Edição do dia 11/12/2019

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A complexidade do aspecto individual

EDITORIAL - 15/11/2019

A discussão sobre coletivismo e individualismo não é nada simples. Vejamos o caso do Renascimento artístico italiano, que exerceu influência sobre vários países europeus no fim da Idade Média e no início da Idade Moderna. Até então predominava um coletivismo religioso, embora houvesse diferenças sociais na Idade Média. Com o Renascimento, o centro ideológico deixou de ser Deus. O ser humano passava a ocupar uma posição central.

Nesse contexto, ocorreu o desenvolvimento do capitalismo, cresciam o comércio e os bancos, com uma classe social em ascensão: a burguesia. A ideologia burguesa era diretamente responsável pela mudança de pensamento que ocorreu na chegada da Idade Moderna. Os burgueses ajudaram a retirar Deus da centralidade e a colocar o ser humano nessa posição. Assim, o indivíduo passou a ganhar destaque.

Em tempos mais recentes, desde que foi desenvolvida a ideologia socialista, a partir do século 19 (pós-Idade Moderna), há uma crítica muito forte ao individualismo, que, de fato, se levado ao extremo, pode levar a consequências bastante ruins. Uma dessas consequências é a desigualdade social. Mas, aí, podemos dizer que o Renascimento foi nocivo ao estabelecer um foco no indivíduo?

Podemos dizer que, em parte, esse foco foi nocivo. Contudo, por outra parte, é possível afirmar que colocar o ser humano como potencializador de realizações, é algo que merece ser bem considerado. A crença em Deus consiste em um pensamento extremamente positivo, mas o valor ao ser humano é importantíssimo para nossa existência. E devemos ressaltar: valorizar o indivíduo é dar relevância ao subjetivo, à diversidade.