'Baleia azul' coloca suicídio em evidência

Na contramão foi criada a página Baleia Rosa para ajudar outras pessoas e construir o bem

GERAL - 21/04/2017

Viviane Scherer Fetzer
viviane@riovalejornal.com.br

O jogo que vem preocupando pais e autoridades por todo o mundo chama-se ‘Baleia azul’ e refere-se ao fenômeno de baleias encalhadas que é comparado ao suicídio. Um jogo virtual com tendências suicidas, que vem ganhando popularidade entre adolescentes e que envolve 50 tarefas com mutilações e lesões corporais, além de situações de medo e perigo, sendo a última delas tirar a própria vida. 

De acordo com informações tudo começou na Rússia, com a divulgação de uma notícia falsa sobre o jogo e de que jovens teriam tirado a vida por terem chegado ao fim do jogo. No entanto, não houve comprovações concretas de que as mortes estariam ligadas ao jogo e muitos acreditam que tudo não tenha passado de um simples boato, que acabou tomando proporções muito maiores do que o esperado.

O que se sabe até agora é que o jogo possui administradores chamados “curadores”, que aproveitam de um perfil de jovem: aqueles com algum tipo de fragilidade e com tendência à depressão. Mesmo o jogo Baleia Azul podendo não ser real, o fato é que no Brasil, assim como em outros países, cresce o número de jovens que tiram a própria vida e ninguém sabe o porquê desses índices. Na busca por uma resposta ou algo que justifique, o Baleia Azul pode ter sido inserido nesta questão como forma de alerta. No Brasil, por exemplo, um estudo realizado em 2014 apontou que somos o oitavo país em número de suicídios no mundo.

Nathali Macedo, escreveu no Diário do Centro do Mundo um texto que chama a atenção para a insensibilidade com que os adolescentes são tratados e como isso aumenta os casos de depressão e consequentemente o suicídio. “O suicídio já mata mais que homicídios, desastres e HIV em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde... Entre os jovens, a incidência é maior: Na faixa etária de 15 a 29 anos, apenas acidentes de trânsito superam o suicídio. Neste grupo, as mais afetadas são as mulheres (não por acaso, o gênero que é treinado para a dependência emocional)”, dados apresentados no texto. Vale a pena acessar o texto no link http://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-e-o-jogo-da-baleia-azul-que-esta-matando-os-adolescentes-e-nossa-insensibilidade-por-nathali-macedo/. Segundo o psicoterapeuta, Rodrigo Terras, “os jovens que procuram este jogo são aqueles que estão emocionalmente vulneráveis e que, possivelmente, já apresentam sintomas de um Transtorno Depressivo. Uma criança ou jovem com uma boa saúde psíquica dificilmente irá procurá-lo como forma de diversão. Além de se preocupar com os sinais de envolvimento, os pais precisam se mostrar mais presentes e atentos à saúde psíquica dos filhos. Pois a Baleia Azul é apenas a ponta do Iceberg de um problema muito maior que é a Depressão”.

Terras explica que “apesar de existirem alguns sinais importantes para a identificação (mutilações corporais, isolamento, etc.), é necessário que os pais e cuidadores estabeleçam sempre um bom diálogo com os jovens, sejam empáticos e se mostrem sempre a disposição para qualquer tipo de ajuda. Essas demonstrações de amparo e proteção, por si só, já diminuirão as chances de o jovem recorrer ao jogo”. É importante também que pais e cuidadores fiquem atentos às mudanças bruscas de comportamento no dia a dia. Apatia excessiva frente às atividades que antes eram importantes, queda no rendimento escolar e isolamento constante são pistas de que a criança ou o jovem pode estar sofrendo algo que não consegue falar. 

 


 

Baleia Rosa – o jogo do bem

Na contramão de um jogo perigoso, foi criada no Brasil a página no Facebook, Baleia Rosa. Com 50 tarefas do bem, ela incentiva a generosidade, a autoestima e é uma versão positiva do outro jogo. As tarefas são simples e fáceis como ‘grite na rua: eu me amo’, ‘olhe no espelho e agradeça por tudo o que você tem na vida’, ‘faça algo generoso, faça alguém sorrir’. A designer e a publicitária, criadoras da página que não querem se identificar, acreditam que todos têm a capacidade de ajudar outras pessoas e construir o bem e pedem para que a #baleiarosa seja compartilhada. Curta a fanpage facebook.com/eusoubaleiarosa.



voltar


Editora Dreher Ltda.

DIRETOR: André Felipe Dreher

EDITOR: Nelson Treglia

comercial@riovalejornal.com.br
jornalismo@riovalejornal.com.br
assinaturas@riovalejornal.com.br
ESCRITÓRIO E REDAÇÃO
Rua Osvaldo Cruz, 402 - Fone: 3056.3210 - 3056.3211
CEP: 96820-742 - Santa Cruz do Sul - RS
Representante em Porto Alegre
Elenco de Veículos de Comunicação
Rua Santana, 1106 - Conj. 402 - Fone: (51) 3217.5331