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Entidades acompanham comercialização do tabaco

ECONOMIA - 05/04/2019

Crédito: Luciana Jost Radtke

Uma comitiva de representantes da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e das Federações dos Sindicatos Rurais (Farsul) e Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag), visitou as empresas fumageiras esta semana, dias 3 e 4, em Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. O objetivo: verificar como está a comercialização e a qualidade do tabaco e também já trocar informações sobre a próxima safra (2019/2020).

Com a comercialização em cerca de 30%, numa média dos três estados do Sul do Brasil, o tesoureiro da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, destaca a importância de os representantes dos fumicultores acompanharem ‘in loco’ a venda do produto. “Nas empresas visitadas durante estes dois dias, verificamos as diferenças nas qualidades do tabaco dos nossos três estados. No Rio Grande do Sul, as pesquisas realizadas junto aos produtores já nos mostravam que haverá uma redução na produtividade, mas a qualidade está dentro do padrão normal. Em Santa Catarina, no litoral, onde a comercialização já está praticamente encerrada, a qualidade foi boa. Já nas demais regiões, até o momento, está dentro da normalidade”, explica Drescher.

Vêm do Paraná as maiores reclamações na hora da compra do tabaco, inclusive com mobilizações de produtores para uma melhor remuneração do produto. Drescher explica que a qualidade do tabaco do Paraná, nesta safra, não está nada boa, devido aos fatores climáticos enfrentados durante o cultivo. “O produtor paranaense vem de safras com muita qualidade e com bons preços. Como nesta safra a qualidade do tabaco não está boa, ele sofre com as diferenças que recebe pelo seu produto. Na maioria dos casos, recebe menos do que a média da safra passada, o que causa um grande impacto financeiro à sua rentabilidade”, lamenta o tesoureiro da Afubra.

Drescher revela que, em si, a compra, por parte das empresas fumageiras, está obedecendo a Portaria de classificação do tabaco. “Nestes dois dias não observamos muitos problemas durante a comercialização do produto na esteira, entre produtor e empresa compradora. Mas, iremos acompanhar mais vezes esta comercialização e também contamos com nossa equipe de campo percorrendo as propriedades de nossos associados e coletando informações sobre a compra e qualidade do produto”, finaliza Marcílio, dizendo que, nas próximas semanas, a Afubra irá se reunir com as federações de Santa Catarina (Fetaesc e Faesc) e do Paraná (Fetaep e Faep) para realizar as visitas nas empresas fumageiras destes estados.

INDENIZAÇÕES
O tesoureiro também revela que o montante de indenizações por granizo para a safra 2018/2019 chegou a mais de R$ 108 milhões. Destes, cerca de R$ 98 milhões já foram pagos.