Edição do dia 19/06/2019

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Páscoa é tempo de conversão, afirma Bispo

Para os católicos representa a prática do perdão, da reconciliação e da conversão pessoal

ESPECIAIS - 19/04/2019

A Páscoa representa a mudança, a reforma pessoal e a renovaçãoA Páscoa representa a mudança, a reforma pessoal e a renovação Crédito: Arquivo/RJ
 
Rosibel Fagundes
rosibel@riovalejornal.com.br
 
A abertura da Semana Santa teve início no último domingo, 7. Em Santa Cruz, a celebração da Missa de Ramos aconteceu na Catedral São João Batista. A programação especial segue até o domingo de Páscoa com a missa da Ressurreição. Para o Bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul, Dom Aloísio Dilli, a semana deve ser vista como a principal na vida dos cristãos “A Semana Santa é a mais importante do ano. É um momento para nos tornarmos melhores como seres humanos”. Ele também destaca o significado da Páscoa e questões importantes sobre a religião.
 
Riovale Jornal: Qual o significado e a importância da Páscoa?
Dom Aloísio Dilli – A Páscoa significa a passagem. A passagem da morte para a vida em Jesus Cristo e também em nós.  É como se tudo aquilo que nos faz mal, que destrói nossa relação com os outros tivesse fim. É a passagem para uma nova vida.  O clima é propício para a prática do perdão, da reconciliação e da conversão pessoal. É um tempo de aproximação com a família. Nesta época também é realizada a Campanha da Fraternidade como forma de aproximar as pessoas. A Páscoa é a celebração máxima de todo o ano litúrgico e nos lembra de que fomos batizados, antigamente só se batizava na Páscoa. Então a data serve para renovarmos nossas promessas de batismo, os sacramentos da Iniciação Cristã no seio da Igreja: Batismo, Crisma e Eucaristia, para a glória de Deus, para a vida da humanidade, para a vida do planeta Terra.
 
Riovale Jornal: Como o Senhor avalia a questão do sentido religioso com o consumismo desta época? 
Dom Aloísio Dilli - Não sou contra o consumismo, contra os símbolos da Páscoa como os chocolates e outros.  Isto é bonito e também pode fazer parte da Páscoa, porém o momento é de aproveitar as bênçãos divinas e fazer o bem. Quem vive a verdadeira Páscoa, no domingo vai fazer festa e vai ter o abraço das pessoas próximas e de seus familiares. Toda esta troca representa nossa união com Jesus Cristo. É um sinal externo da nossa alegria interior por termos sidos salvos por Jesus Cristo nesta Páscoa. É um momento de comemorar por estarmos aqui para participar disso tudo. É a celebração da salvação!
 
Riovale Jornal: Qual o significado do jejum e da abstinência na Sexta-feira Santa? 
Dom Aloísio Dilli - O jejum e a abstinência realizados na Sexta-feira Santa são práticas comuns no período da Quaresma. O jejum representa um sinal externo do que acontece dentro de nós, em nossas vidas. O fato de comermos um pouco menos neste dia, traz uma reflexão de que ao sentirmos um pouco de fome estaremos fazendo um ato de penitência. Estaremos nos colocando no lugar do outro, daquele que não provém do alimento necessário para se manter.  É um sinal de fraternidade, é um momento para refletir e ajudar uns aos outros.  O jejum também pode significar a importância da fome de Deus em minha vida. Lembrando de que o jejum e a abstinência na Sexta-feira Santa não significam fazer uma festa de peixe, o importante é ter a consciência que Jesus deu a sua vida por nós, que com o seu sofrimento ele nos salvou. Então, se eu sofro um pouco ao renunciar algo que eu gosto de fazer neste dia, ou deixo de comer a carne quer dizer que eu me lembro deste sofrimento de Cristo e de tantas pessoas no mundo que passam necessidades. 
 
Riovale Jornal: Como o Senhor avalia a presença dos jovens nestas celebrações e a aproximação com a Igreja? 
Dom Aloísio Dilli - No domingo passado, na Missa de Ramos que simbolicamente, é considerada a “porta de entrada” da Semana Santa à Páscoa, eu fiquei muito feliz ao ver todas as idades sendo representadas nesta celebração. E no momento de cumprimentar as pessoas na chegada da Catedral eu vi muitas crianças, jovens e adultos. A representação de todas as idades esteve presente na celebração do mistério da Páscoa. Às vezes falamos que os jovens estão distantes, mas é neste momento que percebemos que muitos deles expressam sua fé de maneira diferente e outros participam ativamente das celebrações. Tivemos no ano passado um aumento significativo no número de jovens que receberam a Crisma. E na última terça-feira pela manhã, ao ver uma imagem da tragédia ocorrida na Catedral de Notre-Dame de Paris, onde várias pessoas rezavam e cantavam hinos religiosos próximos ao local eu me dei conta de que praticamente todos eram jovens. Portanto, isso não significa que os jovens estão longe. Talvez nós ainda não encontramos os meios mais adequados para nos encontrarmos com os jovens. Para irmos de encontro com a juventude. Mas, certamente a Igreja está em busca deste caminho. Precisamos conduzir as pessoas desde crianças ao encontro de Deus, não para falarmos sobre Deus, mas falar sobretudo da necessidade de nós nos encontrarmos com ele.