Edição do dia 19/07/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Domingo tem Brique da Praça
GERAL
Unisc forma 16ª turma de Medicina
GERAL
Stock: Nelsinho Piquet corre pela primeira vez em Santa Cruz do Sul
ESPORTES - Piloto da equipe Texaco Full Time Sports terá experiência inédita neste fim de semana na pista gaúcha
Edição de inverno do curso Escola de formação de professores tem início na Unisc
EDUCAÇÃO
Audiência pública debate alterações no Plano Diretor
GERAL
Quatro cidades gaúchas
VARIEDADES - Quarta temporada de 'O professor pelado' tem reestreia repaginada
Domingo tem etapa da 5ª Olimpíada Rural
GERAL - Esse será o primeiro compromisso oficial das 14 candidatas a soberanas da 35ª Oktoberfest
Copa Seu Verardi
ESPORTES - Uma semana de treinos no Avenida
Rodada desta sexta vai apontar os semifinalistas
ESPORTES
Em jogo duas vagas no mata-mata da Copa CFC Celso
ESPORTES
Assaf joga nesta sexta-feira em Santa Maria
ESPORTES - Jogo foi alterado em virtude do Grenal neste sábado
Stock Car: Quinta etapa é neste final de semana
ESPORTES - Serão dois dias de atividades sem a companhia da Stock Light
Renomada professora do Serviço Social estará em Santa Cruz
GERAL
Novo Cabrais: Escola lança livro de receitas saudáveis
EDUCAÇÃO
Novo Cabrais: Pimenta visita obras e reafirma apoio ao município
GERAL - Deputado federal participou de almoço e conferiu de perto a pavimentação da Avenida Rodolfo Buss
Ascor e Prefeitura planejam nova exposição
GERAL
Colégio Mauá assume gestão da Escola Criança & Cia
EDUCAÇÃO
Prefeitura anuncia restauração do prédio
GERAL - Marcando a decisão, muda de árvore também foi plantada por alunos da rede de ensino municipal

RS perde R$ 1,5 bilhão com contrabando de cigarros

Estado registra crescimento do contrabando deste produto, que já alcança 53% do total do mercado

ECONOMIA - 09/07/2019

Os cigarros ilegais atingiram um patamar alarmante em 2018. De acordo com um levantamento feito pelo Ibope cerca de 53% de todos cigarros que circulam no Rio Grande do Sul são contrabandeados, vindos do Paraguai. Esse volume equivale a cerca de R$ 359 milhões que os cofres públicos do estado deixaram de arrecadar em ICMS.
A pesquisa indica também que, pela primeira vez desde 2011, a evasão de impostos no país que deixam de ser recolhidos em função do mercado ilegal de cigarros (R$ 11,5 bilhões) será maior do que a arrecadação (R$ 11,4 bilhões). O valor que deixa de ser arrecadado é 1,6 vez superior ao orçamento da Polícia Federal para o ano, e poderia ser revertido para a construção de 121 mil casas populares ou 6 mil creches.
De 2015 a 2018, o mercado ilegal deste produto no Estado cresceu 40% em volume – atingindo 5,3 bilhões de unidades de cigarros - e 14 pontos percentuais em participação de mercado. De acordo com estimativas da indústria, 63% do aumento do mercado ilegal de cigarros, entre 2014 e 2017, concentraram-se em 10 municípios: Porto Alegre, Caxias do Sul, Rio Grande, Cachoeirinha, Canoas, São Leopoldo, Gravatai, Alvorada, Viamão e Farroupilha.
Segundo dados do Ibope, 83% dos estabelecimentos que vendem cigarros também comercializam o produto contrabandeado, principalmente mercados e mercearias (35%) e bares (39%) – além dos ambulantes. Dominado por quadrilhas de criminosos, o contrabando de cigarros é fonte de financiamento para outros crimes como o tráfico de drogas, armas e munições. Em 2018, as duas marcas mais vendidas no país são contrabandeadas do Paraguai: Eight, campeã de vendas com 15% de participação de mercado, e Gift, com 12%. Outras duas marcas fabricadas no país vizinho compõe a lista dos 10 cigarros mais vendidos: Classic e San Marino (ambas com 3% de mercado). A marca contrabandeada mais popular no Rio Grande do Sul é a Classic, que com 19% de market share é a mais vendida, à frente de todas as marcas produzidas legalmente no Brasil.
A pesquisa ainda aponta que, considerando todo o país, o mercado ilegal de cigarros atingiu um patamar inédito. Em 2018, de acordo com levantamento do instituto, 54% de todos os cigarros vendidos no país são ilegais, um crescimento de seis pontos percentuais em relação ao ano anterior. Desse total, 50% foram contrabandeados do Paraguai e 5% foram produzidos por empresas que operam irregularmente no país.
O principal estímulo a esse crescimento é a enorme diferença tributária sobre o cigarro praticada nos dois países. O Brasil cobra em média 71% de impostos sobre o cigarro produzido legalmente no país, chegando a até 90% em alguns estados, enquanto que no Paraguai as taxas são de apenas 18%, a mais baixa da América Latina.
Para Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), um fator perverso decorrente do aumento no contrabando de cigarros é que, pressionados pela crise que o país enfrenta, os brasileiros que migram do mercado legal para o ilegal para poder economizar dinheiro e ao mesmo tempo aumentar o consumo. "O levantamento apontou que, mesmo gastando menos, já que os cigarros contrabandeados não seguem a política de preço mínimo estabelecida em lei, os consumidores acabam fumando, em média, um cigarro a mais por dia. Isso mostra que as políticas de redução de consumo adotadas pelo governo não estão sendo eficazes, por conta do crescimento do mercado ilegal" afirma Vismona.
"Esta é uma luta muito dura e que deve envolver a coordenação de esforços de autoridades governamentais, forças policiais e de repressão, consumidores, indústria e, claro, das entidades que lutam para a redução do tabagismo no país. Somente desta forma vamos conseguir combater a concorrência desleal e promover uma melhoria do ambiente de negócios no País com melhoria de renda, emprego, saúde pública e segurança para todos os brasileiros" acredita Edson Vismona.
O levantamento foi realizado em 208 municípios de todo o país, por meio de entrevistas presenciais e com recolhimento dos maços de forma a garantir a precisão da informação. Foram ouvidos 8.266 consumidores entre 18 e 64 anos.