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EDUCAÇÃO

O destino da Escola Estadual José Mânica

Previsão para contratação da obra, que ocorre após a realização de todos os projetos, é para junho de 2020

EDUCAÇÃO - 08/11/2019

Enquanto as obras do novo prédio não iniciam os alunos estão estudando em salas modulares, revestidas com manta asfáltica devido as goteirasEnquanto as obras do novo prédio não iniciam os alunos estão estudando em salas modulares, revestidas com manta asfáltica devido as goteiras Crédito: Rolf Steinhaus

Sara Rohde
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Um problema vem chamando a atenção dos alunos, pais e professores da Escola Estadual de Ensino Médio José Mânica. Já faz sete anos desde a demolição de um dos prédios do educandário e a situação que comprometia o espaço se repete e preocupa a comunidade escolar. 
Foram adaptadas dez salas modulares provisórias, com prazo de quatro anos, para que os alunos não perdessem as aulas, porém o prazo já encerrou e o que era para ser um improviso, passou da validade. As salas modulares receberam da instituição revestimento com manta asfáltica devido a goteiras, mas novamente está sendo preciso revestir, pois o problema continua. Os espaços modulares são pequenos e não comportam mais que 20 alunos cada. 
Conforme a diretora da instituição, Daiane Lopes, o prédio que restou de alvenaria está apresentando os mesmos problemas do prédio interditado em 2012, que simplesmente veio abaixo quando uma das máquinas entrou no pátio da escola para demoli-lo. São amplas rachaduras, desnível do piso, vazamento de água, entre outros impasses. Segundo Daiane a preocupação é alarmante. “A situação do prédio atual de alvenaria é a mesma do prédio que caiu. Os canos de uma parte da parede estouraram e tivemos que fazer o conserto (improviso) pelo lado externo para não mexer na estrutura. Lascas de parede caem toda hora e a cada dia aparece uma rachadura nova. Um exemplo foi no piso do segundo pavimento o qual estufou e criou uma bolsa de ar, então tivemos que fazer toda a reforma durante as férias, um dinheiro que poderia ser aplicado numa construção boa, que temos o direito, mas precisamos gastar cobrindo o descaso do Estado”.

O porão do prédio de alvenaria que restou está apresentando amplas rachadurasO porão do prédio de alvenaria que restou está apresentando amplas rachaduras Crédito: Rolf Steinhaus

As salas foram todas transferidas para o prédio que restou, além do prédio modular. Estão reunidas em um espaço pequeno a administração, direção, secretaria, sala dos professores, biblioteca, laboratório de informática e laboratório de ciências. Para as refeições dos alunos um caso que também preocupa, já que a cozinha está improvisada em um container revestido com PVC. Conforme a diretora é um modelo parecido com o do Flamengo que pegou fogo.
São preocupações que afligem toda a comunidade escolar. Em um vídeo postado nas redes sociais da escola uma mãe relata que há descaso com a instituição. Alunos do Grêmio Estudantil também postaram imagens de rachaduras tanto nas paredes quanto no piso, nas portas e janelas. Conforme Marlene Storch, mãe de um aluno do 5º ano, o objetivo da gravação do vídeo é o alerta para a comunidade escolar, mas também um relato de preocupação. “Estou muito preocupada com um prédio que pode por a vida de muitas crianças em risco. A gente acha que nunca acontece com a gente, até acontecer. Decidi falar o que penso e sinto sobre esta escola e como já havia dito no vídeo, o José Mânica é muito importante para nossa comunidade, praticamente todos da região que aqui moram ou moraram já estudaram nesta escola”.
Segundo o coordenador do 6ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE), Luiz Ricardo Pinho de Moura, a Coordenadoria Regional de Obras Públicas relatou que o prédio com rachaduras não está correndo risco, pois foi feita uma avaliação e as fissuras não comprometem a estrutura do espaço.

Fissuras são encontradas em diversas paredes da estrutura Fissuras são encontradas em diversas paredes da estrutura Crédito: Rolf Steinhaus

NOVO PRÉDIO
O prazo proposto pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc) é que neste mês as obras do novo prédio começam. Em contato com a 6ª CRE, Moura disse que o contrato do estudo do solo foi assinado na última quarta-feira, 6. “Recebi o presidente e o vice-presidente do Grêmio Estudantil da escola para falarmos a respeito do contrato que foi assinado pela Secretaria de Educação do Estado na quarta-feira. A princípio a sondagem do solo será feita ainda neste mês ou até meados de dezembro”, garantiu.
Uma notícia que não surpreende a instituição. Conforme Daiane, a direção foi informada sobre o processo de estudo do solo através do Riovale Jornal. “A gente fica sempre com receio de que não é verdade, pois desde que assumi a direção, há quatro anos, existe uma desculpa em cima da outra. Quando a gente recebe uma notícia dizendo que em tal dia vai começar o projeto, a gente não confia muito, pois nossas esperanças já estão quase extintas. Inclusive nem estamos fazendo muito alarde para a comunidade porque a gente diz uma coisa que não é cumprida, e isso representa para a comunidade que a direção que não faz seu papel”, relata. 

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO
O Riovale Jornal entrou em contato com a Seduc que confirmou o processo de início das obras. De acordo com a assessoria, o projeto para reconstrução do prédio está em andamento na Secretaria de Obras e Habitação (Sop) e já foram elaboradas as etapas do sistema hidrossanitário e de arquitetura. “O estudo de sondagem do solo foi licitado nessa quarta-feira, 6, e a previsão é de que a ordem de início seja assinada ainda no mês novembro. Ainda faltam as conclusões do projeto elétrico e estrutural do novo prédio”. Segundo a Seduc a previsão para contratação da obra, que ocorre após a realização de todos os projetos, é para junho de 2020.

Enfim um olhar para a comunidade escolar 
Para a mãe Marlene Storch, a notícia de licitação trouxe alívio para a família. “Estou feliz em saber que meu filho vai poder estudar nesta escola até terminar o Ensino Médio, isso é uma vitória para quem se considera uma formiguinha lutando por algo. É a esperança de que o prédio novo que foi prometido possa sair do papel e virar o sonho de todos outra vez. Seria como se a gente fosse acalentado, é uma sensação de tranquilidade, afeto e esperança que a nossa escola José Mânica vai ficar firme e forte novamente. Se a escola está comprometida, os professores estão ganhando salários parcelados, a impressão é de que não há importância por parte das autoridades”.