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Professor e advogado palestrou para alunos da Escola Dona Leopoldina

EDUCAÇÃO - 12/04/2019

Estudantes ouviram atentos a palestraEstudantes ouviram atentos a palestra Crédito: Divulgação/RJ

Na manhã desta terça, 9, os alunos 7º ao 9º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Dona Leopoldina, de Linha João Alves, ouviram a palestra Comunicação Não Violenta – Solução para os Conflitos, proferida pelo professor de Educação Física e advogado José Paranhos Luz.
O palestrante começou destacando que a maioria dos problemas nas famílias, nas escolas, no convívio social de modo geral, ocorrem por causa de palavras mal expressadas, sejam elas faladas ou escritas. As palavras significam a diferença entre o conflito e a paz, o sucesso e o fracasso. “Ai acontecem os ruídos de comunicação e quando há um ruído pode acontecer uma crise e até um ato violento”. 
Segundo José Luz, a comunicação também é usada para estabelecer regras em sociedade, que vão disciplinar a convivência entre as pessoas. “Regras que se tornam leis e fazem com que cada um seja responsável pelos seus atos, pois ninguém é diferente de ninguém e todos estamos construindo um futuro juntos”.
Falando especificamente em educação, o palestrante enfatizou que esta vem de casa, mas continua na escola. A educação para a paz se dá através dos exemplos. “Os pais e educadores educam e ensinam através de exemplos de atitude. Se o adulto briga com outro na frente de uma criança, a criança vai achar que ela também pode fazer aquilo”.
O professor e advogado fala com autoridade e diz que no mundo atual o descaso com o ser humano, o egoísmo, a intolerância são causas para brigas e desentendimentos. “As pessoas só pensam nos seus direitos e esquecem dos deveres. É preciso também controlar mais as emoções. Nós temos que ouvir muito mais os outros”.
Em dado momento o palestrante perguntou: por que ocorre o bullying? Ele mesmo respondeu, “porque a pessoa que fez o bullying desumanizou o próximo, o transformou num objeto e objetos podem ser jogados fora, descartados. Não existe mais espaço para este tipo de ações no mundo”.
No final de sua fala, José Paranhos Luz deixou dicas úteis para a vida de qualquer pessoa. “Sejam honestos e éticos; saibam ouvir, porque assim se evitam violências e mal entendidos; assumam a responsabilidades de seus atos; não julguem ninguém por causa de características especiais, se o indivíduo é preto ou branco, se tem alguma deficiência física ou segue determinada religião ou orientação sexual, por exemplo”. 
O aluno Lucas Luís Sehn, do 7º ano, disse que vai levar um grande ensinamento para casa. “Nós temos que pensar quando agimos, nos lembrar do outro, as consequências que uma palavra dita de forma errada pode ter na vida de uma pessoa”.
Já Amanda Back, do 9º ano, afirma que gostou da palestra porque “o palestrante destacou que o bullying não é legal, não podemos fazer para o outro o que não queremos que nos façam. Valeu a pena escutar o professor e advogado”.
A vice-diretora do educandário, Maria Clarice Kaufmann, esclarece que “nós precisamos saber escutar quem está do nosso lado, a educação se dá através de exemplos. Uma palestra assim pode até ajudar o professor a desenvolver o trabalho em sala de aula, chamar os alunos para o diálogo, lembrá-los do respeito ao próximo, da sua responsabilidade para com as outras pessoas”. 
Antes de começar a palestra, a orientadora educacional, Denise Camargo e a diretora da Escola, Daniela Beatriz Henkes, explicaram que no educandário são desenvolvidas várias ações que visam evitar a violência e o bullying, “Algumas das ações são recomendadas pela Secretaria Municipal da Educação, outras são de iniciativa nossa. Existe, inclusive o Comitê Anti-Bullying, formado pelos alunos Amanda de Lima Soares e Gabriel Konzen. São realizadas reuniões nas turmas e círculos de paz. Os estudantes conhecem as regras de boa convivência”, enfatiza Denise. 
“Todas as atividades citadas pela nossa coordenadora pedagógica têm mostrado resultado e são feitas para prevenir a violência. Não tivemos ainda nenhum caso de bullying e nem de violência envolvendo agressão física”, destaca a diretora Daniela.