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Licença para Matar

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 06/12/2019

Os fatos ocorridos no último fim de semana em São Paulo, que resultaram na morte de 9 jovens na comunidade de Paraisópolis, fazem refletir de forma muito séria sobre o discurso de ódio que foi, e continua sendo destilado por lideranças políticas de nosso País.  Quando os Governadores de São Paulo e Rio de Janeiro, Dória e Witzel, aderiram de forma cega a tosca visão do Governo Federal sobre política pública de segurança, onde uma das principais bandeiras é a exclusão de ilicitude de agentes das forças policiais, que diga-se, tem seu principal defensor a figura do Ministro Sérgio Moro, deu início a um comando que estamos assistindo diariamente.

Já foram vários os fatos envolvendo agentes de segurança, em casos de absurdo abuso de autoridade, sendo que nesta semana vimos aqui em Pelotas uma flagrante agressão injustificável de dois jovens abordados pelos dois agentes da polícia militar do Estado, que somente chegou ao conhecimento da sociedade em razão da gravação que flagrou os fatos. Do contrário, seria mais uma ocorrência de suposta fuga ou resistência a prisão, e caso, já estivesse em vigor o projeto anticrime do Moro, isentaria os autores de qualquer punição.
Quando a autoridade máxima do País diz que devemos conter um ladrão de celular “a bala”, está-se à frente de ordem literal de licença para matar. A sociedade não precisa mais violência do que já tem. O papel do Estado e da força pública de segurança é de pacificar a sociedade e não estimular a vingança, como vem ocorrendo. 
Não há dúvida que as mazelas das grandes capitais, seja com o poder das milícias, facções e traficantes são um problema muito sério, que devem ser enfrentadas com inteligência e não com mais violência, sob pena, do poder do mais violento e sanguinário se impor sobre a grande maioria de pobres e inocentes que vivem em tais espaços das grandes e médias cidades do País.
Por isso, é dever do Estado e principalmente dos governantes refletir antes de verbalizar absurdos que autorizam de forma expressa o extermínio de jovens como estamos assistindo, pois como ensinam os profissionais da comunicação, a mensagem é aquilo que se entende, e não o que se diz.