Edição do dia 17/01/2020

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Do Terraplanismo ao Energúmeno

Plano Geral - 20/12/2019

Quando no século XXI pessoas se dão ao tempo de discutir se a terra é plana, há um indicativo muito grave de que o projeto homo sapiens não deu muito certo.
Mas não bastasse tal disparate, no decorrer desta semana o Presidente da República chamou o educador Paulo Freire de energúmeno, adjetivo que normalmente se atribui a um sujeito ignorante, boçal e imbecil.  Das duas uma, ou o Presidente não conhece o legado e história do internacionalmente conhecido Educador, que desenvolveu um método de alfabetização de adultos na década de 60, quando o Brasil tinha aproximadamente 40% de analfabetos entre as pessoas com mais de 40 anos. Ou a segunda, ele estava falando no espelho. 
O que resta evidente neste momento muito sério que País atravessa, e os exemplos acima demonstram, é que não há limites para a destruição do que foi construído no passado, se o passado por algum motivo não dialoga com a visão dos membros do governo. Sem qualquer cerimonia destrói-se o legado das Universidades Públicas, que tantos profissionais já formaram neste País tão carente de educação, questiona-se políticas ambientais que há muito já estavam consolidadas no País e no mundo, mutila-se com políticas públicas de distribuição de renda, tudo em nome da suposta ausência de ideologia.
Ou seja, de polêmica em polêmica, o Brasil perde sua natural condição de líder regional da América do Sul, em razão da visão equivocada de que os EUA serão nossos melhores parceiros. Ledo engano, como diz o ditado, “não trate com prioridade, quem te vê apenas como mais uma opção.”
O que consola, é que as atitudes de hoje do atual governo, pelo que ensina a história serão efêmeras, pois não acredito que a lucidez de tantos brasileiros inteligentes e criativos tenha virado fumaça. Mas agora, de imediato, somente uma política de redução de danos.