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Império da Zona Norte pinta "O Sete" na avenida

No desfile do dia 12 de março, a escola contará histórias envolvendo esse número

GERAL - 27/02/2016

Viviane Scherer Fetzer
viviane@riovalejornal.com.br

O número sete será levado para a avenida mostrando as diversas histórias e lendas que ele envolveO número sete será levado para a avenida mostrando as diversas histórias e lendas que ele envolve Crédito: Fotos: Reprodução/RJ

Com as cores azul, prata e preto, a Escola de Samba Império da Zona Norte vem para a avenida no dia 12 de março, às 21h30, no Parque da Oktoberfest, trazendo "O Sete". O tema surgiu em uma conversa entre a comissão de carnaval, Tony Saad, que sempre faz os sambas da escola, e Alex Santos, responsável pelos arranjos. Naquele ano a agremiação já tinha escolhido o tema, e "O Sete" acabou ficando na gaveta. Para 2016 a escola recuperou o tema e vai surpreender na avenida.

A escola que tem como símbolo o falcão e a coroa não realiza escolha de rainha de bateria, musas, madrinha de bateria e da escola. "Pensamos ser melhor não fazer uma escolha e sim fazer um convite àquelas pessoas que ajudam e apoiam a escola quando é necessário, principalmente nas coisas pequenas da preparação para o desfile", explica Marli Câmara, presidente da Império da Zona Norte. 

Voltando em 2016 para a disputa do carnaval, a escola de samba tem na corte do Santa Folia deste ano as suas duas representantes, Karen Regina Gomes e Rayssa Silveira Santos, que são princesas da festa. 

Enredo

"O Sete" é um tema que pode ser explorado pelas diversas histórias que existem em cima do número. A Império da Zona Norte vai levar para a avenida as sete maravilhas do mundo, as sete cores do arco-íris, a criação do mundo, os sete pecados, os sete mares e outros pesquisados pelo compositor do samba enredo Tony Saad. Os arranjos ficaram por conta de Alex Santos e a voz é de Odilei Marques, o Palito. Tudo isso será representado com três carros alegóricos pelos 200 integrantes.

"Todos os temas que a Império leva tem a ver com alguma coisa da vida da gente. E o nosso tema é de fácil entendimento. Estamos procurando fazer o melhor possível, dentro da realidade do nosso carnaval", salienta a presidente. A comissão de carnaval da escola é quem organiza todo o desfile e ainda tem o carnavalesco Fernando Garibaldi, que é responsável pelos carros alegóricos e pelas fantasias. A agremiação tem profissionais que trabalham para ela: costureiras, soldadores, eletricistas, alegoristas, músicos e dançarinos. 

A comissão de frente é formada por dançarinos do Jef's Studio de Dança. O samba enredo permite se ter uma ideia do que será representado na avenida porque seguirá a sequência da letra. 

A escola

Em uma festa à fantasia de 15 anos e na época de carnaval, surgiu a ideia de criação de uma escola de samba por sete amigos sentados ao redor da mesa decorada para os convidados. "A gente estava falando sobre carnaval e que na zona norte de Santa Cruz não tinha nenhuma escola de samba, acabamos marcando uma reunião, que eu pensei ser de brincadeira, para fundar a escola", conta Marli. Na semana seguinte o grupo de amigos se reuniu e na outra, mais especificamente no dia 14 de março de 2002, foi fundada a Escola de Samba Império da Zona Norte. 

Os fundadores não entendiam muita coisa de carnaval e foram aprendendo conforme participaram dos carnavais e fazendo cursos com os jurados para entender o que é avaliado no desfile. No primeiro ano em que fez parte do carnaval, 2003, a Império conquistou o título de campeã do grupo B. Foi vice-campeã por dois anos e durante sete anos, para fechar com o samba enredo, foi campeã. Em um ano, 2015, não participou e nos outros não houve disputa. 

Críticas

A Império da Zona Norte não desfilou em 2015 por diversos fatores que deixavam os integrantes da escola insatisfeitos. "Achamos que falta organização e planejamento no evento do carnaval. Esse ano vamos participar por questão de regulamento, porque se não desfilarmos vamos perder parte da verba para o carnaval do ano que vem. Acreditamos que o carnaval tem que ser planejado desde o início do ano, com data definida, horário definido, local para as escolas fazerem seus carros alegóricos", dispara Marli Câmara, presidente da Escola.

Segundo a presidente, é feito um planejamento pela escola das fantasias que serão confeccionadas, das alegorias que serão criadas, mas que com a demora na resolução de datas e no recebimento da verba acabam não sendo feitas. "Por questão de tempo e dinheiro perdemos de fazer muita coisa pelo caminho", explica Marli. Sobre o carnaval de Santa Cruz, a presidente é enfática: "as escolas de samba daqui evoluíram, mas o carnaval não. É muito importante que se consiga um lugar para que as escolas consigam fazer seus ensaios e carros alegóricos". 

Sobre o preconceito que é apontado como um dos fatores da participação do público ser pequena, Marli afirma que isso não existe, "não é por preconceito que as pessoas não vão, muitas vezes é porque não tem como chegar até o Parque (da Oktoberfest) por motivos de condução, dos horários de ônibus, da falta de condições financeiras para pagar táxi". Ela reforça que o evento precisa de maior planejamento e que não pode ser pensado a partir de dezembro. "A Associação tem que começar a pensar no carnaval do próximo ano no mínimo até a metade do ano para que as escolas tenham mais tempo para se organizar", sugere Marli.

Império de Zona Norte realiza seus ensaios no Parque da Oktoberfest sempre com grande participação dos integrantes da escolaImpério de Zona Norte realiza seus ensaios no Parque da Oktoberfest sempre com grande participação dos integrantes da escola Crédito: Reprodução/RJ

Samba Enredo

O SETE

Composição: Tony Saad
Arranjos: Alex Santos

A sete chaves guardo meu maior tesouro
Por sete mares marinheiro navegou
E até Deus que tudo pode, não se cansa
No dia sete da semana descansou

Quem sente raiva, come muito, é preguiçoso
Só pensa em sexo, tem inveja do irmão
Quer só pra si o vil metal, é orgulhoso
É pecador, tem mais é que pedir perdão

Estou presente nas sete maravilhas
Sétima arte me levou pra Hollywood
A lenda assusta todo pai de sete filhas
São sete palmos, no fim, não há quem mude

Sou espiritual, sou cabalístico
Se as vezes sou banal, também sou místico
Sou o sete sagrado das crenças antigas e dos rituais
Sou o sete profano das noites dos nossos carnavais

O arco-íris não vive se eu for embora
Dou muitas vidas ao gato que merecer
Vivo na vida de todos, a toda hora
Eu sou o número sete, muito prazer

De sete notas, não mais que sete notas
Nasce o samba que sacode esse Brasil
E toda música, qualquer música
Precisa só de sete notas, não de mil!

Sete e sete são quatorze
Três “vez” sete, vinte e um
Campeã por sete vezes
Minha Império quer mais um
De negro, azul e prata 
Meu falcão Imperial
Vai pintando o sete