
Foto:Évelin Nyland
Os visitantes que vierem a Santa Cruz do Sul para a 41ª Oktoberfest, além de emergirem na herança germânica que se perpetua na cidade, também terão a oportunidade de ver de perto a planta-símbolo da principal atividade econômica do município: o tabaco. E nem será preciso ir até o interior para conhecer uma lavoura. Isso porque diversas plantas de fumo ficarão expostas na Rua Marechal Floriano Peixoto, principal via da cidade, por onde passa o tradicional desfile da Festa da Alegria.
A ideia partiu do vice-prefeito Alex Knak, que teve a ideia de levar as plantas para o centro da cidade durante a Oktoberfest, como forma de valorizar a importância econômica e cultural do tabaco para Santa Cruz do Sul e região. As mudas foram cultivadas pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) ao longo dos últimos meses e, na tarde desta quinta-feira, 8, data de início das festividades, foram colocadas na esquina das ruas Marechal Floriano e Sete de Setembro. O momento foi acompanhado por Alex e pelo presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing.
Segundo o vice-prefeito, a iniciativa busca aproximar os visitantes de uma atividade que, além de fazer parte da história do município, tem papel econômico de destaque. “Tivemos essa ideia pela importância de valorizar a economia e a cultura do tabaco, para que o turista conheça a história da nossa gente e que possamos mostrar que temos orgulho dessa agricultura que move Santa Cruz do Sul e região”, detalha.
A ação também faz referências às origens da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul. Conforme Valmor Thesing, a trajetória da Festa da Alegria tem relação com a antiga Festa Nacional do Fumo (Fenaf), evento que teve sua primeira edição em 1966 e que valorizava uma atividade que, na época, já ocupava posição de destaque na economia do município. “As raízes da Oktoberfest vêm da Fenaf, que visava homenagear a imigração alemã e a cultura do tabaco”, afirma.
A Fenaf teve edições em 1966, 1972 e 1978. Conforme Valmor Thesing, mudanças na legislação, que passaram a impor restrições à publicidade relacionada ao tabaco, dificultaram a realização de novas edições da festa. Logo depois, em 1984, surgiu a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, idealizada pelo então secretário municipal de Turismo, Ademir Muller, com a proposta de valorizar as tradições e a cultura germânica dos imigrantes que colonizaram o município. Ao longo das décadas, a Oktoberfest ampliou seu caráter cultural e turístico, mas mantém entre seus elementos a valorização do agronegócio local.













