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POLÍCIA

Aduladores e o poder

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 04/10/2019

“As pessoas se comprazem tanto nas coisas que dizem a elas próprias, e se deixam enganar tão facilmente sobre si, que é difícil querer se libertar da bajulação”. (JACOB PETRY – PODER & MANIPULAÇÃO).

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Nicolau Maquiavel, no livro “O príncipe”, publicado em 1532, dedicou um capítulo inteiro (XXIII) para orientar como um governante deve “evitar os aduladores”. Na obra Maquiavel afirma que “os homens apreciam tanto a si mesmos e aos seus atos, que acabam se iludindo a tal ponto que os bajuladores passam a fazer parte de sua vida.” O filósofo italiano talvez tenha sido o intérprete mais competente sobre os efeitos do poder sobre os governantes, em especial, no que diz respeito sobre as armadilhas inebriantes que o ego arma aos líderes incautos.
Em todos os governos sempre irão estar imiscuídos no poder os bajuladores de plantão. Aliás, tais pessoas são indivíduos de personalidade complexa, e mais do que os governantes, merecem ser observados com muita acuidade, eis que, supostamente despidos de personalidade, adequam-se rapidamente aos novos governantes de plantão, e sem qualquer rubor, em pouco tempo, com “talento” incomum, acabam galgando espaços e cargos dentro das instituições, superando muitas vezes pessoas dedicadas e coerentes, mas que não têm a flexibilidade moral que todo bajulador profissional construiu no decorrer de sua vida. Quem de nós não conhece alguém que se enquadre neste perfil, certamente lendo o presente texto, algum bajulador já tenha surgido em sua mente. Diga-se, que tal espécime habita todos os espaços de poder, sejam públicos ou privados. Sempre tem um ‘puxa saco’ de plantão.
Mas, talvez o governo Bolsonaro, seja o habitat mais adequado para que todo o tipo de bajulador se apresente no palco do poder. Pelo que se observa, o bajulador “mor” atualmente é o ministro Sérgio Moro, que quando não tem nada melhor para fazer, presta homenagens para Olavo de Carvalho.
Em um jantar oferecido na residência do embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, Moro verbalizou a seguinte pérola em relação ao guru astrólogo Olavo de Carvalho e a Bolsonaro:

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Disse que era uma honra conhecer alguém que inspirou tanta gente, incluindo “o chefe”, referindo-se ao presidente Bolsonaro. O ministro ainda mencionou que havia gostado muito do livro ‘O jardim das aflições’, mas confessou que o achara “muito denso”.

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É bem verdade que Moro, como um bom bajulador, sabe onde quer chegar, e isto não é segredo para ninguém no País, e certamente os doze meses que o separam da cadeira do Supremo será um longo período de novas demonstrações de admiração ao seu “chefe”, mesmo que isto signifique nada fazer na pasta da Justiça, onde deveria estar formulando políticas públicas que respondam de forma eficiente aos problemas do tráfico de drogas e armas, o poder das facções nos presídios, as milícias cada vez mais atuantes nos grandes centros urbanos, o controle eficaz dos portos e divisas do País dentre tantas outras demandas.  Mas não, tanto bajulador e bajulado estão em plena sintonia.