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Aeroclube: trajetória marcante chega aos 80 anos

Determinação dos fundadores foi primordial para o surgimento da entidade

GERAL - 26/08/2014

Ana Souza
ana@riovalejornal.com.br

A primeira ata da Varig Aero Esporte (VAE), embrião do Aeroclube de Santa Cruz do Sul, já demonstrava a grandiosa trajetória, nas palavras que constavam no documento, escritas pelo então Secretário do Aeroclube, João Carlos Meurer. “Vamos imortalizar uma obra esportiva verdadeiramente grandiosa, que sem exagerar pode ser tratada assim, porque ela se tornou digna e enobrecida, pela dedicação e espírito de despreendimento de um grupo de jovens.”
No começo parecia ser apenas um sonho de um jovem de 21 anos, Ottmar Reichert. Um sonho dividido com João Carlos Kolberg, Willy Stahl, Rudolfo Stahl, Hugo Reichert e Lauro João Holtz. Em 25 de agosto de 1934 os jovens resolveram se dedicar ao esporte de aviação à vela. Lutaram bravamente contra todas as adversidades que a atividade impunham no início. Como a construção de um avião, foram dando forma a esse sonho. Ottmar Reichert dirigiu-se a Varig, em Porto Alegre, onde foram ministrados alguns conhecimentos de construção de planadores e de voo. Regressando a Santa  Cruz do Sul, procurou se dedicar a construção do planador SC-1.
A idéia de construir um planador enfrentava muitos obstáculos e foi nesta hora que surgia a participação de Carlos Hoelzel, que havia trazido para Santa Cruz o primeiro avião a motor. Hoelzel colocou à disposição de Ottmar Reichert um campo de aviação que então existia nas proximidades onde hoje se encontra a Metalúrgica Mor. O galpão pertencente a Alberto Reichert também serviu de estrutura para o sonho de construir um Aeroclube. Também auxiliou na caminhada o Coronel Oscar Jost. Foi assim que surgiu o primeiro avião, do tipo Grunau 9, que ficou pronto em fevereiro de 1935. Com o auxílio da Varig Aero Desporto, puseram mãos a obra. Em todas as horas vagas este grupo se reunia para construir o SC-1.
O SC-1 foi terminado em fevereiro de 1935, posteriormente verificou-se que, por falta de plantas, tinha alguns defeitos técnicos. Mas isso não foi um obstáculo. Decidiu-se assim, construir o SC-2, que ficará pronto em 1938. O clube criado em 1934 contava, quatro anos após com quinze sócios ativos e vinte passivos.
Quando a diretoria já havia entrado em negociação com o Aeroclube do Brasil para aquisição de um avião H.L, surgiu a benemérito campanha aviatória, promovida pelos diários associados, com a finalidade de doar aviões aos aeroclubes do país. Rapidamente os dirigentes entraram em contato com o então Ministro Salgado Filho e ao jornalista Assis Chateaubriand, expondo-lhes a situação. Em 24 horas o prefeito do Distrito Federal contemplava-os com um avião. Logo após, outro foi doado pela Caixa Econômica Federal. Desde então batizou-se o primeiro de Casemiro de Abreu e o segundo Vale do Paraíso. Não mais se questionou a aquisição do H.L.

