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Do amor à busca pela valorização da profissão

ESPECIAIS - 09/09/2019

Viviane Scherer Fetzer
jornalismo@riovalejornal.com.br

Ela trabalha há 12 anos como médica veterinária. Têm inúmeras histórias marcantes com finais felizes e também tristes. Atende clínica de pequenos animais, cães e gatos de todos os portes. O sonho de Manuela Oliveira Hammes desde os cinco anos era ser médica veterinária. Ela atende na Pet Boulevard e contou ao Riovale que ama o que faz, apesar das dificuldades que enfrenta. Em nosso especial do Dia do Médico Veterinário, a dra. Manuela também trouxe um pouco de sua história, do trabalho profissional no combate a zoonoses e ainda deixou uma dica bem importante sobre os bichinhos. 
Dra. Manuela garante que a profissão é muito desvalorizada, ela compara a medicina humana e a medicina veterinária explicando que por trabalharem com vários sistemas como os dos cachorros e os dos gatos, os médicos veterinários deveriam ser reconhecidos assim como os médicos que trabalham com o corpo humano e suas variantes, mas em que o sistema é o mesmo e um só. “Nosso curso é tão difícil quanto e muito mais complexo, porque o nosso paciente não fala e temos muito menos recursos que a linha humana. Hoje em dia a gente tem muitos exames quando precisamos de um tratamento e de um diagnóstico, mas ainda não se compara com a linha humana”.
Segundo a veterinária, o profissional também é crucial no tratamento e combate das zoonoses, “porque a gente consegue diagnosticar antes que nos humanos, em função até da higiene do lugar onde ficam os animais conseguimos ter ideia de um possível surto da doença antes mesmo de aparecerem os sintomas nos humanos”. O diagnóstico de zoonoses se dá muitas vezes através dos inúmeros exames que são realizados nos animais, justamente conforme Manuela “por eles não falarem o que estão sentindo e nós termos que buscar respostas para aqueles problemas iniciais apresentados por eles”. É com esses exames que o profissional também sabe as doenças que estão acometendo os animais da cidade e se são endêmicas, que ocorrem exclusivamente em uma determinada região geográfica, ou epidêmicas, que se espalham em um curto espaço de tempo para outros locais causando surto. Muitas vezes antes mesmo de a Vigilância tomar conhecimento de que essas doenças estão se espalhando, os veterinários já deram início em seus consultórios as medidas de prevenção e indicação de onde os donos dos animais podem buscar ajuda. “Se fossemos um pouco mais ouvidos e se trabalhássemos em conjunto com a comunidade nesse ponto também com a medicina humana, se conseguíssemos juntar esses dois lados, eu acredito que o controle de zoonoses seria muito mais efetivo”, comentou Manuela lembrando que as pessoas atualmente têm procurado os profissionais antes de ter um animal para buscar informações sobre o que os animais podem passar aos filhos ou até mesmo aos adultos em relação às zoonoses porque os bichos vivem muito mais dentro de casa e pouco no pátio e a convivência será bem mais direta do que era antigamente. 

A médica veterinária, Manuela Oliveira Hammes, ama o que fazA médica veterinária, Manuela Oliveira Hammes, ama o que faz Crédito: Divulgação

Humanização dos animais

Em relação à humanização dos animais, Manuela diz que é favorável a eles viverem dentro de casa com as pessoas, dormirem na cama, receberem todos os cuidados. Tudo porque eles também sentem fome, frio, sede, medo, dor. “Tem pessoas que não levam a sério essas necessidades dos animais e tem pessoas que levam isso a sério demais, acredito que precisa ter um meio termo nessa história da humanização em excesso”, explicou a médica dando o exemplo de quem agrada os pets com chocolates ou frutas e que estão na verdade destruindo a vida dos bichos. “Temos que respeitar o principal, o básico de que eles são animais carnívoros, os cachorros têm que colocar as patinhas no chão, os gatos têm que comer as graminhas deles, têm que ter o momento que eles consigam ir para o sol, que eles possam brincar com o passarinho, para que eles não percam a essência de animais e passem a apresentar doenças como ansiedade e estresse da mesma forma que seus donos”.
Segundo Manuela nem a humanização em excesso e nem o descuidado são bons. Ela se refere a questões de adoção de mais de um animal, quando mal se tem condições de cuidar de um. “Porque tu quer ter um bichinho? Vai conseguir cuidar de um? Vai conseguir fazer vacinas? Dar uma alimentação adequada pra esse um? Então tenha um. Melhor ter um bem cuidado do que sete maltratados”.

