Edição do dia 06/12/2019

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Revolução Farroupilha

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 13/09/2019

“Que sirvam nossas façanhas de modelo...”

O contexto histórico em que eclodiu a Revolução Farroupilha era de enorme turbulência no Império, eis que estava sob regência em razão do retorno forçado de D. Pedro I para Portugal, deixando o trono vago, eis seu filho, uma criança que não tinha condição de assumir do comando da nação, destroçado pela enormidade guerras com vizinhos e revoltas regionais que aspiravam uma maior participação na construção da nova Pátria que havia sido emancipada em 1822.
Neste cenário, dentre outras revoltas, cito aqui as duas revoltas que considero de maior importância, e que foram o prelúdio da Revolução Farroupilha, da Conjuração Mineira, que teve Tiradentes, como mártir, e a Revolução do em Pernambuco, que teve entre os esquartejados Frei Caneca. Aliás, o modo de repelir as revoltas era sempre com extrema violência pelo Império, que além matar, esquartejavam os revoltosos e pendularam seus restos mortais em praça pública, com a clara intenção de impor através da violência e da crueldade o medo nos demais cidadãos.
Em comum estes levantes, além de questões paroquias, tinham em mente a palavra Liberdade, termo que se tornou mais real com a independência do Estados Unidos e logo após na Revolução Francesa. Os ventos de liberdade, fraternidade e igualdade, consolidados na Revolução Francesa atingiram o mundo, o que não foi diferente com o Brasil.  Tanto no período Colonial como Império e na República o poder sempre esteve muito centralizado no Rei ou no Presidente da República, tanto que revolução de 1893, novamente colocou em xeque tal centralização, o que é assunto para outro texto.
A Revolução Farroupilha, ao contrário da Mineira e da Pernambucana, não foi resolvida de forma simplista como as anteriores, onde o Império com seu poder bélico destruía os revoltosos. Aqui nos campos do Rio Grande, as tropas imperiais tiveram enorme dificuldade de combate aos revoltosos, tanto pela extensão territorial em que os revolucionários se espraiavam, tanto pela técnica e tática de guerra que foi adotada pelo exército de Bento Gonçalves e tantos outros importantes líderes da revolução. A revolução durou longos 10 anos, onde até hoje várias vezes surge a pergunta, os gaúchos comemoram uma revolução que perderam ou ganharam?
Tenho para mim que tal questão é irrelevante, pois na guerra com certeza todos perdem, mas a Revolução Farroupilha, mesmo que muitas vezes exageradamente idealizada por nós gaúchos, deixou um legado que passados mais de 150 anos, ainda e capaz de mobilizar multidões durante o mês de setembro, seja para cantar o Hino, mobilizar professores e alunos a discutir a história da revolução,  discutir polêmicas com a batalha de Porongos, dançar e cantar músicas tradicionais, declamar versos de amor a terra onde nasceu. Em suma cultivar um passado que mesmo em parte fantasiado, deixou em nossa Bandeira a mensagem da Liberdade, Igualdade e Humanidade.