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Semana da Não Violência Contra a Mulher encerra com seminário

Evento abordou o tema 'Acolhimento Humanizado' e os serviços do município

GERAL - 26/11/2019

O evento idealizado pelo CMDM fez parte da Semana da Não Violência Contra a Mulher que iniciou no último sábado, 23O evento idealizado pelo CMDM fez parte da Semana da Não Violência Contra a Mulher que iniciou no último sábado, 23 Crédito: Sara Rohde

Sara Rohde
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Em alusão ao Dia Mundial da Não Violência Contra a Mulher, em 25 de novembro, aconteceu na tarde de ontem, no Sindibancários, o XVI Seminário de Articulação da Rede de Atenção às Mulheres de Santa Cruz do Sul com o tema ‘Acolhimento Humanizado Direcionado à Mulher’. O evento idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) fez parte da Semana da Não Violência que iniciou no último sábado, 23, com atividades na Praça Getúlio Vargas. 
A primeira ação visou levar informação à população sobre a história ocorrida em 25 de novembro. A data refere-se aos assassinatos das Irmãs Mirabal (Patria, Minerva e María Teresa) em 1960, na República Dominicana. Os crimes aconteceram durante o regime ditatorial de Rafael Trujillo que centrou a sua liderança no anticomunismo e na repressão contra os opositores por mais de 30 anos. As três foram espancadas, enforcadas e atiradas dentro de um veículo em um precipício para que as pessoas achassem que tivesse ocorrido um acidente. A luta delas contra o regime de Trujillo ficou registrada na história e desde então é lembrada e debatida mundialmente. A escolha da data se deu em 1981, em Bogotá – Colômbia, no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe. Em 1999 a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 25 de novembro como o Dia Internacional de Não Violência Contra a Mulher.
Para a presidente do CMDM, Iara Bonfante, o tema escolhido é importante e delicado, pois é preciso saber ouvir e atender a mulher violentada. E são vários os indícios de agressão em uma família, como por exemplo, o silêncio da vítima e a falta da procura pela família e amigos. “Normalmente o agressor proíbe a vítima de procurar a família, ele acaba quebrando ou escondendo o celular dela, o comportamento das crianças na escola muda totalmente, de cara já se percebe que alguma coisa está errada em casa”, explicou Iara. Nestas situações o indicado é conversar com a vítima e tentar convencê-la a procurar ajuda, “a gente sabe que é difícil, pois muitas mulheres não querem fazer a denúncia, elas só querem que as coisas voltem a ser como antes, que o companheiro volte a ser o que era anos atrás. O que a família pode fazer é ficar atenta e se a situação voltar a se repetir é preciso denunciar”, destacou. 
As denúncias podem ser feitas no Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher junto ao Centro Integrado no Arroio Grande, na própria Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) que atualmente conta com uma sala especial para as mulheres, a Sala das Margaridas. “Temos um grande avanço aqui no município com a sala especializada para as mulheres na DPPA, basta a vítima chegar em horário comercial e delatar o ocorrido. Estive lá acompanhando uma mulher há pouco tempo e realmente o atendimento é maravilhoso”. Outros locais indicados pelo CMDM são a Defensoria Pública porque em muitos casos é envolvida a separação com partilhas de bens, o Gabinete de Assistência Judiciária (GAJ) da Unisc, pois no decorrer do processo a mulher vai precisar de uma assistência jurídica.
Outro exemplo de acolhimento é a orientação pós-audiência, onde o casal é encaminhado a um grupo de reflexão. As mulheres participam do grupo Flor e Ser, já os homens podem participar de dois grupos de reflexão, são projetos realizados através de verbas de órgãos como as multas do Rapidinho. “Este grupo de reflexão para os homens é obrigatório, como prevê a Lei Maria da Penha. No primeiro grupo realizado no semestre passado tivemos relatos muito positivos, os próprios homens relataram que mudaram e que acreditavam que um tapa ou empurrão não eram violência, então muitos estão entendendo que os relacionamentos não são obrigatórios. O bom disso é que 97% dos homens não repetem os atos violentos. Durante o evento teve participação da psicóloga Angela Alenice Rothmund, professora de Psicologia na Unisc, mestre em Educação, especialista em avaliação psicológica e psicodiagnóstico e Psicóloga Clínica com atendimento a crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência.

Telefones Úteis

Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher – (51) 3715-9305
Delegacia da Mulher - (51) 3713-4340
Delegacia de Polícia de Plantão - (51) 3711-2121
CREAS Acolher – (51) 3715-8068
Brigada Militar – 190
Disque Denúncia – 180
Polícia Civil – 197
Abordagem Social – 153
Escuta Lilás – 0800 541 0803