PET BOULEVARD
A Pet Boulevard fica na rua Marechal Deodoro, 1129. Oferece serviços de cirurgia, vacinas, creche, hospedagem, medicamentos, produtos para pets, rações, banho e tosa, hidratação. O telefone para contato é o 3902-6964.
A creche funciona em horário comercial das 8h às 12h e das 13h30 às 18h30 de segunda a sexta-feira, e no sábado de manhã das 8h às 12h. Os animais passam o dia no espaço, interagem com outros animais, socializam e conseguem brincar de bolinha, correr, sentir a terra, a grama, serem cachorros mesmo. 

Crédito: Rolf Steinhaus

Crédito: Rolf Steinhaus

O QUE SÃO ZOONOSES?
Zoonoses são infecções ou doenças comuns ao homem e aos animais. Elas podem ser transmitidas ao homem ou aos animais através do contato direto ou indireto com animais ou pessoas contaminadas. A transmissão pode ocorrer de forma direta, principalmente através do contato com secreções (saliva, sangue, urina, fezes) ou contato físico. De forma indireta, pode acontecer por meio de vetores como mosquitos e pulgas, por contato indireto com secreções, pelo consumo de alimento contaminado com o agente (viral, bacteriano, fúngico ou parasitário), entre outras. Os animais de estimação podem vir a transmitir algumas doenças para o homem em determinadas condições ou situações. Entretanto, quando tratados, vermífugados, vacinados e vivendo em boas condições de higiene, dificilmente transmitirão doenças para as pessoas. É importante lembrar que medidas sanitárias na manipulação dos alimentos e cuidados higiênicos são primordiais na prevenção das zoonoses, assim como de várias doenças no homem. (Fonte: Portal Educação)

História marcante

Nos 12 anos de trabalho, Manuela conta que “ao longo do tempo acaba agregando muitas histórias marcantes, umas com finais tristes e outras com finais felizes. A gente vê muita judiaria. O ser humano ainda é muito ruim em relação aos animais, apesar de hoje em dia, com certeza, eles terem um cuidado muito maior do que teriam há alguns anos. Então isso é uma coisa boa, mas a gente ainda vê muito absurdo, muita judiaria. Uma história que me marca muito é um cachorro que eu adotei, que ele veio dentro de um saco de lixo, com um buraco no olho aberto, sem nenhum pelo no corpo, tomado de sarna, ele era vermelho e se coçava muito. Largaram para dentro do portão da clínica, dentro de um saco de lixo. Quando a gente abre o saco de lixo, o cachorro sai correndo faceiro, como se nada houvesse. Não tem rancor de pessoas, apesar das pessoas terem feito isso com ele. Não tem medo das pessoas, ele é um rico de um cachorro. E ele não guarda a língua na boca, deve ter tido alguma lesão quando perdeu o olho. Eu tentei diversas vezes que ele fosse adotado quando ele já estava curado da sarna, já estava começando a crescer os pelos e o buraco do olho já tinha fechado. E as pessoas tinham muito preconceito por ele não ter um olho, porque tinham criança pequena em casa, escutei tanta desculpa absurda, que no fim eu peguei o cachorro pra mim. Ele é minha vida, meu filho, hoje em dia não abro mão dele por nada nessa vida”.