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Operação do MP leva vereador à prisão

Paulo Lersch (PT) é apontado como líder de um esquema de captação de parte dos salários da Câmara de Vereadores de Santa Cruz

POLÍTICA - 07/06/2019

Vereador foi preso na noite de quarta-feira  Vereador foi preso na noite de quarta-feira Crédito: Arquivo/RJ

Rosibel Fagundes
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Dois dias após ter sido afastado pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) alvo de um procedimento disciplinar na Comissão de Ética do partido o vereador Paulo Henrique Lersch, de 35 anos, foi preso preventivamente no início da noite da última quarta-feira, 5. A Operação do Ministério Público (MP), batizada de ‘Feudalismo’ apontou Lersch como líder de um esquema criminoso de captação de parte dos salários de servidores da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul. 
A investigação coordenada do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou que desde maio do ano passado, servidores da Câmara nomeados por Lersch eram obrigados a entregar parte de seu salário ao vereador. Os valores eram entregues em envelopes na casa da mãe do petista. A mulher segundo apurado na investigação era responsável por receber e armazenar em sua residência o dinheiro. O assessor Carlos Henrique Gomes da Silva era encarregado de orientar e advertir os servidores para que entregasse parte dos seus salários. 
A mãe do vereador foi a única que não teve a prisão preventiva autorizada, pelo fato de não ser agente público e ter menor atuação nos atos de coação. O assessor assim como o vereador foram encaminhados ainda na noite de quarta-feira por uma viatura da Polícia Civil ao Presídio Regional. O trio vai responder por associação criminosa, concussão e coação no curso do processo – ou seja, teriam promovido ameaças e pressões contra testemunhas após o cumprimento de mandados na semana passada. De acordo com o promotor de Defesa Comunitária, Érico Barin, apenas uma servidora repassou mais de R$ 50 mil em um período de um ano. “Em quatorze situações ela teria sido obrigada a fazer o repasse em que os valores teriam passado de mais de R$4mil reais. Temos a prova mais clara com relação a duas funcionárias, mas suspeitamos de que mais uma pessoa também estava sendo coagida”. 
A investigação contou com provas obtidas além de depoimentos dos servidores, interceptações telefônicas e gravações feitas com autorização judicial. Em um dos mandados de busca e apreensão na casa da mãe do vereador, foram apreendidos R$ 8.150,00. O valor estava separado em dois envelopes guardados na gaveta de um cômodo. Os mesmos constavam os nomes das servidoras. 
O prazo da prisão preventiva à qual ele foi submetido, ainda é incerto como explica Barin. “Não possui um prazo determinado, mas ocorre durante o curso do processo ou até que aconteça uma decisão de habeas corpus. É um período incerto que se justifica enquanto mantido os fundamentos. E o nosso fundamento principal é garantir que as pessoas envolvidas sejam ouvidas sem sofrer qualquer tipo de coação”. No mesmo dia em que ocorreram as prisões, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do vereador, em seu gabinete e na residência do assessor. 
Sobre a possibilidade de mais vereadores estarem sendo investigados por praticarem o esquema de captação de recursos de parte dos salários dos servidores ou outro tipo de esquema, o promotor de Defesa Comunitária Érico Barin preferiu não se manifestar. 
Nesta quinta-feira, o advogado de defesa de Paulo Lersch, Rafael Staub, do escritório Rafael Staub Advogados Associados, teve acesso ao conteúdo da denúncia do MP, já que até então o processo estava sob sigilo. “Estou analisando os autos do processo e as provas, e a partir disso vamos trabalhar na busca de um pedido de liberdade. Estamos focados exclusivamente no habeas corpus”.  De acordo o advogado o pedido seria feito ainda na quinta-feira. Sobre a reação do vereador ao ser preso o advogado afirmou, “existiu uma investigação, da qual em partes ele teve conhecimento, mas o fato de receber o mandado de prisão é obviamente uma surpresa. Não posso dizer que ele estava preparado. Pois, ninguém está preparado para isso”, afirmou o advogado de defesa de Lersch. Enquanto isso, na próxima segunda-feira 10, durante a sessão do legislativo o vereador Alberto João Heck tomará posse a cadeira que até então era ocupada por Paulo Lersch. Na ocasião, os vereadores também irão debater sobre a possibilidade de abertura de um processo de cassação de mandato de Lersch. 

Afastamento cautelar do PT 

No último dia 3, o vereador Paulo Lersch foi afastado do seu partido o PT. A decisão foi tomada pelo diretório após o vereador se tornar alvo de um procedimento disciplinar na Comissão de Ética do partido. O procedimento ocorreu após uma representação movida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial pelo fato de Lersch ter votado contra a implantação de cotas raciais em concursos públicos da Prefeitura no ano passado. As cotas raciais são uma bandeira defendida historicamente pelo partido. O afastamento tem prazo de 60 dias ou até que o procedimento seja concluído na Comissão de Ética. Nesta quinta-feira, 5 o presidente municipal do PT, André Beck esteve reunido com integrantes do partido e representantes do diretório estadual Trabalhadores (PT), na Câmara de Vereadores de Santa Cruz. Na ocasião, foi discutida a questão da permanência do  vereador no partido.