Edição do dia 19/11/2019

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Os limites do mercado

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 25/10/2019

Os movimentos que estamos tendo notícia no decorrer da semana demonstram que os discursos fáceis não resistem ao mundo da vida. As vitórias de líderes neoliberais da Argentina e Chile, ao que indicam os movimentos populares destes países, estão com seus dias contados, em razão da total dissintonia entre a vida das pessoas e o mundo ficcional idealizado pelos arautos das políticas concentradoras de renda da extrema direita.
O Estado mínimo apregoado aos quatro ventos por setores conservadores destes dois Países, dão a dimensão de que o andar baixo da pirâmide social paga a conta, com menos saúde, menos educação, menos emprego e políticas públicas de habitação e distribuição de renda, culminando com um processo natural de rejeição de políticas concentradores de renda. 
E neste sentido, cabe um alerta para o Brasil, que no decorrer do 2019, através de um governo que demonstra total desconhecimento de políticas públicas para expansão de emprego e renda, acha por exemplo importante, aumentar a cota de compras em free shopping dos aeroportos internacionais, prejudicando de uma vez só o comércio interno e renunciando a receita tributária. Tal exemplo, somente dá a dimensão do descompasso do governo com a vida real dos brasileiros.
E pelo que se observa, tal visão equivocada das políticas públicas de Estado logo adiante vão cobrar sua fatura, pois não é racional acreditar que o governo não deve ser um fomentador dos empreendimentos privados e públicos, seja com concessão de bolsas de estudo em universidades públicas e privadas, ou então, com a abertura de crédito para empreendedores da construção civil, como inclusive já ocorreu no passado em nosso País.
A gestão pública estatal exige uma compreensão poliédrica da vida de um País, em especial, no caso do Brasil, que é oitava economia do mundo, mas ostenta indicadores péssimos de distribuição de renda. Não há mais espaço para a velha tese da “mão invisível do mercado”, que tudo regula ainda através da mais velha cantilena da “oferta e procura”. A sociedade contemporânea exige uma visão holística de seus gestores públicos, e não mera retórica embolorada.