Edição do dia 19/11/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Nota da Prefeitura esclarece atendimentos na saúde feitos por sindicatos
SAÚDE - Ajustes que foram estabelecidos em comum acordo são apresentados
Projeto Carinhoso: atração cultural beneficiará a terceira idade
GERAL - Artistas locais levarão arte para casas geriátricas a partir do mês que vem
Samu: Regulação compartilhada deve entrar em operação até o fim do ano
SAÚDE
Campanhas estimulam a Solidariedade
GERAL
Escritora santa-cruzense lança o livro Melodia Perversa
VARIEDADES
Lifasc: Soberania dos visitantes domina
ESPORTES
Municipal Feminino: Muitos gols marcam a rodada
ESPORTES
Santa Cruz luta, mas perde nos pênaltis para o Soledade
ESPORTES
Regional 2019:Trombudo sai na frente nas semifinais
ESPORTES - Nos Aspirantes deu o Formosa contra o Unidos
Amigos do Cinema exibe Tarkovski
VARIEDADES
Associação Pró-Cultura: Vernissage abre última mostra
VARIEDADES
NOVEMBRO ROXO: Exposição dá início às atividades
SAÚDE - Hospital Santa Cruz preparou também palestra e oficina sobre o mês da Prematuridade
Cisvale debate temas expressivos para a região
GERAL
Portal Lunetas e Mercur promovem bate-papo sobre Infâncias
GERAL
Confraria Nativista: Nova diretoria será empossada
GERAL
Comissão Especial da OAB promove eventos para abordar a Reforma da Previdência
GERAL
Vacinação contra o Sarampo: Nova fase começou nesta segunda
SAÚDE
Santa Cruz tem oito escolas paralisadas
EDUCAÇÃO - Em outros sete educandários o atendimento é parcial e em quatro as atividades seguem normalmente

A eternidade do que se ama

Osvino Toillier - 25/10/2019

Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.
Adélia Prado, autora das palavras acima, diz que "o que a memória ama, fica eterno". Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
A memória se ocupa com universos mágicos, onde depositamos nossas lembranças mais caras, enfim, a vida nos seus detalhes mais puros e sublimes. A vida é simplesmente um universo mágico onde nos recolhemos com nossos segredos e vivências mais encantadoras. Somos memórias vivas. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.