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Apae: há 50 anos promovendo a inserção social

Desde novembro de 1963, a instituição vem realizando inúmeros eventos e múltiplas ações junto à comunidade, com o propósito de manter serviços e projetos

GERAL - 23/11/2013

Everson Boeck
everson@riovalejornal.com.br


Desde novembro de 1963, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Santa Cruz do Sul vem realizando inúmeros eventos e múltiplas ações junto à comunidade, com o propósito de manter serviços e projetos ou ainda, incrementar atividades, que diretamente beneficiem os deficientes de todas as idades. Com o passar de cinco décadas, a instituição se consolidou como uma importante promotora de interação social entre as pessoas com deficiência intelectual e múltipla (PCDs) e a comunidade. Estas ações de responsabilidade social são lideradas e executadas por voluntários que integram a Diretoria, Conselhos de Administração e Fiscal, somados a dezenas de pessoas abnegadas e empresas parceiras da Entidade.
A Apae, sediada em Santa Cruz do Sul, oferece gratuitamente serviços especializados nas áreas da educação, saúde e assistência social para seis municípios da região: Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Herveiras, Passo do Sobrado, Sinimbu e Vale do Sol. Atualmente são 332 alunos atendidos, entre crianças, jovens e adultos, que tem na Apae um importante referencial para conquista de respeito, dignidade e reconhecimento pessoal, projetando sempre a perspectiva de inclusão social através da educação, colocação no mercado formal de trabalho e na busca dos direitos básicos da pessoa com deficiência.

Como surgiu

A iniciativa de criação de um espaço para excepcionais começou a tomar forma nos anos 60, quando esta necessidade começou a se tornar mais evidente. O número de crianças excepcionais vinha aumentando, e em consequência, a carência de um atendimento escolar adequado para que elas pudessem desenvolver ao máximo suas capacidades também.
Num ato de extrema coragem e esperança, a professora Elisa Gil Borowski (in memorian), idealizou uma escola especial que pudesse sanar as dificuldades pelas quais sua família passava, assim como muitas outras. Elisa era mãe de uma menina com deficiência intelectual, a lacuna que ela vislumbrava, pois o abandono do excepcional à época, na comunidade santa-cruzense, ela sentia de perto e na própria carne.
Com base na experiência que teve com os atendimentos prestados a sua filha em Porto Alegre no ano de 1961, Elisa começou a buscar os meios para que em Santa Cruz as crianças também tivessem seus direitos à escolarização garantidos, possibilidades de crescimento, de convivência com colegas, professores e com o trabalho.
“Comecei sozinha com o meu ideal e o desejo de servir famílias que, como a minha, eram oneradas pela presença de um excepcional em seu seio. Sabia eu muito bem o que eles precisavam – sabia que era necessário realizar algo – sabia que não podia perder tempo.” (Borowski, Elisa, discurso dos 25 anos da APAE, 1988.)
Ao mesmo tempo em que trabalhava na Escola Estadual Estado de Goiás – na épocaGrupo Escolar Estado de Goiás –, a professora organizou uma turma para 8 crianças com deficiências. As aulas, ministradas de forma voluntária por ela, ocorriam no turno oposto às aulas em classe regular. A partir disso, iniciou-se o trabalho comunitário, com visitas às escolas, motivação de professores, procura pelos alunos, busca de sócios, realização de palestras sobre o tema, contatos com autoridades públicas e clubes de serviço.

Fundação

Oito anos após ser fundada a primeira Apae no Brasil, em 1954, Santa Cruz do Sul é uma das primeiras cidades do interior do estado a iniciar o movimento. Devido à comunicação ainda muito precária, com a inexistência da internet e a escassez de famílias com telefone e televisão, as notícias e bibliografias sobre os ideais apaeanos demoraram a chegar no município. Mesmo com essas e muitas outras dificuldades, a cidade obteve o registro de número 21 na Federação Nacional das  Apaes, estando entre as primeiras fundadas no Brasil. Assim, no dia 25 de novembro de 1963 um grupo de pessoas interessadas em ajudar a Apae de Santa Cruz do Sul, reuniu-se na 6ª Delegacia Regional de Ensino, e a Apae, então, oficialmente nasceu.

Arquivo/Apae

Família apaena comemora o cinquentenário da entidade

Comemoração do cinquentenário
 
A comemoração dos 50 anos da Apae será festejada em dois momentos. Na próxima segunda-feira, 25 de novembro, às 14 horas, a comunidade está convidada para participar do Abraço na Apae, onde os presentes ficarão de mãos dadas em torno da quadra onde está situado o prédio. Durante a tarde, que será turno único, acontecea comemoração com a plantação de uma árvore na Entidade e distribuição de outras 49 mudas entre os alunos e profissionais, junto a ela será enterrada a cápsula do tempo e no final  um bolo será servido para a família apaena. À noite, a sessão solene da Câmara Municipal de Vereadores vai homenagear a instituição. No local, um dos grupos de dança da Apae fará apresentação.
No dia 27 de novembro acontecerá o jantar em comemoração à data. Ele será realizado no Quiosque da Praça, a partir das 20h30. Os ingressos são limitados, no valor de R$ 50,00 por pessoa. Maiores informações pelo telefone (51) 3711 3098.