Edição do dia 18/08/2017

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EDITORIAL: Retrocesso cultural

EDITORIAL - 19/05/2017

Um dos grandes treinadores do futebol mundial, o argentino César Luis Menotti, aponta um problema em seu país de origem nos últimos 30 anos: a desculturalização. É um processo de deterioração que atinge diversas áreas, como por exemplo, a educação, a arte em geral e a música (que pertence ao espectro artístico, de modo mais específico). Não estaria acontecendo o mesmo no Brasil? É bem verdade que sempre houve boas e más músicas, sem distinção de época. Mas é real também que hoje há uma grande profusão de músicas que pouco se integram ao verdadeiro universo artístico. Para chegar a essa constatação, devemos pelo menos assimilar um conceito básico de arte. Podemos definir arte simplesmente como algo belo, elevado, capaz de proporcionar o prazer estético. Muitos autores da Música Popular Brasileira, surgidos nos anos 60 e 70, e alguns ainda em atividade, enquadram-se nesse conceito simples e básico.

Entre eles, podemos citar nomes muito famosos como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Alceu Valença. Suas músicas proporcionam o prazer estético, expressando o bom gosto sem fugir das raízes populares. Claro que, em épocas passadas, eles tinham concorrentes de pouca qualidade e que também vendiam bem. Mas hoje parece não haver uma brisa soprando, parece existir uma claustrofobia musical nos grandes meios de comunicação. E a questão aqui não é ser grande ou pequeno meio de comunicação, percebe-se sim um público que se acomodou com a baixa qualidade. Infelizmente, é uma consequência de nossos tempos, onde não há espaço para contemplar, refletir, conversar amigavelmente (e presencialmente). Parece não haver espaço nem apenas para “ser”.