sua insatisfação.

Edmar Hermany, PP arquivo: Edmar Hermany, PPEdmar Hermany, PP arquivo: Edmar Hermany, PP Crédito: Jacson Stülp

Merecida homenagem
A Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul vai homenagear uma pessoa da mais alta respeitabilidade em Santa Cruz. O vice-diretor do Colégio Mauá, Nestor Raschen, irá receber o título de Cidadão Honorário de Santa Cruz. A proposição é do vereador Hildo Ney Caspary, PP. A reunião especial está marcada para o dia 19 de agosto. Parabéns seu Nestor, o senhor é merecedor desta honraria.

Diretor do Colégio Mauá, Nestor RaschenDiretor do Colégio Mauá, Nestor Raschen Crédito: Arquivo/RJ

Reforma da previdência é entregue ao Senado
Depois de 168 dias tramitando na Câmara, a reforma da Previdência chegou ao Senado na tarde de ontem. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi à presidência do Senado e entregou ao chefe da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). De posse do texto aprovado na noite de quarta-feira, 7, na Câmara, Alcolumbre fará a leitura da matéria em plenário e então a encaminhará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por onde tem início a tramitação. O relator da PEC no Senado será Tasso Jereissati (PSDB-CE), que pretende já ver aprovado na semana que vem um requerimento para realização de uma audiência pública. A expectativa de Alcolumbre, Jereissati e da presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), é que a proposta passe um mês na comissão. São necessários 14 votos dos 22 membros. Aprovada, ela segue para o plenário, onde é preciso ser votada em dois turnos. Aqui, em cada uma das votações, são necessários ao menos 49 votos dos 81 senadores. Portanto, falta pouco para a aprovação por completo da nova Previdência.

Fumicultura em debate
Importante reunião realizada hoje pela manhã na Casa Civil em Brasília, capitaneada pelo Deputado Federal Marcelo Moraes com o Ministro Onyx Lorenzoni, tratando sobre fumicultura. Na oportunidade estiveram presentes lideranças da nossa região, como o Senador Luis Carlos Heinze, Deputados Federais Heitor Schuch e Alceu Moreira, Prefeito de Venâncio Aires Giovane Wickert, Prefeito de Vale Verde Carlos Gustavo Schuch, Vereador de Santa Cruz do Sul Mathias Bertram, Presidente da Afubra Benicio Albano Werner, Oscip Foco Empreendedor representados por Anelize Winter e Aurea Binz, e demais lideranças. 

Reunião para discutir o tabacoReunião para discutir o tabaco Crédito: Divulgação

Schuch lamenta aprovação da Reforma da Previdência
O deputado Heitor Schuch lamentou a aprovação em segundo turno da PEC 6 da reforma da Previdência, na madrugada de quarta-feira, 7, no plenário da Câmara.  "Infelizmente fomos vencidos na batalha contra essa proposta injusta, que vai prejudicar especialmente os trabalhadores que recebem os salários mais baixos, assim como a parcela mais pobre da população", criticou Schuch, que votou contra a PEC nos dois turnos e também na comissão especial que analisou o projeto, do qual foi titular. O parlamentar afirma que, graças ao trabalho incansável dos parlamentares de oposição e à mobilização de entidades, foi possível avançar em pontos importantes, retirando os rurais da reforma, retirando o regime de capitalização, restituindo o valor do BPC, melhorando as regras de aposentadorias para professores e profissionais de segurança, assim como as regras de transição e a redução do tempo de contribuição para os homens no Regime Geral de Previdência Social. Ainda assim, serão mudanças cruéis no sistema previdenciário, que exigirá aumento do tempo de contribuição enquanto reduz o valor das aposentadorias. Sem falar, por exemplo, no abono salarial, que será restrito apenas a quem ganha menos de R$ 1.364,43 e não mais até dois salários mínimos como é atualmente. Schuch concorda com a necessidade de uma reforma da Previdência, porém não como a PEC 6/2019 que não pretende melhorar o sistema, mas sem destruí-lo completamente. Tanto que a grande parte da "economia" pretendida pelo governo (cerca de R$ 800 bilhões) recairão sobre os trabalhadores do Regime Geral da Previdência, com a maior parte do ajuste destinado a quem ganha até três salários mínimos. "É esse tipo de ‘desigualdade’ que quer se combater? Enquanto isso, mais de 50% do Orçamento da União é destinado ao pagamento da dívida pública, leia-se sistema financeiro", critica.