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Novo presidente do PT prega união

O empresário André Beck fala sobre a eleição no Partido dos Trabalhadores no município

POLÍTICA - 21/04/2017

Guilherme Athayde
guilherme@riovalejornal.com.br

André Beck diz que pretende chamar os filiados e fazer uma gestão democrática do partidoAndré Beck diz que pretende chamar os filiados e fazer uma gestão democrática do partido Crédito: Guilherme Athayde

Eleito na última disputa interna do Partido dos Trabalhadores que ocorreu dia 9 de abril, André Beck é o novo presidente do PT em Santa Cruz do Sul.

Ex-vereador eleito nos anos de 1988 e 1992, o dirigente assume com um discurso de união entre os filiados, projetando a atuação do partido na Câmara de Vereadores através de seus dois representantes, Paulinho Lersch e Ari Thessing, já mirando a eleição municipal que irá ocorrer em 2020.

Atualmente, André Beck é empresário e vice-presidente da Central de Outdoor, entidade que representa mais de mil empresas de mídia externa em todo o país.

A posse oficial do novo presidente do PT, que tem como vice Gilberto da Silva, deve ocorrer nos próximos dias. André Beck revela que pretende tornar o partido mais democrático, e irá chamar os ex-vereadores Alberto Heck e Rejane Henn, que participaram de uma chapa concorrente na eleição do partido, para contribuir com o projeto que a nova diretoria deseja implementar no município.  

Riovale Jornal - O que muda a partir da sua eleição?

André Beck - Nós sempre continuamos ativos na política. Sou vice-presidente da Central de Outdoor, que congrega 1140 empresas em todo o país, e eu que faço a relação da Central de Outdoor com o Senado e com o Congresso Nacional. 
Agora a gente volta num momento em que o PT precisa fazer uma profunda reflexão, na verdade todos os partidos precisam fazer essa reflexão, porque todos de uma forma ou outra, sem exceção, estão envolvidos nos processos da Lava-Jato. Acho que eu voltei para dar esta contribuição e pra poder reconstruir o partido em Santa Cruz. Acho que houve alguns erros estratégicos a meu ver nas eleições anteriores, e acho que o partido não tem mais chance de errar, ele precisa discutir com seus filiados as ações que vão ser tomadas a partir de agora.

Por exemplo,na última eleição municipal nós tivemos só um candidato à Prefeitura de Santa Cruz, que foi o Gerri Machado. Quando eu me elegi eu já lancei quatro possíveis nomes, de possíveis candidaturas, incluindo o meu nome, o nome do Ari, do Paulinho e do próprio Gerri.

Riovale Jornal - Como vai ser a relação com o atual governo municipal?

André Beck - Com essa transição do governo passado com esse governo, já fizemos uma aliança pontual, e conseguimos mesmo com dois vereadores, assumir a presidência da Câmara e temos hoje o Paulinho Lersch, que é um dos vereadores mais jovens do Estado do Rio Grande do Sul, isso não é pouca coisa. Conseguimos também na Câmara de Vereadores sanar os supersalários. Estamos hoje revendo o contrato de aluguel da Câmara. Na minha opinião, a Câmara, enquanto poder, ela tem que ter uma sede própria, o vereador Paulinho vai buscar essa solução, pra poder deixar de pagar 28 mil reais que poderiam estar indo para outra área e ser melhor utilizado.

A nossa posição em relação aos vereadores é a seguinte: votar com o governo aquilo que for bom pra Santa Cruz, e o que for ruim votar contra, mas dizer por que e qual seria a melhor solução. Não é fazer uma oposição por fazer. E sim fazer uma oposição que pontua, que diz o caminho, que fala o que pretende fazer.

Riovale Jornal - O PT está mais próximo do governo Telmo?

