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Lojistas apostam nas vendas on-line

De portas fechadas e sem poder atender clientes presencialmente, setor precisou novamente buscar alternativas para reduzir prejuízos

Após receber os pedidos, Jéssica separa os produtos para a entrega – Luciana Mandler

Luciana Mandler
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O comércio é o setor que vem se sentindo mais prejudicado desde que a pandemia começou. Conforme alguns empresários, é o segmento que mais segue as restrições à risca sobre os protocolos de segurança, mas é o primeiro da lista quando as medidas precisam ser mais drásticas.

Desde quando ocorreu o primeiro lockdown e após começar a valer as medidas da bandeira preta nesta semana, alguns lojistas optaram pela venda on-line, já que as portas precisaram ser fechadas, sem atividades presenciais, apenas por tele-entrega e teleatendimento.
A maioria dos lojistas foi pega de surpresa. A empresária Jéssica Hackenhaar, proprietária de loja no setor de vestuários ao lado da mãe Adélia, diz que na sua concepção, o comércio não fecharia mais. “Achei que com a vacinação estaríamos engrenando para um ano bem melhor, porém, veio essa enxurrada de casos novamente, fechando na mesma época do ano passado, e dificultando a vida do empreendedor”, lamenta. “Confesso que ano passado tinha sido mais fácil do que agora. Já viemos de um ano muito difícil, e fechar as portas novamente só dificulta mais ainda as coisas”, reflete.

Como alternativa, as empresárias têm trabalhado totalmente on-line, através do WhatsApp, e redes sociais como: Instagram e Facebook. “O trabalho está a todo vapor, tentando receber pagamentos de clientes, fazer vendas, mas confesso que este momento é muito difícil”, salienta. “Estamos com troca de coleção, porém, continuamos com os calorões, o que dificulta a venda de roupas mais outono/inverno. Porém, nunca deixamos de postar as novidades e promoções, tentando atrair a mulherada”, acrescenta.

Para quem quer pagar carnês, normalmente as clientes entram em contato com a equipe da loja, seja ligando ou chamando pelo whats ou insta. Então é enviada as formas de pagamento, que podem ser feitas por PIX, transferências bancárias ou depósito.
Apesar de todo o esforço para manter as vendas e não ter tantos prejuízos, Jéssica aponta que os clientes estão com muito receio pelo atual momento. “Estamos todos no mesmo barco, com medo do que está por vir, do que pode acontecer. Acredito que todos estamos segurando as pontas, comprando somente o essencial e sobrevivendo”, analisa. “Acreditamos que a nova coleção incentive as vendas, portanto, tentamos sempre postar para tentar atrair as clientes”, completa.

LOJA DE REDE

Uma loja de rede no setor de bazar, que possui espaço físico no Centro de Santa Cruz, também sente os reflexos. As vendas estão ocorrendo on-line, por grupo de WhatsApp, porém, em menor quantidade. Se, em dias normais, a loja física recebia entre 100 a 150 pessoas por dia, com o formato on-line esse número caiu cerca de 80%, conforme o supervisor da rede, Charles Serezina Linhares, onde ocorrem entre uma, até duas vendas em um dia. “Está muito difícil, pois as pessoas gostam de ir até a loja, sem contar que estão com receio do que ainda pode vir”, comenta. Para atrair os clientes, nas compras acima de R$ 50, a loja efetua a tele-entrega de graça.
As vendas on-line acabam sendo uma opção para tentar vender algo. “Para que possamos pagar funcionários, pois se continuar assim, não descartamos o fechamento da unidade em Santa Cruz, tendo em vista que, quando ocorreu o primeiro fechamento no início da pandemia, tivemos que encerrar a segunda unidade”, aponta.