A SOCIEDADE

Em 1940, quando Luiz Beck da Silva assumiu o comando do grupo, organizou-se uma sociedade legalmente constituída. Em assembléia geral realizada em 12 de julho de 1940 foi criado o Aeroclube de Santa Cruz do Sul e constituída a primeira diretoria, tendo Luiz Beck da Silva como presidente. Em 30 de setembro do mesmo ano o Aeroclube foi filiado ap Aeroclube do Brasil, sendo reconhecido como entidade de utilidade pública.
Em 23 de outubro de 1940 foi construído um hangar mas, devido à um temporal que abalou Santa Cruz do Sul, o trabalho de um mês ‘foi por água abaixo’. Mas a fatalidade não desanimou o grupo que lutou e em 23 de outubro ocorreu a inauguração. Em 1942 a Companhia Nacional de Aviação Civil fez a doação de dois aviões a motor para o Aeroclube.
No dia 14 de outubro de 1959 as instalações do Aeroclube, localizadas na divisa de Santa Cruz e Rio Pardo, foram destruídas por um vendaval. Em 1960 passou a fazer parte do aeroporto localizado em Linha Santa Cruz. Este importante passo contou com a participação dos ex-presidentes Orlando Martin e Ivo José Forster. Em 1961 teve início o período de reconstrução, em uma área cedida pela prefeitura de Santa Cruz do Sul. Neste mesmo ano o Aeroclube recebeu o primeiro avião do Departamento de Aviação Civil, modelo PT-GTN, fabricado em Botucatu, São Paulo, pela Construtora Aeronáutica Neiva Ltda. Depois, da mesma empresa, vieram o PP-HMH e o PP-HPB, mais tarde viria o T-19 ‘Faruchild’.
Seis anos depois, em 1966, o Aeroclube de Santa Cruz do Sul foi homenageado. Recebeu a distinção como estabelecimento padrão, obtendo o terceiro lugar no RS. Desde o início muitas pessoas passaram, ideias novas surgiram, mas até os dias de hoje, o sonho que ao longo dos tempos se concretizou, ainda tem o mesmo significado: o de voar e formar novos pilotos.

Henrique Diefenthaler

Aeroclube de Santa Cruz do Sul completa 80 anos de existência

Reprodução/RJ

Aeroclube: um marco na história de Santa Cruz

Henrique Diefenthaler

Estrutura atual do Aeroporto Luiz Beck da Silva


Reprodução/RJ

Registro do público durante a aquisição dos primeiros aviões, na época dos 50 anos do Aeroclube

Os aviões a motor: ano de 1941

O ano de 1941 foi o marco inicial dos vôos a motor em Santa Cruz, quando o primeiro avião a hélice foi doado devido a campanha nacional ‘Dê Asas ao Brasil’, idealizada por Assis Chateaubriand. Denominado ‘Casemiro de Abreu’, o modelo Piper J-3 chegou em 18 de janeiro de 1942, doado por Henrique Dodsworth, então prefeito do Rio de Janeiro (na época Distrito Federal).
O segundo avião a motor foi o ‘Vale do Paraíba’, cedido pela Caixa Econômica Federal, em setembro de 1942. Em 1972 o Aeroclube adquiriu seu primeiro avião, um Cessana 172 – BGX.

Estrutura do aeródromo

- Possui uma pista asfaltada com 1.180 metros de comprimento por 18 metros de largura
- Pátio disponível para suportar até 8 aeronaves de pequeno porte simultaneamente
- Elevação do aeródromo: 646FT (197 metros)
- Combustível disponível: tanque de combustível para aeronaves a pistão (AVGAS)

Trajetória marcante na presidência do Aeroclube

Uma forte ligação com o Aeroclube Santa Cruz do Sul, assim podemos definir a trajetória de mais de 20 anos de Wilson Arthur Hoeltz como presidente da entidade. Hoeltz reside próximo ao Aeroclube e para ele o local faz parte de sua vida. “Uma das nossas batalhas é quanto o melhoramento do acesso e iluminação para o Aeroporto, inclusive possibilitando vôos noturnos. Uma pista é emergencial. Buscamos também a ampliação da estrutura para poder proporcionar ainda mais comodidade aos alunos que participam dos cursos no Aeroclube.”
“O Aeroclube é uma escola de pilotagem. Uma das grandes dificuldades que enfrentamos é quanto à captação de recursos para manter a estrutura que temos. Nosso objetivo é manter a escola em pleno funcionamento, pois aqui chegam alunos para fazer cursos de pilotos oriundos de diversas localidades do Brasil. Oferecemos um curso completo, contando inclusive com um simulador de vôo de última geração, sendo o único no Rio Grande do Sul. Já formamos pilotos para diversas companhias aéreas, entre elas a Gol e a Tam. As companhias aéreas não contam com escolas de vôo”, enfatiza o presidente.
Ver o Aeroclube chegar aos 80 anos é motivo de orgulho para Wilson Hoeltz. “Se pensarmos que outros Aeroclubes, com menos tempo do que o nosso já fecharam, ver a trajetória chegar até aqui é motivo de orgulho. No Rio Grande do Sul existem poucos ainda em funcionamento. Já fui piloto e já ensinei muitos a pilotar, isso é gratificante.”

Everson Boeck

Wilson Hoeltz: “Ver o Aeroclube chegar aos 80 anos é gratificante”