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141 anos Santa Cruz do Sul: Athos representa a paixão de Santa Cruz pelo basquete

ESPECIAIS - 27/09/2019

Athos Calderaro, técnico de basquete do União CorinthiansAthos Calderaro, técnico de basquete do União Corinthians Crédito: Arquivo pessoal

Nelson Treglia
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O ano de 2019 marca os 25 anos da conquista do título brasileiro pela Pitt/Corinthians, no basquete adulto masculino, em 1994. A década de 1990 foi a melhor fase do basquete santa-cruzense, com o comando do Tricolor pelo técnico Ary Vidal. E, mesmo antes dos anos 90, o basquete já era uma tradição em Santa Cruz do Sul. O título de 1994 foi o ápice.
Athos Calderaro, que trabalha no União Corinthians, é um dos grandes apaixonados pelo basquete, um representante dessa longa tradição. Seu primeiro contato com a modalidade aconteceu aos 13 anos de idade no Colégio Sagrado Coração de Jesus (antigo colégio das Irmãs Franciscanas, atualmente Dom Alberto). Nessa época, ele começou a praticar basquete. "Desde ali não parei mais", define Athos.
Com 14 anos, ele entrou nas categorias de base do Corinthians Sport Club (atualmente União Corinthians) e deu sequência à carreira de jogador. Aos 21 anos, teve a primeira experiência como técnico. Jogou basquete profissional até os 35 anos e, paralelamente à carreira de jogador, foi técnico nas categorias de base. Hoje, Athos continua técnico de basquete e, como jogador, participa de competições na categoria master.
"O basquete é um esporte que te desafia diariamente. Ele trabalha com toda a tua aptidão física, todo o teu movimento corporal. Cada dia tu tens que tentar te superar, tentar melhorar. Como eu sempre gostei de desafios, isso foi uma coisa que me chamou muito a atenção", recorda.
Athos acompanhou toda a fase do Corinthians nos anos 90. Quando começou o time profissional do Tricolor, com patrocínio da empresa Arcal, ele jogava na categoria infanto-juvenil. "Foi uma mudança muito radical", destaca. Afinal, passou a haver um contato diário com jogadores norte-americanos e com jogadores de nível de Seleção Brasileira, além do técnico Ary Vidal, que já tinha treinado a Seleção. "Isso impulsionou o sonho de virar um atleta profissional."
"Na época eu tinha 15, 16 anos, e havia esse espelho de atletas renomados, o que nos estimulava a treinar cada vez mais, a passar cada vez mais horas dentro do ginásio", relata Athos. Posteriormente, ele passou a participar dos treinamentos com as equipes profissionais. "Tudo isso foi muito importante para que o basquete crescesse na minha vida, como pessoa e como atleta, e também na vida de técnico."
Athos frisa que os ensinamentos do técnico Ary Vidal ajudaram muito na carreira, ensinamentos que carrega até hoje. Como jogador, Athos conquistou diversos títulos de campeão estadual e de torneios do Mercosul. Segundo ele, todas as conquistas são muito importantes porque cada conquista representa um sacrifício feito para atingir aquele objetivo.

Ao centro na foto, Athos integrou comissão técnica da Seleção BrasileiraAo centro na foto, Athos integrou comissão técnica da Seleção Brasileira Crédito: Arquivo pessoal

Em tempos mais recentes, Athos foi auxiliar técnico da Seleção Brasileira sub-17, onde obteve o título de campeão sul-americano invicto. Na comissão técnica da Seleção nacional, ele também foi vice-campeão da Copa América sub-18 e nono lugar no Campeonato Mundial sub-19.
Na condição de técnico, Athos obteve diversos títulos de campeão estadual e diversas conquistas com a Seleção Gaúcha. Comandou o União Corinthians no vice-campeonato brasileiro sub-21 em 2018, no Rio de Janeiro. "Foi uma conquista muito importante para nós e para a cidade, uma conquista ímpar para o estado", explica. Na atualidade, ele trabalha no União Corinthians: é coordenador das categorias de base e técnico nas categorias sub-17, sub-20 e adulto.
Embora algumas pessoas façam uma comparação entre a situação atual do basquete em Santa Cruz e a época de ouro dos anos 90, "os recursos financeiros não são os mesmos", informa Athos. Por isso não tem sido possível a participação do União Corinthians no Campeonato Brasileiro da categoria adulta, como ocorria com o Corinthians nos anos 90.
Athos diz que o União Corinthians busca melhores recursos financeiros para colocar o clube novamente no cenário do basquete nacional adulto. "Sem patrocínio, sem investimento financeiro, não se consegue disputar competições de um nível maior. Temos dificuldade para dar um passo adiante devido à falta de patrocínio", avalia Athos.
Porém, o União Corinthians conta com uma estrutura diferenciada nas categorias de base. Pelo segundo ano consecutivo, o clube disputou a Liga de Desenvolvimento sub-20, que é uma competição nacional, além do Campeonato Brasileiro sub-18. E o União Corinthians vai jogar, mais uma vez, o Campeonato Brasileiro sub-21. Conforme Athos Calderaro, muitos atletas de outros estados fazem contato para jogar no União Corinthians, devido à estrutura montada em Santa Cruz do Sul para as categorias de base. 
O União Corinthians é referência no Rio Grande do Sul e está se tornando uma referência no Brasil em termos de categorias de base. "Hoje disputamos competições nacionais de igual para igual contra equipes do centro do país", reforça Athos. Em 2018, após a conquista do vice-campeonato brasileiro sub-21, a temporada culminou com o título estadual adulto, depois de 17 anos sem este título para Santa Cruz do Sul.