André Beck - Acho que o diálogo deve existir com todos os partidos, não apenas com o PP. Acho que o Telmo (Kirst, prefeito de Santa Cruz) tem acertos e tem erros. E tem omissões também. Vou dar um exemplo prático: a Toyota está abrindo aqui do lado da Suldoor. Tu viste o estado da rua. E ela vai inaugurar daqui a uma semana, sem as menores condições. É preciso que o governo municipal dê prioridade para as coisas que acontecem na cidade. E isso é importantíssimo pois quando vem uma nova empresa gerar empregos, a gente não pode ter este tipo de tratamento, deixando de ter segurança. Temos aqui um asfalto onde os carros passam em alta velocidade (referindo-se ao trecho da RSC-287 próximo ao trevo com a Av. Independência). Mas eu também acho que o governo Telmo tem acertos. Essa questão de diminuir os CC’s. A questão de cobrar o contrato com a Corsan. Mas eu acho, e aí é questão de cada governo, por exemplo, o que é prioridade? Passar uma camada de asfalto onde já tem calçamento? Ou são as ruas dos bairros, onde as pessoas têm ainda que pisar no barro e conviver com o pó? Não que eu seja contra que o Centro de Santa Cruz futuramente possa ser asfaltado, apesar de que isso gera outro problema que é a taxa de permeabilidade do solo. 

Riovale Jornal - A intenção é fazer um partido propositivo?

André Beck - Santa Cruz tem prédios históricos magníficos, eu sempre defendi na Câmara de Vereadores, todos os anos, eu apresentava o projeto que defendia o patrimônio histórico, cultural, arquitetônico. Temos um acervo que não passa de 80 a 90 prédios que precisariam ser tombados, protegidos, para que eles fossem preservados para que a gente pudesse guardar a memória de Santa Cruz. Isso é fazer oposição, dizendo com todas as palavras: o quê, como, onde e quando fazer. Esse é o meu objetivo na política, e também vai ser o dos vereadores e dos filiados.

Criar grupos temáticos, um grupo vai pensar estratégias para as próximas eleições a deputado, e também as estratégias para as eleições municipais. E deveremos estar dialogando com todos os outros partidos. Acho que é dialogando que a gente consegue chegar nos pontos comuns, naquilo que nos une, que são as propostas.Devemos criar grupos temáticos sobre saúde e educação. Precisamos pensar o nosso interior, que também está carente. Tem lugares belíssimos em Santa Cruz e não existe um incentivo ao turismo. Por que a gente não cria uma taxa de turismo, que não onere os santa-cruzenses, mas que o turista possa pagar quase sem sentir, mas que incentive a visitar o interior da cidade?

Riovale Jornal - Como o Sr. Avalia os governos Estadual e Nacional? 

André Beck - Acho que no Estado, o governo Sartori está querendo resolver as dívidas vendendo o patrimônio público. Vendendo empresas rentáveis. Já recuou um pouco na questão do Banrisul, mas não discute isso com a população. O governo Temer está fazendo essas reformas na previdência, reformas que nós somos sabedores de que isso é necessário, mas que também devemos diminuir o tamanho do Estado. Precisamos discutir uma coisa velada que não se discute nesse país, que é o tamanho do judiciário. Se hoje a justiça do trabalho não existisse se pagaria todas as demandas que estão sendo pleiteadas pelos trabalhadores. Precisamos discutir e fazer uma reforma profunda, e é isso que o governo Temer e o governo Sartori não entendem.

Riovale Jornal - O Sr. acredita que o PT irá lançar Lula como candidato à presidência em 2018?

André Beck - Ontem saiu uma pesquisa Vox Populi que o Lula venceria qualquer candidato no primeiro turno. Me parece uma possibilidade concreta, mas com o aprofundamento das investigações da Lava Jato cada dia nós temos um caminhão de novas denúncias. Espero que o mais rápido possível, todos os envolvidos, com o direito de defesa, eles pudessem pagar pelo que fizeram e devolver o dinheiro público. Esse caráter da Lava Jato foi a coisa mais marcante. Com o compromisso de delatar vem o compromisso do Estado de recuperar o que foi roubado. Acho que os deputados, federais e estaduais, vão ter uma dificuldade grande de se reeleger, por conta do desgaste que sofreram, e eu não estou falando por conta de um ou outro partido. Isso vai ser muito bom pra política de uma forma geral, porque novas pessoas vão entrar. Vamos ter a possibilidade de envolver novamente a juventude. Se tu olhares hoje a composição da Câmara de Vereadores, ou do Executivo, a safra de políticos que existe é a safra do meu tempo, de 1980, a não ser o caso de algumas exceções, como o caso do Paulinho Lersch (vereador pelo PT), como é o caso do Mathias (Bertram, vereador pelo PTB). Acho que as estratégias vão mudar de acordo com os envolvimentos da Lava Jato. Isso pode mudar o cenário tanto nas eleições estaduais, quanto para as eleições municipais. O que eu defendo dentro do PT é que temos que fazer essa discussão agora.