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Aumento | Cesta básica tem variação de 1,7% em Santa Cruz do Sul

Variação acumulada da Cesta Básica de 12 meses, em relação ao custo de janeiro de 2025 é de 4,235%
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

A variação do custo da cesta básica nacional em Santa Cruz do Sul foi de 1,775% no período de 3 de dezembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026, passando de R$ 625,47 para R$ 636,57, uma elevação de R$ 11,10. Dos 13 produtos pesquisados, nove apresentaram redução e quatro produtos apresentaram elevação de preço. As informações foram repassadas pelo coordenador dos cursos de Ciências Econômicas e Relações Internacionais da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Silvio Arend.

As maiores contribuições para a elevação do custo da cesta básica foram do Tomate (2,647%), da Banana (0,748%) e da Batata Inglesa (0,613%). Os produtos que frearam a elevação da cesta básica neste início de janeiro de 2026 foram o Pão Francês (– 1,348%), a Carne Bovina (contribuição de – 0,556%) e o Feijão Preto (– 0,160%).

A variação acumulada da cesta básica de 12 meses, em relação ao custo de janeiro de 2025 é de 4,235%, uma economia de R$ 28,15.

Com este custo da cesta nacional, um trabalhador de Santa Cruz do Sul que recebeu no início deste mês de janeiro o Salário Mínimo Nacional precisou trabalhar 92,257 horas para adquirir o conjunto de 13 produtos, ou 1,61 horas a mais que o necessário no mês de dezembro de 2025.

Conforme o professor, a partir dos gastos com alimentação é possível estimar o Salário Mínimo necessário para o atendimento das necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Seguindo a mesma metodologia utilizada pelo DIEESE, o valor do Salário Mínimo em Santa Cruz do Sul para o mês de dezembro de 2025, pago no início do mês de janeiro de 2026, deveria ter sido de R$ 5.307,73 para uma família composta por dois adultos e duas crianças. Com este custo da cesta básica, o Salário Mínimo deveria ser 3,496 vezes maior do que o atualmente vigente.

A cesta básica relaciona um conjunto de alimentos que seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador adulto ao longo de um mês, tomando como base o Decreto Lei nº. 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta a Lei nº. 185 de 14 de janeiro de 1936 – da instituição do Salário Mínimo no Brasil. Este Decreto estabelece que o salário mínimo é a remuneração devida ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, capaz de satisfazer, em determinada época e região do país, às suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.

A pesquisa da cesta básica em Santa Cruz do Sul é realizada nas principais redes de supermercados do município e reflete os preços vigentes no dia do levantamento, considerando a disponibilidade dos produtos/marcas, eventuais promoções e ofertas no dia e, por este motivo, os resultados valem somente para a data do levantamento. Pela dinamicidade dos preços na economia, levantamentos realizados em outras datas e/ou estabelecimentos apresentarão resultados diversos.

Mais cara em 17 capitais

Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.

A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Com informações da Agência Brasil