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Psiquiatra fala sobre diagnóstico e tratamento

ESPECIAIS - 10/09/2019

O suicídio não é um fenômeno novo, existem registros extremamente antigos de suicídio na história da humanidade. Contudo, atualmente, podemos notar pelas estatísticas o alarmante aumento de tentativas de suicídio e de atos concretizados. Formado em medicina pela Universidade de Santa Cruz do Sul e com residência médica em psiquiatria pela Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande, atuando em Santa Cruz do Sul desde 2017, Henrique B. do Nascimento, médico psiquiatra comenta que no Brasil, se estima que ocorra 1 suicídio a cada 46 minutos (se exclui nesse caso: as tentativas que não resultaram em morte, e as mortes que não ocorrem diretamente pelo ato mas por consequências posteriores). Sobretudo, cabe salientar, que a epidemia é ainda mais grave quando pensamos em Rio Grande do Sul. Enquanto no Brasil 5,1 pessoas a cada 100 mil cometem suicídio ao ano, no RS são 9,7 pessoas a cada 100 mil. 
E qual o motivo que leva uma pessoa a um ato extremo desse? Na Europa e nos Estados Unidos, se estima que 90% das pessoas que cometeram suicídio passavam por um episódio depressivo. Transtornos psiquiátricos como: depressão, transtorno de humor bipolar, transtorno de personalidade, esquizofrenia e dependência química (álcool, cocaína, crack, etc.) estão entre as patologias que apresentam alto índice de risco de suicídio. Mas, além de questões diagnósticas, o que parece estar comumente relacionado entre as pessoas com risco de suicídio é o sentimento de desesperança, a falta de perspectiva de resolução de seu sofrimento, o sentimento de solidão, a exaustão mental e emocional que o indivíduo passa dia após dia. 
O diagnóstico correto e o tratamento adequado são o cerne da melhora clínica do paciente, conforme Henrique. Além da psicoterapia, se utilizam psicofármacos como antidepressivos, estabilizadores de humor, antipsicóticos e ansiolíticos. Muitas vezes o tratamento é longo, mas é determinante na ressignificação da vida do indivíduo. Inicialmente se busca a estabilização e manutenção clínica. E é essa manutenção da estabilidade que resultará na melhora completa do quadro. Uma parcela dos pacientes consegue evoluir para a alta completa sem medicação, mas uma outra talvez precise de medicação de uso contínuo (semelhante como ocorre com hipertensão arterial ou diabetes), para evitar recaídas. 

O SETEMBRO AMARELO
“O Setembro Amarelo é muito importante porque é um momento em que a população é rememorada da conscientização da prevenção do suicídio. É comum que a população em geral evite falar sobre suicídio, como tentativa de minimizar o problema ou, até mesmo, como forma de evitar encarar a realidade. Portanto, a maior relevância da campanha Setembro Amarelo é de abrir o diálogo, principalmente, para quem está passando por uma crise, auxiliando a pessoa a buscar ajuda e tratamento adequado, trazendo, assim, um novo olhar sobre a vida e a vontade de prosseguir. Muitas vezes, estas ações chamam a atenção dos indivíduos para perceberem que o amigo ou familiar do seu lado não está legal. Dessa forma, consegue ser a luz para alguém que está se sentindo em um beco sem saída, ou então, é neste período em que conseguimos tomar a consciência de que nós mesmos estamos nos sentindo assim e podemos buscar ajuda”, explicou Henrique.

Principais sinais de alerta 

- Manifestações verbais: falar explicitamente em querer morrer ou tirar a própria vida; querer desaparecer; dormir e não acordar mais; desejar estar morto.
- Humor: Depressão, tristeza extrema, raiva, perda de interesse ou prazer. Desesperança
- Comportamento: Pesquisa de formas de cometer o suicídio (na internet, por exemplo); isolamento da família e amigos; ações imprudentes; aumento do consumo de álcool ou outras drogas; escrever cartas de despedidas, testamentos, despedir-se de amigos, doar bens valiosos; autoagressões/mutilações.
Esses são sintomas comuns, mas não necessariamente as pessoas passam por todos eles. A presença de apenas um deles já é um sinal de alerta.
Culturalmente é comum escutarmos “quem quer se matar não fala”, e isso é a maior inverdade de todas. Quem quer se matar geralmente fala ou demonstra algum tipo de sinal. Precisamos escutar essas pessoas, perceber esses sinais e agir com a seriedade necessária.