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Agricultores lutam por políticas públicas

Dia do Trabalhador Rural é comemorado em 25 de maio. Categoria se mobiliza contra a reforma da Previdência

ESPECIAIS - 24/05/2019

Renato Goerck, presidente do STRRenato Goerck, presidente do STR Crédito: Guilherme Athayde

Nelson Treglia
nelson@riovalejornal.com.br

Os desafios na área rural são constantes, e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), de Santa Cruz do Sul, é uma entidade que trabalha na defesa dos interesses do agricultor. No dia 1º de julho, o sindicato completará 57 anos de trajetória. Sob presidência de Renato Goerck, a entidade coordena e mobiliza a categoria. Conforme Goerck, o momento atual do país exige ainda mais que o trabalhador rural se mobilize.

O presidente do sindicato alerta para o corte de direitos e de políticas públicas que vinham auxiliando o agricultor. A entidade atende os agricultores familiares e os assalariados rurais, estes últimos trabalham na lida do campo com carteira de trabalho assinada. Atualmente, a principal questão tratada pelo STR é a da Previdência Social. Goerck considera a proposta de reforma “bastante agressiva”. Para ele, há pelo menos dois aspectos negativos: a elevação da idade de aposentadoria para as mulheres (62 anos), além da obrigatoriedade de contribuição dos agricultores com a Previdência para que estes possam se aposentar.

“Outra preocupação nossa é a questão do crédito fundiário, que está parada desde 2013, 2014. O crédito fundiário representa ter o dinheiro disponível para que os agricultores possam pagar e financiar em 15, 20 anos, com juros bons também. Na verdade, é devolver o dinheiro que os agricultores obtiveram para compra de terra”, explica Goerck. “Está também a questão da habitação rural, que está literalmente parada. Desde 2015 que já não se faz casas pelo Minha Casa Minha Vida, principalmente atrelado à questão rural. São políticas que estamos tentando reacender, porque elas são fundamentais para a continuidade dos agricultores no campo.”

Conforme o presidente do STR, existe uma grande demanda dos agricultores por casa e terra. Por isso, ele entende que essas políticas devem retornar para o meio rural. “O êxodo rural ainda está acontecendo”, sustenta Goerck, embora muitas pessoas acreditem que o êxodo diminuiu. “Tem muitos jovens que saem do campo e vão para a cidade”, garante. Goerck diz que, se olharmos para o entorno de Santa Cruz e para aquilo que está proposto em termos de oportunidades, a cidade acaba absorvendo muitos jovens oriundos do campo.

O dirigente sindical entende que, para haver continuidade da atividade rural, é preciso manter o jovem no campo. Um aspecto positivo, de acordo com Renato Goerck, é que o jovem rural atualmente tem mais acesso à escola. “Isso é importante para que o jovem permaneça no meio rural. O estudo é a base de tudo. Como nós temos escolas técnicas na região, como as EFAs (Escolas Família Agrícola), essa é uma oportunidade de manter o jovem no meio rural.” Goerck ressalta que, além das EFAs, instituições de Educação Superior como a Unisc e o Dom Alberto possuem também uma preocupação em torno do jovem rural, com cursos específicos voltados a este público. “Se as possibilidades existirem, o jovem vai atrás.”

Renato Goerck destaca que a tecnologia no campo avançou muito. “É preciso ter conhecimento para utilizá-la de forma correta”, define o presidente do STR. Para isso, a educação direcionada ao jovem do campo é essencial.

25 DE MAIO

Goerck reforça que as maiores comemorações do agricultor acontecem no dia 25 de julho, Dia do Colono, embora o Dia do Trabalhador Rural seja celebrado em 25 de maio. “A gente comemora o Dia do Trabalhador Rural, mas não com a mesma ênfase do Dia do Colono.”

De acordo com o dirigente sindical, hoje 70% da alimentação é produzida na agricultura familiar. “Mesmo com todas as dificuldades em torno das políticas públicas, agradecemos aos agricultores pelo trabalho realizado e por se manterem no campo. Como instituição, cabe-nos lutar para que os agricultores possam ter uma vida melhor, e para que eles consigam manter os jovens no campo, para continuar gerando economia e qualidade de vida”, frisa Goerck.