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BM terá o reforço de 1.060 policiais

Medida busca diminuir o déficit de 17 mil brigadianos no Rio Grande do Sul até o fim do ano

POLÍCIA - 19/05/2017

Guilherme Athayde
guilherme@riovalejornal.com.br

Em entrevista à rádio oficial do governo do Estado, a Rádio Piratini, o comandante-geral da Brigada Militar gaúcha, o Coronel Andreis Dal'Lago, anunciou na última terça-feira a incorporação de 1.060 policiais militares para reforçar o policiamento no Estado.

A prioridade para receber os novos soldados serão para os municípios que apresentam os maiores índices de criminalidade, ou seja, região Metropolitana e Serra Gaúcha, e também as cidades do interior que contam atualmente com dois policiais ou menos.

A intenção é diminuir o déficit no número de integrantes da Brigada Militar. Segundo o coronel Dal'Lago existe uma previsão legal para o Estado de 37 mil brigadianos, mas atualmente a corporação conta com 20 mil integrantes.

Até o final do ano, o comando-geral da Brigada Militar quer que todos os municípios gaúchos tenham no mínimo cinco policiais. Atualmente, segundo a BM, 50 cidades no Estado contam com dois policiais ou menos, e em alguns casos, não existe nenhum policial.

Governo promete mais de mil novos policiais nas ruas até junhoGoverno promete mais de mil novos policiais nas ruas até junho Crédito: Rodrigo Ziebell/SSP

Para aumentar o efetivo nas pequenas cidades, o comando da BM realizou uma consulta para verificar quais os policiais que mantêm algum tipo de vínculo com os municípios do interior e têm o interesse de ser transferidos para essas comunidades. O plano é colocar inicialmente no mínimo três policiais por cidade, alcançando cinco até o fim do ano. "Em um município onde tem apenas um (policial) ou nenhum, três é um número razoável nesse primeiro momento", relatou o comandante-geral da BM.

O coronel Dal'Lago ressaltou também que existe um movimento de migração de alguns crimes das áreas mais populosas do Estado para localidades do interior, como os casos de furto qualificado, arrombamento de caixas eletrônicos e até o roubo a bancos. "São ações de quadrilhas muito bem armadas que assustam o interior, então esse aporte do efetivo até o final do ano vai melhorar a situação".

A Região Metropolitana ganhou o reforço da Força Nacional no ano passado. Inicialmente com 70 homens, o número de policiais foi reduzido e chegou a 30 no início de 2017 mas recebeu novo reforço, e atualmente são 200 policiais cedidos ao governo gaúcho pelo programa do governo federal criado para situações de emergência. Não há data marcada para a Força Nacional deixar o Estado, segundo a BM.

 


 

Educação para diminuir a criminalidade

Durante a entrevista para a Rádio Piratini, o coronel Dal'Lago ressaltou que a Brigada Militar e as forças de seguranças não são suficientes para amenizar o problema da violência sem o apoio da sociedade. 

"Não resolvemos o problema da criminalidade, em qualquer país do mundo, através exclusivamente da polícia". Para o comandante-geral da BM, a causa é social. 

"Num país hoje com 13 milhões de desempregados, com uma grande dificuldade de emprego e renda, naturalmente aumenta a criminalidade", revela. O oficial aposta na parceria das polícias com os governos, sobretudo as prefeituras, para ocupar os locais de uso público, como praças e parques, para que o crime não tome esses locais. "Se o pai não levar a criança na praça, o traficante acaba tomando esse espaço". 

Além de ressaltar a importância do estilo de polícia comunitária que o Comando da Brigada Militar tem implantado como programa de gestão, o coronel revelou que a questão da diminuição da criminalidade passa pelo investimento em educação. 

"Por isso os jovens de 15 a 22 anos têm produzido maior grau de violência nas áreas metropolitanas do Brasil. Os homicídios são praticados praticamente por esses jovens porque falta escola. Eles são recrutados pelo tráfico, ganham um valor pequeno em dinheiro e uma arma na mão, e a partir dali começam a cometer delitos pra demonstrar liderança dentro do meio criminoso".

 


 

Comando Regional apresenta índices positivos

O Programa Avante, da Brigada Militar, utiliza uma ferramenta de acompanhamento eletrônico dos índices de criminalidade no Estado. O Comando Geral da Brigada recebe mensalmente os relatórios dos comandos regionais, e os índices são planificados fazendo relação com o ano anterior. Parâmetros são estipulados para evitar que os números mensais dos principais delitos alcancem ou superem os verificados no mesmo mês do ano antecedente.

Um dos crimes monitorados pelo sistema Avante é o de roubo a estabelecimentos comerciais, por exemplo. No Vale do Taquari e Rio Pardo, o Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) nos 12 meses analisados entre fevereiro de 2016 e 2017, em apenas um o índice apresentou alta, quando foram registradas 38 ocorrências do crime em março deste ano, contra 31 no mesmo mês do ano passado.

O Comando Geral da Brigada Militar ainda não decidiu como serão distribuídos os novos policiais que terminarão o curso de formação em junho. O coronel Dal'Lago disse apenas que serão beneficiadas as regiões "de maior dificuldade, e será dado um aporte ao interior".

O governo do Estado já autorizou uma outra seleção de policiais militares, com 421 vagas para a polícia e 10 para o Corpo de Bombeiros. Estes recrutas irão passar por um treinamento de sete meses, com previsão de iniciar o trabalho nas ruas no início de 2018.

Também já está em processo de licitação a compra de 150 novas viaturas para a Brigada Militar, com prioridade para a aquisição de motocicletas.