Rosibel Fagundes
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A recuperação do mercado imobiliário de Santa Cruz do Sul segue a passos lentos, mas que tendem a acelerar. Dados divulgados pela Sociedade das Empresas Imobiliárias de Santa Cruz do Sul (Seisc) apontam aumento de 15% a 20% nas vendas de imóveis com relação ao ano anterior. Os números correspondem aos cinco primeiros meses de 2019 como explica o vice-presidente da Seisc, Flávio Bender. “O mercado imobiliário, assim como de outros segmentos sofreu com a crise dos últimos três anos. Não estamos parados, estamos estáveis”.
Entre os obstáculos apontados por Bender entre os compradores e os empreendimentos, estão a limitação de uso dos recursos do FGTS para novos financiamentos, as mudanças no limite de liberação, o desemprego e a insegurança ou estabilidade para assumir dívidas em longo prazo. “Antes se comprava uma casa com qualquer valor de entrada, mas devido as novas alterações do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) do Governo Federal a entrada de um imóvel residencial popular atualmente fica em torno de R$ 15 a 20 mil. Outro fator foi a crise econômica que começou a repercutir há alguns anos, somada com a incerteza da manutenção de emprego e Reforma da Previdência fez com que muitas pessoas deixassem de adquirir imóveis. Mas, sabendo da estrutura que o município possibilita e que, com a recuperação da economia, a expectativa é de que uma retomada mais forte deve ocorrer a partir do início do segundo semestre”, afirmou Flávio Bender.
Muita oferta e pouca procura
Segundo Flávio Bender, as facilidades do MCMV logo que teve início possibilitaram às construtoras e incorporadoras o lançamento de vários projetos de geminados, que consequentemente ainda não foram vendidos. “Antigamente tinha uma demanda muito louca por construção em especial por geminados. Agora mesmo sobrando geminados, as pessoas continuam construindo. Os terrenos urbanizados naquela época eram poucos. Hoje temos muita oferta e pouca procura, porque o ciclo virou. Existem muitos geminados em oferta, por que a procura é baixa,” alegou.
Minha Casa Minha Vida
Bender ressalta que o Programa Minha Casa Minha Vida segue promovendo o aquecimento do mercado imobiliário do país. “Toda a linha de crédito é um fomentador de mercado. Apesar dos negócios envolvendo as unidades dentro do programa Minha Casa Minha Vida estarem estáveis, considerando que o orçamento do fundo ficou estagnado do ano passado para cá, financiar sempre será uma boa opção, pois dificilmente alguém conseguirá com recursos próprios adquirir um imóvel. No entanto, por causa do aumento da inadimplência os bancos mudaram as formas de financiar, e atualmente financiam apenas 80 ou 90% do imóvel. O comprador terá que dar um valor maior de entrada”.
Bender afirma ainda, que quem já possui casa própria e pensa em investir no mercado imobiliário, é uma opção considerada rentável. “É a aquisição de um bem permanente. Comprar terrenos é uma alternativa rentável, devido a valorização. Temos muitas ofertas de terrenos em loteamentos e condomínios, onde o comprador poderá escolher as melhores condições. Outra opção são os apartamentos, que logo que são lançados já são vendidos. É bom lembrar, que para conseguir o melhor negócio o investidor deverá contar com uma assessoria especializada”, concluiu o vice-presidente da Seisc, Flávio Bender.














