Edição do dia 17/01/2020

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Costuras e Reformas Suzana Ramos: ateliê comemora quatro anos
GERAL
Resultado financeiro da 35ª Oktoberfest supera R$ 1,6 milhão
GERAL
Contatos feitos via redes sociais são falsos
GERAL - Instituto Consulpam alerta sobre suposta contratação de equipe para trabalhar no concurso da Prefeitura
Atividades na rede municipal são oferecidas no período das férias
GERAL
Distribuição de fraldas em novo endereço
GERAL
Salário mínimo sobe para R$ 1.045
ECONOMIA - Reajuste decorre da inflação mais alta em 2019
Doces que empoderam mulheres e combatem o trabalho infantil
VARIEDADES
Banco de Móveis já contabiliza mais de duas mil doações
GERAL
Pedido de aposentadoria
GERAL - Passados seis meses de espera, segurado pode exigir agilidade na Justiça
Portas Abertas já realizou 11.064 atendimentos
SAÚDE
Saiba como retirar medicamentos na farmácia de Monte Alverne
SAÚDE
Iniciam as obras do posto de saúde sustentável
SAÚDE - Primeira unidade do Brasil começou a tomar forma na última terça-feira
Tarifa adicional de cheque especial não será cobrada
ECONOMIA
Saúde estuda redistribuição de incentivos estaduais para hospitais
SAÚDE
IPE Saúde amplia pagamentos assistenciais para 2020
SAÚDE
Vacina pentavalente já está disponível em Santa Cruz
SAÚDE
Porto Verão Alegre 2020 passa em Santa Cruz do Sul
VARIEDADES
The Wailers volta ao Rio Grande do Sul
VARIEDADES - Após quatro anos desde o último espetáculo, banda jamaicana retorna tocando os maiores sucessos

Identidade pessoal e identidade familiar

OPINIÃO - 14/01/2020

Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente. A identidade familiar se alimenta da vitalidade das diferentes identidades que a constitui, na medida em que inclui a todos e a cada um, em particular. Por esse motivo, é, por excelência, orgânica, pois necessita do sentimento individual de pertencimento ao coletivo da instituição. 
Ousamos relacionar o valor da família à sua capacidade de estabelecer o lugar de valor de cada um. Trata-se de reconhecer e assegurar os espaços para as singularidades, energia vital à gênese de uma família. Essa inserção depende, em grande medida, dos adultos referentes, aqueles que exercem o papel de autoridade de fato, o que nem sempre coincide com quem ocupa o papel de autoridade de direito, os ditos “responsáveis”.
Os adultos referentes têm a responsabilidade de observar o “conforto” de cada um dos seus membros na arquitetura dos relacionamentos geradores de identidades saudáveis (orgânicas), abertas aos movimentos de aprendizagem contínua. Cabe a eles concentrar a sua atenção nos sentimentos que nutrem essas relações intrafamiliares, nem sempre traduzíveis por meio de palavras. Sendo assim, assumir-se como parte integrante de uma família pressupõe assumir a identidade que é gestada por ela.
Nesse momento, não há como fugir da pergunta: o que a nossa identidade familiar comunica? Ou melhor, a comunicação é um exercício da identidade? Não é incomum a existência de uma distância entre o conceito que temos da nossa família e o conceito que as pessoas que habitam o nosso entorno expressam, sobretudo na nossa ausência, sobre ela. Diálogos, monólogos, gestos, entonações, silêncios, contam muito de cada um de nós e, por conseguinte, muito sobre o núcleo familiar do qual fazemos parte. Basta um tempo de convivência e nos revelamos. As nossas ações mostram ao mundo que nos rodeia quem somos e, muitas vezes, distorcem os nossos discursos. Portanto, não há como negar que a forma como somos reconhecidos revela a nossa identidade.
Ampliar a consciência sobre a importância da identidade familiar para a construção da identidade pessoal se faz fundamental diante da plasticidade na organização das famílias nos dias de hoje. Por mais diferente que venha a ser cada constituição familiar, é preciso que ela se assuma em seu formato, a fim de amparar aos seus integrantes. Há viço na família quando cada integrante, ao se perceber parte, consegue perceber o todo e, quando ao se reconhecer no outro, por meio das relações, entende-se oscilando entre protagonista e coadjuvante de algo maior, mais nobre. Esse movimento confere sentido à interdependência, em torno da qual se concebe a essência sócio-cultural da natureza humana. É necessário pertencer para ser humano! A família, em primeira instância, é responsável pelo desenvolvimento da resistência às frustrações, ‘anticorpos’ que integram a identidade e permitem viver a singularidade da vida. 

*Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.