Edição do dia 12/11/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Pequenas atitudes
OPINIÃO
Verrugas Estelares
OPINIÃO
Em defesa da vida
OPINIÃO
CDL aponta 800 vagas temporárias
ECONOMIA - Expectativa é de boas oportunidades de emprego para o período
ACI: Eleição ocorre hoje
GERAL
Vigilância Colaborativa: Lançamento do Programa acontece hoje
GERAL
GREVE: Polícia Civil paralisa nesta quarta-feira
POLÍCIA
Campeonato Municipal inicia no próximo dia 22
ESPORTES
AMO/Unimed VTRP: Atletas brilham pelo estado
ESPORTES
Dois times largam com vitória na estreia da Copa Lisaruth
ESPORTES
Estadual sub 19: Santa Cruz vence fora e fica perto da final
ESPORTES
Regional: São José larga na frente nas semifinais
ESPORTES
Universidade aguarda mais de cinco mil estudantes
GERAL
Bate papo: Doações por incentivos fiscais
ECONOMIA
Comdica realiza 4ª Noite Cultural na Unisc
VARIEDADES - O evento que tem entrada franca visa enaltecer projetos sociais realizados por diversas entidades
Enart deverá reunir mais 30 mil pessoas
VARIEDADES - A programação inicia às 16 horas de sexta, 15, e se estende até o domingo no Parque da Oktoberfest
Prefeitura pretende atrair mais médicos
GERAL - Proposta será encaminhada ao legislativo para análise e votação
Prefeitura pretende pavimentar Dona Leopoldina
GERAL - Telmo assinou o edital de licitação para a travessa que é uma das entradas da cidade

Dia do Produtor de Tabaco: A relevância social e econômica do produtor

ESPECIAIS - 25/10/2019

Grasiel Grasel
[email protected]

A vida do produtor de tabaco não tem sido fácil nos últimos anos, são diversos os impactos que os constantes aumentos de impostos e restrições comerciais têm sobre o trabalhador rural que tem como sustento o plantio do fumo. No entanto, é bastante relevante manter em mente que a cadeia produtiva é de suma importância não apenas para quem depende dela, mas também para o país como um todo, afinal, são centenas de milhares de empregos garantidos e milhões de reais em impostos.
De acordo com Benício Albano Werner, presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em 2018 e 2019 foram envolvidas 159.320 famílias na cadeia de produção em todo o Brasil, estando 75.230 (47,2%) delas no Rio Grande do Sul. “No fim das contas, são cerca de 700 mil pessoas envolvidas com a produção do tabaco”, diz. Estes são homens e mulheres que, sem poderem trabalhar nas lavouras, poderiam estar inflando ainda mais o número de desempregados no país, que já chegam a 12,6 milhões de brasileiros.
Além da perspectiva social, outra que é visivelmente impactante é a econômica, afinal, de acordo com dados fornecidos pela Afubra, o setor tabagista rendeu R$5,9 bilhões aos produtores no último ano. Destes, R$2,8 bilhões ficaram com os fumicultores gaúchos, o que certamente contribuiu imensamente com o giro da economia local, garantindo renda aos trabalhadores rurais para comprarem o que precisam, gerando arrecadação de ICMS aos Estados e municípios.

Fala, Benício!
“Nossa mensagem aos produtores é que continuem trabalhando e se mantenham atentos ao mercado. Nós não podemos estar oferecendo uma quantidade de fumo além do que há demanda, temos que ser positivos na produção, oferecer qualidade. Com isso, mantemos o nosso mercado internacional, que corresponde a algo em torno de 88% do que é produzido no ano. Nós temos qualidade, mas nós precisamos não apenas continuar com ela, mas também aumentá-la”

Benício WernerBenício Werner Crédito: Afubra/Divulgação

TRANSCRIÇÃO

Sabemos que o produtor de tabaco é de extrema importância para a economia da região, afinal, Santa Cruz do Sul é um polo nacional de produção e também de indústrias de tabaco. Como podemos destacar esta importância do produtor a nível Brasil também?
São duas coisas: Uma é a parte social que o tabaco exerce, principalmente para nós produtores, porque se nós olharmos a nível Brasil, em 2018 e 2019 foram envolvidas 159.320 famílias na cadeia de produção. Olhando mais especificamente para o Rio Grande do Sul, são 75.230 famílias. No fim das contas, são cerca de 700 mil pessoas envolvidas com a produção do tabaco. Em termos sociais, isso é muito importante, para garantirem seu sustento. Hoje todo mundo fala sobre o desemprego nos centros urbanos, então nós do setor colaboramos muito nesta parte social.
Agora, em termos econômicos, nossa produção no Rio Grande do Sul foi de 320.788 toneladas de tabaco, o que rendeu aos produtores R$2,8 bilhões, enquanto no Brasil inteiro o setor rendeu R$5,9 bilhões. Mas isso não fica só com os produtores, mas também com os municípios onde há produção, o que gerou um retorno de ICMS muito significativo. O que o produtor recebe, em grande parte ele usa para alimentar o comércio e girar a economia local, gerando tributos estaduais e federais também.
Organizações internacionais têm sido bastante combativas com a pauta do cigarro, no entanto, entidades representativas como a Afubra seguem mostrando que existem meios de manter o sustento de tantas famílias com o fumo. Neste sentido, como o senhor vê o futuro do produtor de tabaco? Ele continuará sendo parte da agricultura familiar? Como a tech contribui pra isso?
O futuro do tabaco sempre é um tanto quanto temeroso, mas o que temos de certeza é que num espaço longo de tempo nós vamos continuar produzindo o tabaco, mesmo com estas campanhas antitabagistas que estão cada vez mais insistindo que o tabaco é o que faz mal para a saúde. Contudo, eles não se preocupam com a poluição dos grandes centros urbanos. Essas campanhas nos prejudicam pela diminuição do consumo de cigarros, mas, se nós tivermos consciência e sensibilidade, sempre acompanhando a oferta e a demanda, nós ainda teremos uma vida muito longa na produção de tabaco.
A gente se preocupa sim, e precisamos nos preocupar, porque nós sempre temos os antitabagistas querendo que nossa atividade seja cada vez mais denegrida. Nós, como entidade representativa, as federações e os sindicatos estamos defendendo o setor e a ideia de que precisamos nos unir, de modo a mostrar ao legislativo e ao executivo que a importância do tabaco no Brasil é muito grande tanto para nós quanto para o governo brasileiro.
A Afubra já faz uma série de trabalhos para melhorar as condições do produtor rural, no entanto, o que mais pode ser feito não apenas pela entidade, mas também pelo governo e pela sociedade civil?
Precisamos cada vez mais procurar que o produtor tenha resultados positivos na sua atividade, porque assim ele pode ter mais condições de ter uma vida melhor e oferecer uma vida melhor pra sua família, inclusive, dando condições de estudo aos seus filhos. Também precisamos reconhecer o trabalho constante que as próprias empresas fumageiras fazem, porque nós estamos dentro de um sistema integrado, que é importante em toda a cadeia produtiva. Se é pra ela funcionar e trazer resultados para todos os envolvidos e parceiros, ela tem que trabalhar em um sistema integrado. Elas estão constantemente desenvolvendo novos produtos, sementes que trazem mais resultados e experimentos ou pesquisas para diminuir o uso de defensivos agrícolas.