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Fechado com claquete de ouro

Última noite do 2º Festival Santa Cruz de Cinema foi de entrega de premiações

VARIEDADES - 29/10/2019

Grasiel Grasel
[email protected]

Na noite de sexta-feira, 25, aconteceu o encerramento do 2º Festival Santa Cruz de Cinema, realizado ao longo de toda a semana no Auditório Central da Unisc. O grande premiado do evento foi Nova Iorque, curta-metragem pernambucano gravado no interior do sertão nordestino, em Serra Talhada, que levou os troféus Tipuana de Melhor Filme, Direção e Fotografia. A data oficial da 3ª edição também foi anunciada, será de 26 a 30 de outubro de 2020, também no Auditório Central da Unisc.
Entre os dias 21 e 25 de outubro, Santa Cruz do Sul respirou o cinema nacional. Em sua segunda edição, o festival recebeu 613 obras inscritas de 22 estados do país. Dentre estes, 18 curtas-metragens foram selecionados para a Mostra Competitiva, que premiou 12 categorias diferentes.
Representando o diretor e roteirista Léo Tabosa, o assistente de arte Uhélio Gonçalves mal conseguia segurar os três troféus Tipuana que levava para a equipe em Recife. Além de ter recebido o prêmio de melhor filme, Nova Iorque também ganhou inesperados R$10 mil oferecidos pelo Sesc, que anunciou a gratificação logo no início da noite. Gonçalves disse que não esperava que o curta fosse tão premiado e comentou sobre a presença um festival em uma cidade interiorana como Santa Cruz, “é de suma importância sair desse eixo de capital, porque pessoas que vivem no interior não têm tanto acesso ao cinema quanto essas”.
Para muitos, o sucesso do festival provou que ainda existe espaço para a sétima arte no Brasil, como destacou o vice-reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), o professor Rafael Frederico Henn, “é uma demonstração da força do cinema brasileiro que, muitas vezes, mesmo com recursos escassos, consegue produzir ótimos filmes”. Segundo ele, a universidade vai continuar apoiando eventos que valorizem a cultura na comunidade.
Homenageado do evento, o cineasta Jorge Furtado assistiu junto ao público uma exibição de seu aclamadíssimo curta “Ilha das Flores”, considerado uma obra prima do cinema gaúcho. De acordo com ele, o evento não poderia ter sido melhor, “a gente sai daqui com muita esperança de que o cinema brasileiro vai sobreviver, crescer e se renovar”, disse. Outro nome que recebeu homenagens na noite de sexta foi o ator Leandro Firmino, que interpretou o personagem “Zé Pequeno” no longa Cidade de Deus, um dos mais premiados do cinema brasileiro.

Vencedores receberam o troféu Tipuana, melhor filme também levou R$10 mil do SescVencedores receberam o troféu Tipuana, melhor filme também levou R$10 mil do Sesc Crédito: Grasiel Grasel

Vencedores por categoria
Melhor filme: Nova Iorque (Recife-PE)
Direção: Leo Tabosa (Nova Iorque / Recife-PE)
Fotografia: Beto Martins (Nova Iorque / Recife-PE)
Direção de Arte: Taísa Annes (Mulher Ltda. / Porto Alegre-RS)
Melhor Ator: Alexandre Amador (Vigia / Rio de Janeiro-RJ)
Melhor Atriz: Ana Leia Casarote Milan, Elisabette Aparecida Florencia e Maria Aparecida Borbota Moreira Faval (Nina) - receberam o troféu Tipuana coletivamente como proposta de interpretação de personagem social (Amor só de mãe / São Paulo-SP)
Roteiro: Irmãos Carvalho (Eu, minha mãe Wallace / Rio de Janeiro-RJ)
Montagem: Lucas Lazarini (Magalhães / Campinas-SP)
Trilha Sonora: Arthur Decloedf (Amor aos vinte anos / São Paulo-SP)
Desenho de Som: Juan Quintás (Dia de Mudança / Porto Alegre-RS)
Melhor Filme Gaúcho: Taísa Annes (Mulher Ltda. / Porto Alegre-RS)
Menção Especial: Aulas que Matei (Brasília-DF), dirigido por Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia
Mostra Olhares Daqui: Terrorismo Lírico, dirigido por Jonatan Pacheco, produzido por Gabriela Dullius e montado e finalizado por Bruno Cabral (Santa Cruz do Sul-RS)

Terrorismo Lírico, do santa-cruzense Jonatan Pacheco, venceu a Mostra Olhares DaquiTerrorismo Lírico, do santa-cruzense Jonatan Pacheco, venceu a Mostra Olhares Daqui Crédito: Grasiel Grasel

Festival acessível
Guilherme Gonçalves, 27 anos, possui deficiência auditiva, mas pôde acompanhar o festival através de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que estiveram presentes ao longo da programação do evento. Na sexta-feira a intérprete Suzana Fardin foi os ouvidos do jovem e de todos os espectadores do evento com limitações na audição, ela os ajudou também a acompanharem a transmissão ao vivo da noite de premiações.
Com a ajuda de Suzana, conversamos com Guilherme, que fez questão de acompanhar ao vivo as noites do festival. O jovem conta que teve um pouco de dificuldade de assistir os curtas sem legendas, mas que isso não afetou sua experiência. “Eu presto bastante atenção nos filmes e entendo o que acontece. Foi muito legal, gostei muito do festival”, disse.

Com a ajuda de Suzana, intérprete de libras, Guilherme acompanhou o festivalCom a ajuda de Suzana, intérprete de libras, Guilherme acompanhou o festival Crédito: Grasiel Grasel

Uma cinemateca na cidade?
Em discurso, o cineasta e diretor do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), que representou a Secretaria Estadual de Cultura do RS, Zeca Brito anunciou o interesse da administração do RS em abrir uma sala de cinema especial em Santa Cruz do Sul. Segundo ele, um convênio com a Cinemateca Paulo Amorim seria firmado, envolvendo as secretarias de Cultura estaduais e municipais, de modo a criar a “Sala Tuio Becker”.
De acordo com o secretário municipal de Cultura, Edemilson Severo, a previsão é de que uma reunião com o governo do Estado seja realizada na primeira quinzena de novembro para que sejam definidos os detalhes sobre a viabilidade da sala, como será a participação do governo do RS na alocação de recursos e do município na definição de um local adequado e parcerias para administrar o espaço. De acordo com Severo, já existe interesse do Sesc em participar do projeto, mas ele não descarta a entrada da Associação Amigos do Cinema no planejamento.