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Capitalismo não valoriza quem trabalha

OPINIÃO - 28/05/2019

O compositor José Pinto de Lima foi extremamente sábio no refrão da música Só a Luta Faz Valer. Ele escreveu que “não adianta inventar outros caminhos porque jamais vão conseguir nos convencer; capitalismo nunca foi de quem trabalha e nossos direitos só a luta faz valer”. A mensagem desses versos é uma só: a de que o capitalismo não representa a classe trabalhadora e por isso não há possibilidade de reinventá-lo.
Destacamos essa canção porque recentemente um ministro da França chegou a dizer que seria preciso repensar o capitalismo, pois o sistema alimenta a desigualdade social, destrói o planeta e é ineficaz em cumprir metas de interesse público. Ainda enfatizou que se não fosse inventado um novo capitalismo soluções econômicas absurdas ganhariam força e nos levariam à recessão. 
Nada do que ele tenha falado nos soa como novidade. O que se percebe aí é o apelo de descarregar a conta da decadência do capitalismo para salvar os seus lucros. Afinal, os próprios capitalistas do mundo estão divididos porque já não há mais saída para esse sistema. Não podemos aceitar a reinvenção de algo que já se esgotou e que está unicamente a serviço do lucro e da exploração. É necessário um sistema que se volte para as necessidades das pessoas. Afinal, hoje o problema está na concentração de dinheiro na mão de poucos, tanto no Brasil quanto no mundo, e isso faz com que tenhamos um Estado cada vez mais falido e que não ofereça as mínimas condições estruturais para atender às necessidades da população.
Para ter uma ideia da gravidade disso, basta se fazer a seguinte pergunta: será que os poucos que acumulam a riqueza vão distribuir entre os que não têm? Evidente que não. Portanto, enquanto esse cenário não mudar, só nos resta a luta e a mobilização para construir uma economia voltada para aquilo que o ser humano precisa. 
Voltemos os olhos para o que está acontecendo no Brasil. O País está afundando para garantir os lucros bilionários dos grandes grupos econômicos e dos banqueiros. A classe trabalhadora precisa entender que se empresários e banqueiros não aumentarem os seus lucros pela expansão do sistema, eles o farão de outras formas. E já temos tidos os exemplos: a Reforma Trabalhista, que aumenta a exploração dos trabalhadores sem que o capital invista um centavo; a Reforma Tributária, que penaliza com impostos os de baixo e diminui ainda mais os impostos dos de cima; e agora a Reforma da Previdência, na qual os bancos teriam acesso a bilhões de reais sem garantir que no futuro paguem a aposentadoria aos trabalhadores. Na prática, vai ser o fim do nosso direito à aposentadoria.  
Tudo isso é transferência de riqueza na forma de roubo ou na expropriação de milhões dos trabalhadores. Observemos, ainda, que desde o Plano Real a forma encontrada pelo sistema capitalista para passar de uma forma desiquilibrada de acumulação a outra foi as altas das taxas de juros. Porque é isso: capitalismo só sobrevive de exploração em exploração. Não existe capitalismo voltado para as necessidades da humanidade. Ou nos comprometemos individualmente, enquanto trabalhadores e cidadãos, para desmascarar essas mentiras e mostrar a verdade àqueles que ainda não têm acesso às informações, ou seguiremos sendo coniventes com todas as formas de opressão e exploração. 
A nossa luta é por uma sociedade socialista, com um sistema solidário e que esteja comprometido com as pessoas. Para conseguirmos experimentar essa realidade, precisamos ter consciência de que a classe trabalhadora é quem move o País e o mundo e, assim, nos mobilizarmos para fazer “o levante dos de baixo contra os de cima”. Dia 14 de Junho teremos a oportunidade de mostrar a nossa força e parar o Brasil na Greve Geral que está sendo construída. Vamos juntos à luta, pois é ela quem faz valer nossos direitos.

*Cláudia Priebe e Clair Pereira - integrantes do Movimento de Mulheres em Luta (MML) de Santa Cruz do Sul.