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Como descartar eletrônicos em Santa Cruz?

Apesar da criminalização do descarte irregular, aparelhos ainda são vistos pelas ruas e terrenos baldios

GERAL - 14/09/2018

Televisão descartada na Rua Emilio RabeschlagTelevisão descartada na Rua Emilio Rabeschlag Crédito: Divulgação/RJ

LUANA CIECELSKI
luana@riovalejornal.com.br

SARA ROHDE
sara@riovalejornal.com.br

Todos sabem que descartar lixo em terrenos baldios ou pelas ruas não é algo legal. Principalmente quando se trata de materiais eletrônicos e eletroeletrônicos. Alguns de nós podem até estar cansados de saber disso, de ouvir campanhas, de ler notícias e até mesmo reportagens sobre o assunto, ainda assim, basta uma curta caminhada pelas ruas da cidade para se deparar com situações de irregularidade. 
Há poucos dias, por exemplo, uma televisão antiga, de tubo, podia ser vista na calçada da rua Emilio Rabeschlag, nas proximidades da Avenida do Imigrante. Em diversos terrenos baldios, também é fácil encontrar esse tipo de descarte. Há locais da cidade, como o Trevo do Bom Jesus, em que o problema chega a ser crônico. Por que isso continua acontecendo? O que, afinal, as pessoas devem fazer com o lixo de grande porte ou perigoso? 
De acordo com o secretário Municipal de Meio Ambiente, Raul Fritsch, a Política Nacional de Resíduos Sólidos aponta que o descarte de eletrônicos, pilhas, baterias, latas de tinta, medicamentos, pneus, lâmpadas, óleo, solventes, lubrificantes, entre outros produtos, devem ser feitos diretamente com os fabricantes dos produtos. Em Santa Cruz do Sul, entretanto, os eletrônicos e pneus podem ser destinados também à Central de Recebimento de Pneumáticos e Eletrônicos (CREPEL), localizada na Rua Bruno Francisco Kliemann, 101, no bairro Ana Nery. 
O lixo que chega até lá é retirado por empresas que possuem convênio com o município. No caso dos pneus, explica o secretário, eles são picados e reutilizados em outras indústrias. No caso dos eletrônicos, os componentes são separados e o que é reciclável é encaminhado para a reciclagem. Já o que não pode ser reutilizado é encaminhado para aterros. O problema é que as pessoas precisam, necessariamente, levar seus lixos até lá. Atualmente não há outra forma de descarte. 
Raul concorda que para resolver o problema mais ações são necessárias, e explica que há projetos que estão sendo elaborados a fim de mudar essa situação. Um desses projetos consiste em instalar pontos de coleta em mais locais da cidade. “Estamos estudando essa logística, estudando uma forma de coletar esse material posteriormente, talvez fechando algum convênio com outra empresa”, ele explica. 
Outro projeto que a Secretaria vem estudando tem relação com outros resíduos volumosos, como sofás, armários, camas e outros móveis. “Isso também não têm uma destinação correta hoje. Muitas pessoas nos ligam e pedem pra nós recolhermos, mas nós também não temos onde colocar. Não existe um Aterro Municipal. Existia um espaço, mas atualmente ele está interditado”. Segundo o Secretário, a ideia é criar um sistema de desmanche. “Fazer a separação de cada um dos componentes desse resíduo, para aí sim poder encaminhar cada uma das partes corretamente”, explica. Um sofá, por exemplo, é feito de madeira, espuma, algo de metal e tecido. Cada uma dessas partes tem um tipo de destinação. 
Até que isso aconteça, o secretário pede a colaboração das pessoas, lembrando que descartar lixo de forma irregular é crime, e que o descarte correto é também uma questão de interesse humano, pois disso depende o futuro do planeta. “A Prefeitura não tem como apadrinhar o lixo de todo mundo. Seria bom se as pessoas fizessem um esforço. É preciso compreender que o futuro do planeta está nas mãos de todos nós. Pequenas ações diárias são fundamentais”, destacou. 

ENTENDA OS RISCOS

Entre os principais riscos desse descarte incorreto estão a contaminação do solo, a contaminação do lençol freático, além dos riscos à saúde se houver contato com esse material (elementos tóxicos podem causar até câncer). Há também a questão da poluição visual, afinal, uma cidade limpa é uma cidade mais bonita. 
Entre os resíduos mais perigosos estão as pilhas, baterias, latas de tinta, medicamentos, chapas de raio-x, blisters, cartões magnéticos, pneus, lâmpadas, óleo, solventes e lubrificantes, entre outros. No que se refere aos eletrônicos, Raul comenta que as televisões de tubo têm sido um grande problema porque elas estão sendo deixadas de lado nos últimos anos e a maior parte delas não pode ser reciclada. 
Além das TVs antigas, outros materiais que possuem grande volume de descarte são as peças de informática, como monitores, teclados, mouses, notebooks, quando não computadores inteiros. A cada 30 dias, um caminhão baú cheio desses e de outros materiais sai da Crepel. A tendência, reconhece o secretário, é que esse número aumente assim que forem instalados os pontos de coleta. 

LEMBRE-SE: É CRIME

Descartar lixo de forma irregular é crime passível de multa de acordo com a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 (Lei de Resíduos Sólidos). Além disso, em Santa Cruz do Sul também há o Projeto de Lei Complementar nº 04//L/2013, de 05 de setembro de 2013, que aponta o seguinte: 
“IV - depositar, lançar ou atirar, em quaisquer áreas públicas ou terrenos, edificados ou não, de propriedade pública ou privada, resíduos sólidos de qualquer natureza:
a) até o volume de 100 (cem) litros de resíduos sólidos constitui infração grave, punível com multa de 09 (nove) UPMs (o que corresponde a cerca de R$ 2.574,00);
b) acima do volume de 100 (cem) litros de resíduos sólidos constitui infração gravíssima, punível com multa de 18 (dezoito) UPMs (o que corresponde a cerca de R$ 5.148,00).”
Denúncias podem ser feitas diretamente na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, durante a semana e em horário comercial, pelo telefone (51) 3902-3611. À noite e nos fins de semana, a ligação pode ser feita diretamente para a Guarda Municipal através do número 153. 


SAIBA MAIS

Segundo o estudo ‘Global E-Waste Monitor’ realizado pela a Organização das Nações Unidas (ONU) o Brasil é o 7º país do mundo e o 1º da América Latina que mais descarta incorretamente o lixo eletrônico, são 1,5 milhões de toneladas de resíduos descartados anualmente.
O problema nacional, assim como o local, é a evolução da tecnologia. Eletrônicos que não são mais fabricados, ou que já foram substituídos por outros modernos, estão sendo despejados em grande quantidade de forma inadequada. Apesar de a tecnologia ser melhor para as pessoas o descarte só piora a situação do planeta e dos seres vivos.