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Saúde reforça para o cuidado contra sífilis

SAÚDE - 18/09/2019

Crédito: Divulgação

Diante do número de pessoas diagnosticadas com sífilis apenas neste ano em Santa Cruz do Sul, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) chama atenção para a importância dos cuidados para evitar a doença. Entre janeiro e o início de setembro, foram registrados 128 casos. Embora o número seja inferior ao constatado no mesmo período de 2018 - quando foram 187 -, a situação ainda é preocupante.
A coordenadora do Centro Municipal de Atendimento à Sorologia (Cemas), enfermeira Micila Chielle, afirma que falta cuidado quanto às formas de prevenção da doença. “A sífilis pode ser adquirida por via oral, é preciso proteção. De forma geral, as pessoas não estão usando preservativos."
Das 128 pessoas diagnosticadas neste ano, apenas sete contraíram sífilis ainda durante a gestação. De acordo com a coordenadora do Cemas, não há um perfil determinado para os pacientes que contraem a doença. "De adolescentes a idosos, não tem sexo nem idade. Aparecem de todas as faixas etárias e classes sociais."
Em Santa Cruz do Sul, o tratamento está disponível em todos os postos de saúde e no Cemas. Entretanto, Micila chama atenção para as desistências dos pacientes. "Os motivos são diversos. Falta de consciência da gravidade da doença, falta da cultura do autocuidado ou porque a medicação é injetável e dolorosa", conta. Para evitar o problema, ela destaca a conscientização da importância do uso de preservativo e de uma conduta sexual responsável.

Saiba mais:*

1. O que é sífilis?
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.
A infecção por sífilis pode colocar em risco não apenas a saúde do adulto, como também pode ser transmitida para o bebê durante a gestação. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal previne a sífilis congênita e é fundamental.
Em formas mais graves da doença, como no caso da Sífilis Terciária, se não houver o tratamento adequado pode levar a pessoa à morte.

2. Como prevenir?
O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina é a medida mais importante de prevenção da sífilis, por se tratar de uma Infecção Sexualmente Transmissível.
O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal de qualidade contribui para o controle da sífilis congênita.

3. Quais são os sinais e sintomas?
Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença, que divide-se em:
Primária - sintomas
Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias.
Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.
Secundária - sintomas
Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.
Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias.
Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
Latente – fase assintomática
Não aparecem sinais ou sintomas.
É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.
Terciária - sintomas
Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.
Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Por isso é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta. O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.

4. Como é feito o diagnóstico?
O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal forma de diagnóstico da sífilis.
O TR de sífilis é distribuído pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde (DIAHV/SVS/MS) como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica da doença. Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico.
Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais, para se chegar a um diagnóstico seguro e correto de sífilis congênita.
Em caso de gestante, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste.

5. Como é feito o tratamento da sífilis?
O tratamento de escolha é a penicilina benzatina (benzetacil), que poderá ser aplicada na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência.
Esta é, até o momento, a principal e mais eficaz forma de combater a bactéria causadora da doença.
Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, com a penicilina benzatina. Este é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical, ou seja, de passar a doença para o bebê.
A parceria sexual também deverá ser testada e tratada para evitar a reinfecção da gestante.

6. O que é sífilis congênita?
A sífilis congênita é uma doença transmitida para criança durante a gestação (transmissão vertical). Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo (reagente), tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão.
Recomenda-se que a gestante seja testada pelo menos em três momentos:
- Primeiro trimestre de gestação.
- Terceiro trimestre de gestação.
- Momento do parto ou em casos de aborto
A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança.

7. Quais são as complicações da sífilis congênita?
- Aborto espontâneo;
- Parto prematuro;
- Má-formação do feto;
- Surdez;
- Cegueira;
- Deficiência mental;
- Morte ao nascer.

*Fonte: Ministério da Saúde