
O ano de 2025 encerrou com alta nos índices de inadimplência da pessoa física em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul e no Brasil. No município, o percentual passou de 29,9% em dezembro de 2024 para 32,5% em dezembro de 2025, variação de 2,6 pontos percentuais, o que representa um aumento de 8,7% ao longo dos últimos doze meses. Apesar da elevação, o desempenho local segue mais favorável em comparação aos números estadual e nacional, ainda que acompanhe a tendência de crescimento observada, sobretudo no segundo semestre.
No Rio Grande do Sul, a inadimplência avançou de 32,6% para 35,8% no mesmo período, com pico em novembro de 2025, quando o índice alcançou 36,0%. Já no Brasil, o indicador evoluiu de 31,8% para 33,7%, alta de 1,9 ponto percentual, posicionando o cenário nacional em patamar intermediário entre o desempenho local e o estadual. Os dados reforçam um ambiente econômico mais restritivo para o consumo e o crédito, com reflexos diretos sobre o mercado regional.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), Mauro Spode, os números exigem maior rigor na concessão de crédito. “O crescimento da inadimplência ao longo de 2025 exigiu e seguirá exigindo do varejo maior rigor na análise do perfil dos consumidores, acompanhamento sistemático da carteira de clientes e atenção permanente aos sinais do mercado,” observa. Ele acrescenta que o equilíbrio financeiro das empresas dependerá de estratégias que conciliem estímulo às vendas com responsabilidade. “Quando a inadimplência sobe sempre há uma dificuldade maior para efetivação de vendas. Mas, como somos do varejo e resiliência é a nossa segunda marca, creio que será preciso criatividade e jogo de cintura para equilibrar a situação,” pondera.
A executiva do Sindilojas-VRP, Gicele Arruda, reforça a necessidade de postura preventiva e gestão ativa por parte dos lojistas. Segundo ela, medidas como renegociação de dívidas, recuperação de crédito e uso de informações qualificadas tornam-se fundamentais para mitigar riscos e preservar a sustentabilidade dos negócios. “O cenário reforça a importância do planejamento financeiro e do monitoramento constante dos indicadores econômicos, especialmente diante da maior pressão exercida pelo ambiente estadual sobre o comércio regional,” recomenda.















