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Dia do Escritor na Escola: um incentivo à educação

Instituição realizou mais uma edição do projeto anual com escritoras santa-cruzenses

EDUCAÇÃO - 16/08/2019

A escritora Marli Silveira falou sobre seu livro A escritora Marli Silveira falou sobre seu livro Crédito: Divulgação

Sara Rohde
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O Colégio Dom Alberto promoveu na última terça-feira, 13, mais uma edição do Dia do Escritor na Escola, projeto anual que tem por objetivo valorizar escritores santa-cruzenses através da leitura e do debate de temas de suas obras literárias. As convidadas dessa edição foram as escritoras Marli Silveira e Léla Mayer que puderam falar sobre seus livros e bater um papo com os alunos da instituição. O projeto deste ano foi organizado pelas Supervisoras Pedagógicas Caroline Conrado Pereira e Vanessa Vasconcellos, juntamente com professores das áreas de linguagens.
A escritora Marli Silveira trocou experiências com os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio sobre seu livro ‘O Dia da Rua’. Já Léla Mayer trocou experiências com os pequenos da Educação Infantil até o 6º ano do Ensino Fundamental sobre seus livros ‘Não grita, Tião!!!’ e ‘A saia da Carolina’. 
Os livros foram adquiridos e trabalhados em sala de aula ao longo do primeiro semestre do ano. Conforme Caroline Conrado Pereira, o incentivo à leitura e à produção textual são prioridades da Área das Linguagens da instituição e o encontro com os escritores é um importante momento para agregar conhecimentos à bagagem cultural desses estudantes. “A leitura amplia a visão de mundo que crianças e jovens vão construindo ao longo de seu desenvolvimento e a escrita literária pode servir de catarse para auxiliar na compreensão e na interpretação de fatos importantes do nosso contexto social. Momentos como esse enriquecem a bagagem cultural de todos os envolvidos, além de transformar a todos em cidadãos mais realizados, não só em sua vida como estudantes, durante o período escolar, como também em seu futuro tanto pessoal como profissional”.
Durante as atividades a escritora e poeta Marli Silveira falou sobre acreditar que o livro se completa na relação entre quem escreve e quem lê, “o sentido de uma obra é ser lida, compartilhada, sentida. Não duvido de escritores e poetas que guardam suas obras, como pintores seus quadros. Também não duvido da qualidade e significância das suas obras, mas a arte precisa se insinuar, precisa acontecer, trazendo a perspectiva do ineditismo e da possibilidade do universalizável. E quanto mais nossos livros repercutem e são lidos, mais nos responsabilizamos pelo dizer”. 

Léla Mayer trocou experiências com os pequenos da Educação Infantil até o 6º ano do Ensino Fundamental sobre seus livros Léla Mayer trocou experiências com os pequenos da Educação Infantil até o 6º ano do Ensino Fundamental sobre seus livros Crédito: Divulgação

Segundo a escritora o projeto com a oportunidade de falar sobre as obras se torna ímpar na vida de quem escreve, “nessa relação que se completa a escrita, saber que somos lidos e que nossos livros são trabalhados em escolas, por estudantes e professores, é fundamental para que asseguremos espaço literário e público leitor. Dimensiona também os laços literários na região, aproximando escritores e leitores, sem contar as implicações do que podem suscitar os encontros e compartilhamentos. Devemos considerar igualmente a importância de cada olhar sobre o que escrevemos, imprimindo de um lado responsabilidade e, de outro, sentidos”, salientou.
Para Léla Mayer o Dia do Escritor na Escola é um evento muito bacana. “Os alunos produziram trabalhos lindos, as professoras conseguiram trabalhar muito a imaginação deles, a poesia, musicalidade, valorização da leitura. Foi muito bonito esse encontro”, disse. Conforme Léla os pequenos estavam curiosos, ansiosos e cheios de perguntas. “É incrível como eles se abrem pro universo da imaginação. Fiz um bate-papo, mas contei histórias, usei um conto recursivo para que eles pudessem brincar dentro da história comigo. Eles tinham questionamentos, por exemplo, como eu sou a mãe do Tião se ele é um personagem que não existe? Então a gente foi conversando sobre isso, sobre a imaginação, que existe um fermento que faz as histórias crescerem, que é o fermento da imaginação. Às vezes algumas crianças já são repletas de um imaginário e outras não têm toda essa abertura até por talvez não terem o contato com a leitura ou a vivência está recém se iniciando. Os maiores já tinham perguntas mais complexas, de como criar um livro, como nasce uma história, se os personagens são reais”, disse. 
A escritora acha fundamental que as escolas tenham projetos literários, projetos de encontro com o escritor, justamente para que as crianças possam alimentar esse imaginário, alimentar essa possibilidade de viajar por outros mundos. “É tão triste quando as crianças não acreditam no universo fantástico e os projetos literários têm essa função, de acreditar na fantasia, na existência da infância, no que torna esse período da vida encantador, e, além disso, estimular a leitura, aproximá-la do livro, do escritor de carne e osso que nem ela, ou seja, ela também pode escrever. Uma criança disse que queria ser escritora e ela não tinha uma pergunta, ela queria dicas de como ser uma boa escritora e aí eu disse que era preciso ter muita imaginação, ler muitas histórias e brincar muito. Foi um trabalho precioso. As professoras conduziram lindamente o percurso ao longo desse mês de trabalho com as crianças e o encontro com elas foi mágico”, finalizou.