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Amigos do Cinema exibe Tarkovski

VARIEDADES - 19/11/2019

Sessão inicia às 20h no SindibancáriosSessão inicia às 20h no Sindibancários Crédito: Divulgação

Nas duas próximas semanas a Associação Amigo do Cinema exibirá um pequeno ciclo de dois filmes do diretor russo Andrei Tarkovski que serão comentados. Hoje, o filme exibido será ‘Nostalgia’, de 1983 e os comentários ficarão a cargo da professora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Eunice T. Piazza Gai, que atua em pesquisas, publicações e orientações nas áreas de Literatura, Filosofia e Comunicação. A sessão tem início às 20h no Auditório do Sindibancários, rua Sete de Setembro, 489, e conta com o apoio de Sindibancários, Distaky Vídeo e Gráfica Colibri.  

Sobre o filme

O filme é de 1983 e tem 126 minutos de duração. Foi realizado na Itália, um ano antes do autoexílio de Tarkovski da União Soviética. Recebeu o prêmio da Crítica Internacional e o de melhor diretor no festival de Cannes, em 1983. Como todos os filmes do diretor, apresenta um núcleo narrativo bastante simples. Trata-se de um poeta russo que vai à Itália pesquisar sobre um compositor russo do século XVIII que, atormentado por sua nostalgia, abandona uma carreira exitosa na Itália para retornar à Rússia na condição de servo e que acaba por suicidar-se alguns anos depois. Este personagem, no filme, se chama Pavel Sosnovski e é inspirado na figura histórica de Maksym Sozontovych Berezovski (1745/1777), compositor, cantor de ópera e violinista que, em 1769, viajou a Bolonha e estudou com Giovanni Battista Martini. 
Um dos temas do filme, é o sentimento de nostalgia, muito característico dos russos, que não são bons emigrantes, porquanto tem dificuldades grandes para se adaptar a outras formas de viver. Conforme relata em sua obra Esculpir o tempo, trata-se de um sentimento que também toma conta de Tarkovski. Mas esse não é o único tema do filme. Há muitos outros aspectos para os quais é preciso atentar. Por exemplo, o poeta Andrei Gorchacov, que é o protagonista, apesar de sofrer da mesma melancolia do seu antepassado, vai ter outros contrapontos em outros personagens, em Domênico, um outsider tachado de louco por criticar a sociedade materialista da época, ou em Eugênia, uma tradutora que o acompanha e está em busca do amor. 
Tarkovski realizou 7 filmes, sete explorações sobre a consciência humana. Seus filmes são densos, estáticos, apesar de retratarem pessoas em trânsito. São retratos em movimento segundo as palavras de Carlos Tegeda, um crítico e estudioso de Tarkovski. Sobretudo, são obras que estão em rota de colisão com a filmografia ocidental, seja pela arte fílmica em si mesma, seja devido à abordagem autoral do diretor. Para apreciar a obra desse diretor gigante é preciso um espectador atento e corajoso, disposto a vencer os condicionamentos que as muitas décadas de produção e distribuição maciças e persistentes de um certo tipo de filme impingiu na mente dos espectadores. Tarkovski, em seu livro Esculpir o tempo, escreve o seguinte: “Há que deixar totalmente claro que as normas ordinárias do cinema comercial e das produções televisivas em uso corrompem o público de forma imperdoável, porque lhe roubam qualquer possibilidade de contato com a arte verdadeira”.