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141 anos Santa Cruz do Sul: Uma história por trás de um mosaico

ESPECIAIS - 27/09/2019

Crédito: Rolf Steinhaus

Sara Rohde
[email protected]

Quem vem a Santa Cruz do Sul e passa pelas principais ruas do município se depara com muitas histórias e belezas, e entre elas está o Monumento ao Imigrante. O local faz parte dos pontos turístico da cidade e por trás dele estão Henrique Funk e Ilgo Emmel, duas personalidades que inspiraram o idealizador Bruno Franke e o projetista Hildo Müller. A partir de uma fotografia foi criado o painel em mosaico que mede onze metros de largura por três de altura, composto por centenas de cacos de ladrilhos, trabalhados com torquês e esmeril. 
Localizado no entroncamento das Ruas Marechal Floriano e Galvão Costa, está o espaço que conta com o ano da fundação da colônia e o nome dos primeiros colonizadores, foi inaugurado em 25 de janeiro de 1969. Mas em 1994 houve reformulação e um chafariz foi implantado.
O mosaico é a imagem de um homem lavrando a terra e de outro a semeando. Os modelos são reais e a foto foi tirada há 50 anos. Quem está lavrando é o falecido Henrique Funk, pai da Vera Gorete Hermes. Já quem está semeando se encontra vivo, é o Ilgo Emmel. 
Conforme Vera, o seu pai plantava nas terras de Curt Heuser que era um dos donos da Casa Kirst, mas ele plantava também nas terras do Bruno Franke da Souza Cruz. Franke e Funk eram muito amigos e aos finais de semana se deslocavam a Vera Cruz para corrida de cavalos. Funk era o Jóquei do Franke e uma amizade de confiança foi se criando. 
“Como ele gostava muito do pai e tinha muita confiança nele, o escolheram para fazer essa foto e então decidiram fazer um Monumento do Imigrante. Pelo que dizem o pai ficou surpreso na época, falaram para ele: é hoje Funk que tu vai ficar famoso”, contou.
Conforme Vera, a fotografia foi tirada na antiga caixa d’água no bairro Várzea, quem desce a Gaspar Bartholomay em direção a Vera Cruz ao lado esquerdo. “Havia muitos registros e fotografias, mas elas foram se perdendo no tempo, pois foram usadas nas escolas e em projetos. A veracidade pode ser consultada em documentos históricos”, explicou. “Na época eu tinha quatro anos, mas lembro de tudo como se fosse ontem, pois estávamos sempre juntos com o pai. Morávamos na Bartholomay perto do seu Emmel”.

Na foto está Ilgo Emmel abaixo de sua figura, ao lado está Vera Gorete Hermes, abaixo da imagem de seu pai Henrique FunkNa foto está Ilgo Emmel abaixo de sua figura, ao lado está Vera Gorete Hermes, abaixo da imagem de seu pai Henrique Funk Crédito: Rolf Steinhaus

Para Vera, ver seu pai estampado em um dos pontos turísticos do município é um orgulho muito grande. “Pra mim sempre foi motivo de orgulho, tanto que minhas filhas quando saem à tarde ou à noite e eu pergunto onde estão, elas respondem no monumento do vô. Aí elas dizem que as pessoas olham e começam a rir pois ninguém acredita nessa história. É um grande orgulho saber que meu pai foi tão importante, pois ele era uma pessoa humilde, simples, ele era muito admirado pela sociedade”. 
Vera disse que antigamente o local onde ela mora hoje na Rua Gaspar Bartholomay, eram terras. A Rua Madri na época era o caminho da carroça do seu pai e aquela área era roça.
“Inclusive onde se encontra a Frigideira Lanches, estabelecimento do meu marido, é uma parte da nossa terra. Tem a Rua Madri no meio e sobrou os terrenos da casa da minha mãe que no futuro queremos fazer algo que homenageie eles, pois eles eram muito bons”, disse.
Seu Ilgo Emmel hoje tem 69 anos e para ele os momentos passados são inesquecíveis. “Essa foto foi tirada por seu Bruno Franke e Hildo Müller lá embaixo na lavoura. Naquele momento estávamos plantando milho, não vou me esquecer de nada, foi tudo muito importante”, salientou. Emmel sempre comenta com as pessoas que é ele no mosaico do Monumento ao Imigrante. “Falo para muitos que sou eu ali, alguns acreditam, já outros não. Pra mim é um orgulho fazer parte da história de Santa Cruz do Sul. É bom. Fiquei famoso, mas fazer o que né, tem que ficar”, disse aos risos.