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Profissão: Professora

ESPECIAIS - 30/04/2019

Professora Silvia Henriques LopesProfessora Silvia Henriques Lopes Crédito: Reprodução/Facebook

Rosibel Fagundes
rosibel@riovalejornal.com.br

Nesta data especial, uma das profissões mais antigas e importantes merece ser lembrada. Ser professor é compartilhar o conhecimento e construir a base de todas as outras profissões. Mais do que alfabetizar e orientar, o professor acaba sendo, muitas vezes, uma segunda família para os alunos. Outros, pela grandeza de seu trabalho e dedicação servem de inspiração. Foi com este pensamento que Silvia Regina Henriques Lopes conquistou o tão sonhado diploma de professora de História. Desde os sete anos, ela já sonhava em ser docente baseada no carinho que recebia de uma professora. “Desde pequena eu brincava de ser professora. Meu passatempo preferido na infância era brincar de escolinha. Lembro que em um Natal ganhei de presente dos meus pais um quadro infantil de escrever igual àqueles que haviam na escola, e passava horas escrevendo. Minha inspiração veio de professoras como a Vera Regina que se dedicava por inteiro a profissão. Com o passar dos anos, fiz magistério e depois fiz faculdade.” 
Hoje, com 30 anos de profissão divididos entre a rede pública municipal e estadual de Santa Cruz a professora comenta os desafios e alegrias de lecionar. “Gosto muito do que faço, mas tem algumas coisas que me chateiam como a falta de valorização. Eu acho que o professor deveria ser uma das profissões mais bem valorizadas do mundo, por que é ele que forma todas as outras. Todos passarão por um professor”, afirmou Silvia.  A falar sobre as novas tecnologias, a docente cita que este é um dos maiores obstáculos a serem vencidos em sala de aula. “É muito difícil. Comecei a lecionar em uma época em que o acesso à internet e outras tecnologias eram limitados. Nossas ferramentas de ensino envolviam o livro, o lápis, o velho quadro negro com giz branco ou colorido e o material impresso. Os alunos aprendiam mais. Toda a pesquisa era feita em livros, o que os abrigava a ler. Se lia muito e consequentemente se aprendia muito mais. E hoje, com o avanço da tecnologia nota-se uma profunda mudança na maneira de se acessar a informação e de se construir o conhecimento. O aprendizado não é mais exclusivamente do professor, ou de um livro como antigamente. A informação vem de diferentes fontes como internet, jornal, rádio, televisão e outros. E com isso, o professor precisa explorar mais estas fontes de informação e de interação para transmitir o conhecimento da atual sociedade. Mas, cabe dizer que a tecnologia e a internet nos ajudam bastante na elaboração de atividades de sala de aula com trabalhos diferenciados”.
Sobre a questão da mudança de comportamento dos alunos e da sociedade para com o professor, a docente afirma que sente saudades de quando iniciou a carreira.  “Em outros tempos os alunos, pais e a sociedade tinham mais respeito com o professor. Nós éramos vistos como mestres. Hoje, percebe-se que aquela referência que tínhamos antigamente não existe mais. As próprias leis não nos favorecem ao ponto de serem feitas por pessoas que não estão ligadas à educação e não sabem o que realmente um docente passa em sala de aula. Então é cada vez mais difícil, mas mesmo diante destes obstáculos eu digo que tudo valeu a pena”, argumentou a professora que já está em processo de aposentadoria.