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Dia do Músico – Uma vida dedicada à música

Suilan Conrado

Dia 22 de novembro é dia de Santa Cecília, conhecida como a padroeira dos músicos. Por isso, também é comemorado o dia do Músico em todo o Brasil.
Para o acordeonista Lídio Frantz, a data é muito importante para toda a classe musical. “É fundamental celebrarmos a data com carinho e respeito, pois não são todos que têm uma padroeira para os proteger,” comenta.
Gaiteiro (como geralmente são chamados os acordeonistas no Rio Grande do Sul) há 58 anos, Lídio aprendeu a tocar o instrumento aos 8, e nunca mais parou. “Em 1995 pedi demissão voluntária no meu trabalho, para me dedicar exclusivamente à música.” Revela o músico que além de fazer parte de dois grupos musicais (Grupo Pérola e Os Campeiritos), ministra aulas de gaita em sua residência para 24 alunos, atualmente.
Frantz, que teve dois irmãos músicos na família, conta que seu filho adotou a bateria como instrumento. “Ele sempre disse que se tocasse gaita, iria me superar, então pra eu não ficar chateado, ele toca a bateria”, brinca o sanfoneiro, que tem outras duas filhas.
As maiores influências para ele, foram nomes como Chiquinho do Acordeon, Edson Dutra e Dominguinhos. “Foram e são ainda, minhas maiores referências na música.”
O sanfoneiro, que já ganhou diversos prêmios durante a carreira, (inclusive o Enart em 2006) ressalta a importância de nunca parar de estudar. “Falta pouco pra eu me formar na Universidade lá em Porto Alegre. Vou ganhar o título de maestro quando isso acontecer.”
Seja gaita, sanfona ou acordeon, o instrumento é amigo inseparável de Lídio Frantz. “Sou totalmente realizado com minha profissão.” Declara o artista, que recentemente lançou o CD “Polcas e Valsas com Lydio Frantz”. Mais informações sobre o cd, os grupos musicais ou as aulas ministradas por Lídio, podem ser adquiridas pelo telefone  (51) 9809.1886.
Gilnei  Alex Ellwanger, é outro apaixonado pela música e pela profissão. Integrante da banda Voga criada em setembro de 2002 em Santa Cruz do Sul, o tecladista conta que sempre viveu de música. “Direta ou indiretamente, sempre vivi de música.”
A banda Voga, da qual Gilnei é integrante, costuma se apresentar em festas particulares (como casamentos e aniversários) e embora seja muito eclética no seu repertório devido a grande  variedade de público, a banda tem forte influência na música dos anos 70, 80 e 90.
O artista, que se diz plenamente realizado com o que faz, ressalta a importância de celebrar a data alusiva ao músico. “O dia 22 não deve ser esquecido, pois a data relembra a nossa profissão, tão importante e tão antiga.”
Ellwanger, que também é professor de música, acredita que a maior dificuldade enfrentada pelos músicos atualmente no Brasil, é a pouca cultura musical, que acaba favorecendo o surgimento de tantas músicas pobres e degradantes.
Quando questionado o porquê de ter escolhido a música como profissão, o tecladista deixa claro “Não escolhi nada, ela me escolheu.”
Quem quiser conhecer a banda, pode acessar o site www.bandavoga.com.br  ou ligar para o número (51) 9845-5659.

Suilan Conrado

Lídio Frantz: uma vida dedicada ao acordeon

Divulgação/RJ

Da esquerda para direita: Dílson Trindade, Gilnei Alex Ellwanger, Cristiane Dutra Heck, Marcos Vinícius da Rosa,
Camila Barrios, Vanderlei Heck e Dênis Job. Integrantes da banda Voga

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Santa Cecília – Padroeira dos Músicos

Cecília era de família nobre e viveu durante os primeiros séculos da Igreja, período marcado por grande perseguição aos cristãos. Sem que Cecília tivesse conhecimento, seus pais prometeram – na em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Na noite de núpcias, Cecília revela ao noivo que se achava “sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. […]”. Disse-lhe ainda que a fidelidade ao voto trazia benção, enquanto a sua violação trazia maldição.
Impressionado e comovido com a declaração de Cecília, Valeriano decide também guardar sua pureza a partir daquele momento. Converte-se ao cristianismo e é batizado. Após denúncias de que Cecília era cristã e que seu marido também havia se convertido, acabaram presos pelas autoridades romanas, que exigiam que abandonassem o cristianismo sob pena de morte
Como Cecília havia se recusado a negar a sua fé, foi condenada à morte por asfixia numa câmara fechada. Ao ser colocada na câmara, cantou incessantemente louvando a Deus. Por esta razão, e pelo dom de ouvir músicas vindas dos céus, foi consagrada como padroeira dos músicos.
Passadas várias horas, e irritados, pois Cecília não morria e continuava a cantar, seus carrascos tentaram então decapitá-la.

Fonte: SGARBOSSA, Mario e GIOVANNINI, Luigi
Um santo para cada dia, São Paulo: Paulus, 1983, 9ª ed.

Divulgação/RJ